Com a crise econômica no Brasil , o crescimento do consumo nos últimos anos começa
a ter reflexo agora já que grande parte dos brasileiros fez financiamentos ,empréstimos, parcelamentos ,utilizou cheque especial ou pagou o mínimo do cartão de crédito , ficando
exposta aos altos juros bancários Assim , é importante que os consumidores saibam cal-
cular os impactos de financiamentos ( cartão de crédito , cheque especial ,financiamento
da casa , do carro , de eletrodomésticos , entre outros ) no orçamento antes de escolher
essa opção , evitando entrar num ciclo de dívidas .Mas se você já está nesse ciclo , saiba
o que fazer para encontrar a saída .
Programe - se
Outro ponto importante em relação ao tema é a prevenção ,e para isso é preciso ter em
mente que o ciclo de dívidas se dá por motivos como desconhecimento financeiro , consu-
mismo ,crédito fácil , problemas conjugais ou de saúde , baixa autoestima , entre outros .
Segundo Reinaldo Domingos ,presidente da Associação Brasileira dos Educadores Finan-
ceiros , em geral , o ciclo do endividamento aconteceu seguinte forma : se a prestação da
casa ,do carro ou outro compromisso financeiro assumido não está cabendo no orçamento ,
a pessoa para pagar todas as demais despesas com cartão de crédito ou cheque especial ,
imaginando que , assim ,sobrará dinheiro para pagar as suas principais dívidas .Dentro de
poucos meses ,no entanto , já não conseguirá quitar fatura do cartão ou o cheque especial,
até que entre algum recurso extra . Mas isso não acontece sempre . “ Chega o começo do
outro mês e a história se repete . Quando se dá conta , a pessoa está endividada de todos
os lados ,correndo o risco de ficar inadimplente e sem linhas de crédito .Há quem provoque
a própria demissão para usar os recursos dos direitos trabalhistas para solucionar o
problema.Quando percebem que o dinheiro não é suficiente buscam empréstimo .E assim
vai até chegar ao fundo do poço “ , alerta .
Como resolver o problema
“ A solução é fazer um levantamento detalhado de todas as dívidas ,priorizando as que
possuem bens de valor como garantia e evitando o corte de serviços indispensáveis .
Deve-se também priorizar as dívidas que têm as taxas de juros mais altas ,que prova-
velmente serão as dos empréstimos . Se assim for , o melhor é procurar o gerente e pedir
que reúna num mesmo pacote ass dívidas de cheque especial ,cartão de crédito e demais
empréstimos e negociar uma linha de crédito diferente ,mais alongada ,com juros menores
e prestações menores do que o valor total dos juros mensais anteriores “ , orienta
Domingos . A partir desse acordo com o banco ,você pagará não mais apenas os juros , e
sim o valor principal , fazendo com que a dívida seja efetivamente liquidada ao longo do
tempo . “ Se não houver possibilidade de acordo com a instituição financeira ou se a par-
cela negociada não couber no orçamento,é melhor poupar para que,quando for procurada
pelas empresas de recuperação de crédito , tenha melhores condições de negociar a qui-
tação em valores , menores “ , aconselha o especialista .
Fonte - Revista Malu - Ano 19 - n° 768 - Seu dinheiro
Data - 17 / 03 / 2017 - Flávia Magalhães / Colaboradora
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