Educação x Comunicação - Ana Regina
Despertar uma nova práxis no cotidiano escolar, é fazer com que os professores, ao repensarem criativamente a importância dessas novas tecnologias - o rádio, a televisão, a internet etc. - percebam que elas colaborarão nas interações dos alunos com as mídias e novas propostas pedagógicas.
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Homenagem a 7 de Setembro
domingo, 6 de setembro de 2026
Cuidar do Meio Ambiente
Todos precisam de um ambiente humano para ser e existir no mundo . Qualquer forma de vida presente na Terra é u dom divino em relação
O meio ambiente está inteirmente relacionado a essa graça , pois tudo o que Deus criou é bom ( cf . Gn 1, 31 ) . Assim , ao cuidar do meio ambiente , estaremos pratcando nossa fé e permitindo que a criação manifeste a bondade de seu Criador .
Apesar de haver no mercado uma preocupação crescente com a " economia verde " ( sus - tentável ) , ainda parece prevalecer uma " economia do descarte " , que desconsidera as inter- relações humanas construtivas e reponsáveis com o entorno onde se vive . O que im - porta é a obtenção de lucro para alguns . Na encíclica Laudato si ( 2015 ) , o Papa Fran - cisco afirma que " a destruição do ambiente humano " é um fator muito grave , porque , por um lado , Deus confiou o mundo ao ser humano é um dom que deve ser protegido de várias formas de degradação " ( n . 5 ) .
Este ano vimos que a seca e o fogo criminoso devastaram quase todos os biomas do Brasil . Isso é um pecado ecológico , que o indivíduo comete contra a criação e , logo , contra o Criador . Como cristãos ,é impossível ficarmos indiferetes a essa ferida social e ecológica . Que parte temos de responsabilidade ao fato ? Que fazemos em nosso lar , rua, bairro ou cidade , para o bem da natureza ?
É incoerente dizer que amamos a Deus , descuidando de nossas relações humanas e , con- sequentemente , do meio - ambiente . O Papa Francisco nos convida a um ecologia integral motivando para a corresponsabilidade e o respeito com a Casa Comum . Precisamos nos reencantar com a vida que tem sua origem no Pai Celeste e , com Ele , gerar mais fecun- didade , fazendo nossa parte , seja perto ou longe de nós . Pelo batismo , somos " outro Cristo " no cuidado do meio ambiente e de toda a criação .
Fonte - Revista Aparecida - pág 24 - ATUALIDADES Data - Ano 2025 - Fr. Jonas Luiz de Pádua , C.Ss . R .
Dia do Meio Ambiente
O Cuidado com a água
Todos temos um anseio profundo , e somente uma Água viva poderá matar a sede que cada um traz dentro de si ,como nos lembra aquele pelo evangelho do encontro de Jesus com a samaritana ( cf. Jo 4 , 3 - 15 ) .
Quando olhamos para a nossa sociedade , percebemos que também ela sente sede de paz , de justiça ,sede de espírito .E ao olharmos para a realidade social em nosso mundo , percebemos o outro tipo de sede , que se deve à falta de água e afeta milhões de pessoas .
A água é um dom de Deus e é fonte de vida , por isso ,cuidar dela é também cuidar da obra do Criador e reconhecer que tudo que recebemos é dom . Será que sabemos cuidar desse dom precioso que Deus nos concedeu ? Que bom sentir , ver a preocupação do Santo Padre com esse tema , que é universal que é universal . Muitas famílias , especial - mente as mais pobres , vivem situações de sofrimento , doença e privação por não terem acesso digno à água . Cuidar da água é um compromisso com a justiça social e com os vulneráveis .
Onde falta água , faltam , muitas , vezes , dignidade , saúde e paz . Por isso , é importante que também nós , como igreja nos perguntemos sobre os gestos concretos , que realizamos cotidianamente para cuidar da Criação e da Casa Comum . Economizar água , evitar desper- dícios, preservar rios e nascentes , e promover consciência ecológica são formas simples e verdadeiras de viver o evangelho hoje .
Cada gesto de cuidado é um gesto de amor à vida e às futuras gerações . O convite é para todos cuidarem da água é cuidar da vida Criação e do futuro da humanidade . Do Coração de Jesus , brotou a Água da vida . Que da natureza brote sempre para nós a água que mata a sede humana de mais vida e dignidade .
Fonte - BILHETES MENSAIS do Apostolado da Oração no Brasil - 1812 Data - Setembro de 2026 - ano 152 - 1874 - 2026 - Pe. Laércio , SJ
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Stephen Hawking pergunta : sobreviveremos ?
Fico impressionado com as dramáticas advertências se cientistas quanto a dois desafios de nosso tempo : a sobrevivência da humanidade e ameaça à privacidade dos cidadãos .
Sthephen Hawking , o gênio inglês da astrofísica ,é um dos que manifesta sua preocupação com o futuro da humanidade . Falando no dia 18 de junho , em Hong Kong , em palestra retransmitida a milhares de internautas ,ele propôs uma questão fundamental : " Como po- derá sobreviver a raça humana por mais de 100 anos , diante de problemas tão sérios como a uerra , o terrorismo , a violência a corrupção ,a poluição , o efeito estufa e outras ameaças , em um mundo que se transformou em verdadeiro caos político , social e am - biental ? "
Entre as 17 mil respostas recebidas nas primeiras três semanas , algumas eram quilomé - tricas e outras bem sintéticas : " Acabem com as armas nucleares . " Ou vagas : " Não sei como , mas sobrviventes . " Ou ousadias : " Não sobreviveremos , a menos que nos lancemos no espaço cósmico . "
Professor de matemática na Universidade de Cambridge , Inglaterra , o autor de best - sellers como Uma Breve História do Tempo e O Universo Numa Casca de Noz , Stephen Hawking é pessimista . " Talvez não sobrevivamos . " E você , leitor ? Mande - me sua resposta , se quiser .
E A PRIVACIDADE
Outra questão que me surpreende é a inconsciência da maioria das pessoas diante da questão da privacidade . Mas esse não é um problema brasileiro , pois nem mesmo nos EUA e na Europa o cidadão comum luta por seus direitos nessa área ou se preocupa muito com os risco à sua privacidade .
As pessoas utilizam qualquer tecnologia no dia -a dia sem qualquer cuidado .Além disso , a democracia sofre ameaças até em países como os EUA , onde o combate ao terro - rismo tem criado um clima de quase paranóia , que aumenta os riscos à privacidade e aos direitos fundamentais do ser humano . Exemplos chicantes desse retrocesso foram as centenas de prisões ilegais e de telefonemas grampeados sem autorização judicial naquele país . Sem falar em Guantánamo ou torturas praticadas por soldados ameri - canos no Iraque .
A questão se agravou a partir dos ataques de 11 de setembro de 2001 , razão por que a medidas de segurança passaram a infernizar a vida dos passageiros aéreos - 99 , 99 % dos quais são bons cidadãos que jamais pensariam em ameaçar a segurança de aviões e aeroportos .
Um dos projetos mais recentes é a identificação automática de qualquer passageiro ao passar no setor de imigração , por meio de etiquetas inteligentes , dotadas de chip em- butido no passaporte , cartão de embarque ou na própria bagagem . São os sistemas de identificação por radio frequência ( RFID , do inglês radiofrequencyidentification ) , que serão operados em aeroportos pela TSA ( Transport Security Authority ) , a empresa res- ponsável pela segurança do transporte aéreo nos Estados Unidos .
Fonte - Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO - pág B 12 - ECONOMIA ETHEVALDO SIQUEIRA - Tecnologia da Informação
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
JOGO DAS IDEIAS
Opinião é coisa que se tem . E cada vez mais se tem antes de se saber o suficiente sobre o assunto da vez . Velocidades das comunicações todas , que é bom e , às vezes , não . Às vezes , de tão veloz , passa reto , não faz uma marquinha , uma ondinha na água parada .
E aí , o que poderia ser agir junto , forte , com outras ideias parecidas , vira um clube de ideias fechadas , no qual o importante é não divergir , importante é se sentir seguro , agradar. Repare dos lados .
Os discursos vão se padronizando , pasteurizando e surgem blocos imensos de pessoas que pensam igual , isso valendo pra todos as ideologias e gostos e vontades .
Vozes dissonantes são vistas como inimigas e gente ,que é bicho que vai e volta nas ideias o tempo todo , reflete , persegue o que disse pra pensar no que vai dizer , vira gente apa - gada . Manada é apagada . Pensamento de rebanho , seja de que lado for , só fortalece quem manda em todos .
E é pra lá que estamos indo , nessa ribanceira que caímos vertiginosamente .
É o Kung fu das ideias que é bom , dos combates de argumentações que fritam o juízo do sabido e do receptor da sabedoria que , por sua vez , cospe outras sapiências de volta na cara , esse está meio bêbado , de bode , apagadinho o bichinho , coitado .
Ler a notícia , analisar por que ela vem pra tirar conclusões próprias e daí se partir pro combate de ideias , isso está caducando . Bom mesmo é repassar e depois ter , melhor ainda repassar , ter muita opinião e não ter . Seguir a cartilha de sua equipe de encaixe , onde você escolheu jogar o ponto de vista de onde escolheu olhar , é o essencial nessa hora . Pouco importante nuances , contextos , vírgulas entonações de cada acontecimento .
Importante é provar e novamente deixar claro e sem sombra de dúvidas a que time você , ter aquela opinião quente , certeza e blindada da notícia da hora .
Bom atentar , . O resto é pra que mesmo ?
Saber das entranhas do assunto ? Dissecar possibilidades de interpretação ? Se preocupar em ser justo caso haja possíveis vítimas e algozes no inquérito da vez ? Tudo bijuteria , adorno de opinião .
Bom é seguir , no raso , parecer saber , ter aquela opinião quente , certeira e blindada da notícia da hora .
Bom atentar , a turba ensandecida , nós , pro que também vira tiro no pé . A faúna de ter razão , transformar acontecimentos frescos em matéria pura de confirmação de discursos pode maquiar , transformar no que não é .
Não ponderar é o mais fácil .
Um fato acontecido , metido numa ideia pré - concebida sobre ele é boia . Faz nem força Ele já vem ali , prontinho pra te servir , pra te dar razão a cada vociferação , vem edu - cado pra ser eu número .
Fico torcendo pra gente largar mão ,nem que seja um pouquinho , mas de preferência um " muitinho " , dessa soberba das ideias . Da vaidade extrema de ter sempre razão , aquela prova de pertencimento àquela equipe , pra esfregar na cara de quem é do time outro na competição da vez .
Poder voltar três casas , penasar , no silêncio da tentativa de compreensão não necessaria- mente gritar opinião de pronto , poder respirar e falar , gostar de escutar , poder mudar de ideia quando ouve o outro falante .
Ou ganhar de volta o direito de desobrigação de emitir opinião formada quando mal acaba de ouvir o acontecido .
Que aconteçam nossas opiniões sempre ! Mas numa velocidade que não nos anule , que não deixeos de acontecer nós mesmos , no verbo mesmo , na nossa individualidade , até o fim do acontecimento chamado nossa vida .
Fonte - Revista - Coluna - pág 35 - KARINA BUHR - Escreve , Fala , Escreve de novo , cheia de opinião , tentando o pé no freio pra dar tempo
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Fake news em saúde mata e combate não deve ser simplista
Especialistas veem risco a prevenção e tratamento ; médicos e jornalistas precisam ser capacitados
Dia desses , o geral Luís FernandoCorreia levou um susto ao ler na rede social Bluesky que o governo americano estava disseminado a gripe aviária através de drones .Reação parecida teve a pediatra Isabella Ballalai ao ouvir de uma mãe ; " Doutora , qual é a marca da vacina que tem menos metal ? " . Das muitas " bizarrices " já leu na internnet e ouviu em consultórios , o cirurgião Ben - Hur Ferraz Neto destaca o " detox do fígado " .
Quando recebem uma mensagem de origem duvidosa ou levam uma postagem com conteúdo suspeito , Correia , Isabella e Neto verificam a fonte , o teor ,conferem a autenticidade . " Médicos sérios explicam os riscos e os benefícios de cada tratamento . É preciso desconfiar de fórmulas mágicas e receitas infalíveis que curam não têm efeitos colaterais " diz Ben - Hur .
Mas não é todo mundo que pensa assim . A pesquisa A Global Study on Information Literacy , feita em 2022 com 8,585 pessoas de sete países , incluindo o Brasil , revelou que 43 % dos internautas não checam a data da publicação , consultam agências de checagem ou pesquisam outras fontes quando veem algo suspeito na internet - simplesmente passam adiante . Muitas vezes descobrem , dias depois , que a notícia compartilhada é falsa .
É assim que nasce uma infodemia . " O pânico leva as pessoas a compartilharem informações " , diz Isabella ,diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações ( SBIm ) . " Muitas não são ver-dadeiras . "
No começo da pandemia de covid - 19 , a Unesco , braço da Organização das Naçoes Unidas ( ONU ) , criou outro termo : desinfodemia . Toda informação falsa criada para enganr a quem lê , vê e ouve.
' Mãe das fake news ' Em 1998 , uma pesquisa relacionuou autismo com a vacina tríplice viral ; em 2004 , foi desmetida
" Fuja dos inflencionadores . Eles dão respostas fáceis para problemas complexos " , adverte Correia . " Fake news levam a decisões erradas e , em alguns casos , até a morte . "
A " mãe de todas as fake news " , nas palavras do pediatra Daniel Becker , partiu de um médico : o inglês Andrew Wakefield . Em 1998 ,ele publicou um artigo na revista The Lancet sugerindo , a partir de um estudo com 12 crianças , a suposta relaçã entre a vacina tríplice viral ( sarampo , caxumba e rubéola ) e o autismo .
Em 2004 , o jornalista Brian Deer escreveu uma matéria no The Sunday Times desmacarando a fraude : Wakefield havia manipulado os dados por interesses próprios .
VACINAS SÃO O MAIOR ALVO
São tantas mentiras sobre vacinas que o Intituto Butantan , o maior produtor de vacinas da América Latina , criou uma página onde mostra o que é falso : são 97 fake para 49 fatos .
Não à toa , notícias falsas têm 70 % mais chances de viralizar que as verdadeiras . É o que diz o estudo The Science of Fake News , realizado em 2018 pelo Instituto Tecnologia de Massachusetts ( MIT ) .
" A decisão de não vacinar causa não só um dano pessoal , para aquela pessoa ou família , mas para a sociedade como um todo porque aumenta a circulação de doenças já controladas ", explica a microbiologista Natalia Pasternark , professora da Universidade de Columbia ( EUA ) e presidente do Instituto Questão da Ciência ( IQC ) .
Segundo o Observatório da Atenção Primária à Saúde , em 2021 atingimos a menor cobertura vacinal e 20 anos - a média ficou com 52,1 % e o País entrou para lista dos 20 com mais crianças não vacinadas , ocupando o sétimo lugar .
O cenário começou a mudar em 2023 ,quando o governo federal lançou o Movimento Nacional pela Vacinação . Em dezembro , o Ministério da Saúde divulgou o crescimento na cobertura de 15 das 16 vacinas do calendário infantil - a exceção é a da catapors , por " instabilidade do fornecimento pelos laboratórios fabricantrd " .
Segundo o Estudo sobre Consciência Vacinal , feito em 2024 com 3 mil pessoas , 90 % dos brasileiros reconhecem a importância das vacinas e 72 % confiam nelas . Porém , 26 % con- fiam pouco ou nãao confiam e 21 % já deixaram de se vacinar ou vacinar seus filhos por causa de notícias falsas .
Fonte - Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO - METRÓPOLE - pag A 24 Data - Domingo 23 de março de 2025 - ANDRÉ BERNARDO ENFRENTANDO A DESINFORMAÇÃO
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
O problema da existência
O que importa saber antes de tudo é o que somos ,de onde viemos , para onde vamos , quais são os nossos destinos . As ideias que fazemos do Universo e suas leis , do papel de cada um de nós deve exercer sobre este vasto teatro , tudo isso é de uma importância capital . É de conformidade com elas dirigimos os nossos atos . É consultando - as que fixamos um alvo à nossa vida , e para ele caminhamos . Eis a base , o verdadeiro incentivo de toda a civilização .Conforme for o ideal , assim é o homem . Para as coletividades , da mesma forma que para o indivíduo , a concepção do mundo e da vida é que determina os deveres ; mostra o caminho a seguir , as resoluções a adotar .
Mas , já o dissemos , a dificuldade de resolver esses problemas faz muitas vezes rejeitá - las . A opinião do maior número é vacilante , indecisa ; os atos , os caracteres se ressentem .Nisso consiste o mal da época , a causa da perturbação que pesa sobre todos . Há o instinto do progresso ; quer - se caminhar , mas para onde ir ? O homem ignorante dos seus destinos é semelhante ao viajante que percorre maquinalmente a sua rota , sem conhecer o ponto de partida nem o ponto de chegada , e mesmo sem saber qual o motivo de sua viagem ; do que resulta , sem dúvida , o estar sempre disposto a parar diante do menor obstáculo e a perder o tempo sem cuidar do alvo que deve atingir .
O vácuo e obscuridade das doutrinas religiosas , os abusos que engendraram , lançam muitos espíritos no materialismo . Ficam dispostos a acreditar que tudo acaba com a morte , que o destino do homem é o desaparecer no vácuo .
Demonstramos mais adiante como esse modo de ver está em oposição flagrante à expe - riência e à razão . Digamos desde já que isso é contário a toda a noção de justiça e pro - gresso .
Se a vida está circunscrita entre o berço e a tumba , se as perspectivas da imortalidade não vêm esclarecer a nossa existência , o homem não tem outra lei que não seja a do seus ins- tintos , dos seus apetites , dos seus gozos . Pouco importa que ame o bem , a equidade . Se nada mais faz que aparecer e desaparecer neste mundo ; se leva consigo para o olvido as suas esperanças e afeições , ele sofrerá tanto quanto mais puras e elevadas forem suas as-pirações ; amando a justiça , como soldado do direito , acreditar - se - à condenado a jamais ver a sua realização ; apaixonado pelo progresso , sensível aos males dos seus semelhantes , imagina que as extinguirá antes de ver triunfar seus princípios .
Com a perspectiva do nada , quanto mais particardes abnegação e a justiça , tanto mais vossa vida será fértil em amargores e decepções . O egoísmo bem compreendido seria então a sur - presa sabedoria ; a existência perderia toda a sua grandeza e dignidade . as mais nobres faculdades , as mais generosas tendências do espírito humano acabariam por fenecer , por extinguir - se completamente .
A negação da vida futura também suprime toda a situação moral . Assim , todo ato bom ou mau , criminoso ou sublime , termina com os mesmos resultados . Não há compensação às existencias miseráveis , à obscuridade , à opressão à dor ; não há mais consolação nas provas , esperança para os aflitos . Nenhuma diferença existe , no futuro , entre o egoísta que viveu para si só , e muitas vezes à custa dos seus semelhantes , e o mártir ou o apóstolo que sofreu , sucumbiu no combate pela emancipação e pelo progresso da raça humana . A mesma obscuridade os encobrirá .
Se tudo acaba com a morte , o ser não tem nenhum motivo para constranger - se para comprimir seus instintos , seus gostos . Fora das leis sociais , nada pode detê - lo ! O bem e o mal , o justo e o injusto se confundem igulamente, se esvaem no nada . E o sucídio será sempre um meio de escapar aos rigores das leis humanas .
A crença em o nada , ao mesmo tempo que arruina toda a sanção moral , deixa de resolver o problema da desigualdade das existências na parte que toca à diversidade das faculdades , das aptidões , das situações , dos méritos . Com efeito , qual o motivo por que uns possuem todos os dons do espírito e do coração , favores da fortuna , quando muitos outros só ti - veram em partilha pobreza intelectual , vícios e misérias ? Por que na mesma família , parentes , irmãos , nascidos da mesma carne e do mesmo sangue diferem essencialmente sobre tantos pontos de vista ? Estas questões são insolúveis , para materialistas , da mesma forma que para muitos crentes ; entretanto , vamos examiná - las sumariamente à luz da razão .
Fonte - Livro O Porquê da Vida - SOLUÇÃO RACIONAL DO PROBLEMA DA EXISTÊNCIA - págs 17 a 20 - 17 ª edição Fedração Espírita Brasileira - 1994 - RJ
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Poluição do ar
A poluição do ar sempre existiu de forma simbólica , mas teve um crescimento significativo com o início da revolução Industrial , que usava o carvão mineral para gerar energia para as máquinas , cujo resultado da queima era de toneladas de poluentes lançados ao ar atmosférico . Desde então , passamos a conviver diretamente com a poluição como se fosse algo comum , consequências do " progresso " tecnológico .
CAUSAS
A poluição atualmente está presente em quase todas as grandes cidades do mundo, e algumas do Brasil , como São P aulo , Belo Horizonte e Rio de Janeiro , estão sempre entre as mais poluídas do mundo . Essa poluição é resultado , principalmente , da queima de combustíveis como carvão mineral e derivados do petróleo , como a gasolina e o diesel , cuja queima lança ao ambiente um alto nível de monóxido de carbono . Responsáveis pela geração de energia dos setores industrial , elétrico e de transporte de todo o mundo , esses dois combustíveis são praticamente indispensáveis e realmente difíceis de serem deixados de lado .
PROBLEMAS GERADOS
A poluição ocasiona problemas de saúde , principalmente doenças respiratórias como a bron - quite , rinite e asma , que acabam fazendo com que muitos adultos e crianças tenham que fazer tratamentos médicos anualmente . Além disso , a poluição também gera danos diretos aos ecossistemas : a chuva ácida é reponsável pela morte de plantas e animais , além de causar danos aos aptrimônios históricos e culturais , pois corrói com o passar do tempo até mesmo prédios e monumentos .
Outro problema gerado pelo aumento da poluição é a alteração no clima . O efeito estufa , causado pelo acúmulo de gases poluentes que formam uma camada na atmosfera impe - dindo a dissipação do calor , aumenta a tempertura dos ambientes , mantendo o calor con-centrado em camadas baixas da atmosfera . Alguns especialistas afirmam ainda , que já está acontecendo também a elevação do nível da água em oceanos , causando o alagamento de cidades litorâneas e ilhas . Isso pode ocasionar ainda tufões e maremotos mais frequentes e intensos , além da extinção de diversas espécies de animais .
O QUE FAZER
Com as notícias frequentes dos impactos negativos da poluição e do " avanço " tecnológico , cientistas tem tentado encontrar medidas que possam solucionar ou amenizar esses problemas ambientais . O desenvolvimento de automóeis que emitem menores quantidades de gás car - bônico , por exemplo , tem sido eficaz na redução . Milhares de carros atualmente são movidos à alcool , combustível que polui pouco . Além disso , a tecnologia tem gerado equipamentos para as indústrias , também , que são menos poluentes e menos prejudiciais ao meio ambiente .
Fonte - Revista Bairro do Peixoto - Em Foco - pág 12 Ano 2018
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Colapso iminente na Antártica
terça-feira, 18 de agosto de 2026
ANTAGONISTAS
O adversário em que você julga encontrar um modelo de perversidade talvez seja sempre apenas um doente necessitado de compreensão .
Reconheçamos o fato de que , muitas vezes , a pessoa se torna indigna simplesmente por não nos adotar os pontos de vista .
Nunca despreze o opositor , por mais ínfimo que pareça .
Respeitemos o inimigo , porque seja possível que ele seja portador de verdades que ainda des- conhecemos , até mesmo em relação a nós .
Se alguém feriu a você , perdoe imediatamente , frustando o mal do nascedouro .
A crítica dos outros só poderá trazer - lhe prejuízo se você consentir .
A melhor maneira de aprender a descupar os erros alheios é reconhecer que também somos humanos , capazes de errar talvez ainda mais desastradamente que os outros .
O adversário, antes de tudo , deve ser entendido por irmão que se caracteriza por opiniões dife- rentes das nossas .
Deixe os outros viverem a sua própria vida e eles deixarão você viver a existência de sua própria escolha .
Quanto mais avança , a ciência médica mais compreende que o ódio em forma de vingança , compreensão , ressentimento , inveja ou hostilidade está na raiz de numerosas doenças e que o único remédio eficaz contra semelhantes calamidades de alma é o específico do perdão no veículo do amor .
Fonte - Jornal Prana - Universo Holístico - pág 17 - LITERATURA ESPÍRITA Data - Dezembro de 2011 - André Luiz - Psicografia de Francisco Cândido Xavier - Ex - traído do livro " Sinal Verde "
terça-feira, 11 de agosto de 2026
Ginga , a incapturável
Poderosa rainha africana , Nzinga Mbandi resistiu à invasão portuguesa , guerreou e exerceu a diplomocia para se manter no poder por quase 40 anos
NÃO FOI FÁCIL PARA PORTUGAL RETIRAR MILHARES DE PESSOAS da África para servirem como escravos na América . Longas lutas de resistência foram travada contra a co- lonização , que contava com altos investimentos militares e uma política que combinava com opressão , violência e alianças com chefes locais .
A trajetória de Nzinga Mbandi é um exemplo de como os chefes centro - africanos enfren - taram avanço português . Hábil guerreira , estrategista , política e militar , Nzinga foi uma líder carismática , uma rainha que passou a vida combatendo e morreu sem nunca ser capturada .
Ela nasceu em 1582 , filha do oitavo Ngola ( do qual derivaria o nome Angola ) , título prin - cipal régulo do reino do Ndongo . Os portugueses haviam iniciado a colonização a partir de Luanda sete anos antes, e foram ganhando o interior com a construção de " presídios " - for-tificações militares no curso do Rio Kwanza , que abrigavam os comerciantes de escravos - e a principal mercadoria eram as pessoas escravizadas . Criaram também um sistema de avas-salamento de sobas , os chefes locais autônoms que pagavam tributos ao Ngola em troca de proteção militar e espiritual . Após a invasão portuguesa , eles eram batizados e se declaravam fiéis à Coroa . Essa condição incluía diversos compromissos : fornecer baculamentos ( tri - butos pagos geralmente em escravos ) , dar passagem as tropas do governo , permitir ki - tandas ( feiras e mercados ) em seu território e contribuir com escravos para serem so - bados da " guerra preta " - o pelotão que lutava ao lado dos portugueses .
A guerra se generalizava , e com ela o clima de instabilidade . os soldados intensificavam os ataques a povoados vizinhos para saldar suas dívidas com os portugueses , pois os prisio -neiros capturados em guerra eram escravizados . Ao sinal de qualquer atitude considerada infiel , o governo português invadia os sobados e matava seus líderes , substituindo - os por chefes aliados .
Negociadora da paz com Portugal , ela defendeu a independência de seu reino , mas se sub- meteu ao batismo católico
Foi nesse contexto de penetração portuguesa no reino de Ndongo , movido pelo tráfico negreiro , que Nzinga Mbandi cresceu . No reinado de seu irmão Ngola Mbandi , agravou - se a tensão entre os locais e os conquistadores . Em 1617 , o governador de Angola Luis Mendes de Vas- concelos , invadiu o reino do Ndongo , para construir o presídio de Mbaka , a poucas milhas da Cabaça , a moradia de Ngola . o resultado foi uma guerra intensa , ao fim d qual Ngola , ven-cido refugiou - se na ilha de Kindonga , no Rio Kwanza . Em 1662 , João Correia de Souza assumiu o govero e deciciu procurar o Ngola para restabelecer a paz , uma vez que o cenário de guerra paralisara os mercados de escravos . Foi quando Nzinga entrou em cena .
Ngola Mbandi mandou sua irmã mais velha como embaixadora para negociar a paz com os portugueses . Na audiência com o governador , ela impressionou os presentes por sua inteli -gência e habilidade diplomática . Defendeu a manutenção da independência do Ndongo e o não pagamento de qualquer tributo à Coroa portuguesa , mas se mostrou aberta ao comércio . Entendendo que a paz com os portugueses passava pelo batismo cristão , aceitou o sacramento : recebeu o nome de D . Anna de Sousa , tendo como padrinho o próprio governador . De sua partee , os portugueses se comprometeram a efetivar a retirada do presídio de Mbaka .
O acordo , porém , não foi cumprido nem por aquele governador nem pelos sucessores . a si-tuação levou ao enfraquecimento político de Ngola Mbandi , que morreu na ilha de Kindonga , em 1624 , em circunstâncias que continuam sendo uma incógnita para a historiografia de Angola . Nzinga se apoderou das insígnias reais e assumiu o trono do Ndongo .
A nova rainha foi associada à possibilidade de libertação do povo Mbundo , etnia predominante no reino Mdongo . As crescente fugas de kimbares - escravos que esguarneciam os presídios ou eram dados pelos sobas para compor a " guerra preta " - enfraqueciam as tropas lusas , enquanto fortaleciam o exército de Nzinga . Aproveitando -se desse contexto favorável , a rainha lançou uma campanha anti - lusitana , formado e liderando uma confederação de descontentes com a colinização . Conquistou o apoio de sobas que já haviam se avassalado , além de poderosos chefes que não pertenciam ao Ndongo , com o Ndengo Mbwila ( Ambuíla ) .
Capturar Nzinga e reduzi - la à obediência passou a ser um dos objetivos principais do governo português .
Unidos pelo tráfico
Entre os anos 1600 e 1800 , mais de 3 , 1 milhões de pessoas , só da região de Centro - Oci-dental da África , embarcaram rumo à escravidão nas Américas e em ilhas africanas , como São Tomé . No entanto , ca escravidão na África é bem anterior à presença dos europeus do continente . O reino do Congo , por exemplo , já usava mão de obra escrava para o serviço militar , administrativo e na agricultura antes da presença dos portugueses , no início do sé- culo XVI . A chegada dos lusitanos modificou e intensificou a prática , uma vez que Congo e Angola eram poucos estratégicos na transferência de escravos do interior para a costa . A aliança entre a nobreza congolesa e os portugueses rendeu bons frutos , ambos aumentaram seus lucros com tráfico e conseguiram expulsar os " terríveis " jogas , que ocuparam a ca - pital entre 1568 e 1572 . Além disso , a elite do Congo podia investir em lavouras em São Tomé , administrada pelos portuguses . Lá , os ricos congoleses casavam suas filhas com os portugueses residentes , fortalecendo mais a aliança . Os acordos com os europeus eram im - portantes para os africanos num cenário em que estes soberanos tinham dificuldade em con -solidar seus domínios e manter centralizado seu território . Os lusitanos não eram os únicos com interesses na região , muito menos os únicos a fazer acordos . Os ingleses e holandeses também estavam por lá , e em 1640 , com a ajuda da rainha Nzinga , , expulsram os portugueses de Luanda . Só que por pouco tempo . ( Cristiane Nascimento )
Fonte - Revista de História - Biblioteca Nacional - págs - 46, 47 e 48 - Retrato Data - Outubro de 2012 - MARIANA BRACKS
































