Educação x Comunicação - Ana Regina
Despertar uma nova práxis no cotidiano escolar, é fazer com que os professores, ao repensarem criativamente a importância dessas novas tecnologias - o rádio, a televisão, a internet etc. - percebam que elas colaborarão nas interações dos alunos com as mídias e novas propostas pedagógicas.
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Adolescentes e crianças sem direitos
terça-feira, 9 de junho de 2026
FORUM EDUCANDO O CIDADÃO DO FUTURO
O perigo da discriminação
" Para Unesco , a solução número um para o problema da violência e da exclusão social da juventude está na educação "
Julio Jacob Waiselfisz , coordenador da Unesco em Pernambuco ,faz uma alerta contra cenário de desigualdades no país
O Relatório de Desenvolvimento Juvenil 2003 ,elaborado pelo escritóorio da Unesco no Brasil , foi o ponto de partida , para a criação do Índice de desenvolvimento Juvenil ( IDJ ) apresentado na palestra de Julio Jacob Waiselfisz ,coordenador do escritório da Unesco em Pernambuco . Com a finalidade de traçar um quadro analítico das condições de vida dos jovens de 15 a 24 anos no país ,o IDJ engloba dados sobre educação , saúde e renda .O resultado apresenta desi-gualdades gritantes entre estados , apontados pelo sociólogo como preocupantes , pois , em - al guns casos , compõem um cenário de discriminação .
- No Rio existe o dobro da analfabetos negros do que brancos . Santa Catarina tem 1 % de jovens analfabetos e em Alagoas esse índice é 15, 4 % - exemplificou .
Walselfisz ressaltou ainda as disparidades constatadas a partir dos resultados do Sistema de Ava-liação do Ensino Básico ( Saeb ) , do Ministério da Educação , segundo os quais , por exemplo , alunos da 8ª série do Ensino Fundamental do Rio Grande do Sul sabem mais Matemática do que estudantes do que estudantes do 3 ª série do ensino médio de estados do Rio Grande Norte e Amazonas .
- Esses alunos foram prejudicados porque vivem em estados que não são prioridades nos pro - jetos educacionais do governo - disse .
Segundo o sociólogo , a exclusão social transformou o jovem no principal ator da violência no Brasil , o que é comprovado pelos altos índices de jovens vítimas e geradores de violência e da exclusão social da juventude está na educação . O Brasil precisa crescer com distruição edu-cional mais equitativa .É o único meio que economistas vêem para distribuir melhor a renda do país e ter uma sociedade mais justa .
Fonte - Jornal O GLOBO - pág 3 - SUPLEMENTO ESPECIAL Data - Sábado , 10 de julho de 2004
segunda-feira, 8 de junho de 2026
ANTES DE FALAR DE EUCARISTIA , JESUS PROVIDENCIOU O PÃO COMUM ..
SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO
Na primeira leitura Moisés alerta o povo prestes a entrar na Terra Prometida sobre o risco do esquecimento. Deus dará o maná , mas apenas o necessário para dia ; quem acumulava perdia. A forma no mundo não nasce da falta de produção , mas do excesso de acumulação . Quando con-quistamos estabilidade ,não podemos esquecer o " deserto " que atravessamos . A caridade começa pela memória : lembrar que o outro ainda sofre .Viver com o necessário para que o outro ainda sofre . Viver com o necessário para que o outro tenha o básico é exigência do Evangelho .
Deus fez jorrar água da rocha .A caridade também acredita na dignidade de quem parece " duro " ou perdido . " Nem só de pão vive o homem " : não basta assistência material ; é preciso pro-mover justiça , educação , fé e cidadania . Ajudar o irmão a sair do deserto , não apenas sobre -viver nele .
Na segunda leitura , São Paulo fala da comunhão ( koinonio ) : " O pão que partirmos não é co-munhão com o Corpo de Cristo ? " Ao comungar , não apenas recebemos algo , tornamo - nos parte de Alguém . " Há um só pão , e nós , embora muitos , somos um só corpo . " A Eucaristia é o cimento da unidade .Não podemos comungar no altar é ignorar o cristo que sofre no irmão . O pão recebido deve tornar - se mãos estendidas .
No Evangelho , Jesus se apresenta como o Pão Vivo que se entrega pela vida do mundo . Ele não nos deu apenas uma ideia , mas sua própria vida . Quem comunga torna - se o que recebe : se acolhe Cristo no altar e se despreza o irmão necessitado . A caridade é extensão da liturgia . " Quem come a minha carne permanece em mim . " Essa permanência é compromisso ético : nossas mãos , pés e recursos devem continuar a missão de Cristo .
Promover a vida , combater a fome e lutar por justiça são formas de viver à Eucaristia fora do Templo . Que sejamos uma igreja que não apenas celebra o mistério , mas se torna pão partido para a vida do mundo . Que o único Pão nos una e nos faça , em Cristo , alimento de espe -rança para todos .
Que nossa vida , em comunhão com Cristo , seja de fato , " pão para a vida do mundo . "
Maria , Mãe dos Pobres , rogai por nós ! "
Fote - SEMANÁRIO LITÚRGICO - Publicação da Mitra Arquidiocesana - São Paulo Data - 4 de Junho de 2026 - Cônego Marcelo Monge - Vigário Episcopal da Caridade Social
Promover a vida , , combater a fom e lutar por justiça são formas de vier a Eucaristia
quarta-feira, 3 de junho de 2026
A fórmula do sucesso vai além dos clichês
Sejamos objetivos : por que algumas pessoas fazem tanto sucesso e outras não ? A constatação das evidentes diferenças nos " resultados de vida " das pessoas evidenciam mais sucesso do que outras , que ,apesar de reconhecida competência e esforços continuados , jamais alacançam resul-tados expressivos em seus ofícios . Repare que uso " evidenciam " em vez de " fazem " pois que o sucesso é fundalmente questão de óiptica . E é por isso que ,quando se trata de pensar em su-cesso , recorremos mais as evidências que aos fundamentos .
Desde pequenos somos condiconados a associar a ideia de sucesso à exuberância de ricos e fa-mosos .Assim, quando perguntamos " por que algumas pessoas fazem tanto sucesso e outras não", no fundo , estamos questionando " por que algumas pessoas conseguem tanto dinheiro e outras não ? " Mas precisamos pôr em ordem alguns pensamentos .
Observe as duas ilustrações neste página e responda a imagem que temos gravada está associada a riqueza , ao luxo, a qualidade de vida etc . Não há como dar sequência a qualquer reflexão sem pôr essa imagem em julgamento . E se a imagem de sucesso deve estar associada à imagem de riqueza , todas as pessoas ricas devem ter sucesso . Ora , tal afirmação nos conduz a outra con-sequente Se a imagem de sucesso estiver associada à riqueza , nenhum indivíduo pobre deve ser visto como de sucesso .
Late - Las Vegas - Champagne - Bahamas - Ouro Ópera - Dólar - Galeria de Arte - Paris
Ao admitirmos uma destas afirmações , admitimos a outra . O sucesso seria mero sinônimo para a riqueza e teríamos concluído nosso pensamento . Ocorre que uma outra linha de raci-ocínio também se apresenta para a reflexão : Se considerarmos sucesso como sinônimo de riqueza , somos obrigados a afirmar que Ghandi , Madre Teresa , Pasteur ou Eisnten não foram pessoas de sucesso .
Porém , se entendermos que sucesso é mais que mero sinônimo de riqueza , podemos fazer novas associaçoes . Poderíamos associar o sucesso à fama ou notoriedade . Mas será que isso traduz sucesso ? Al Capone foi famoso . O " Bandido da Luz Vermelha " também . Noto - riedade é própria do sucesso ? Se dissermos sim , afirmamos que ambos foram homens de sucesso .
Se a fama fosse consequência cultural do sucesso estaríamos admitindo que : Quem não é fa-moso não faz sucesso . E que só as pessoas de sucesso são famosos . Porém , em ambos os casos relegamos a condição subalterna os milhares de cientistas que fazem pesquisas da maior importância para o futuro da humanidade e não são famosos .
Ora , se nem riqueza nem notoriedade são necessariamente consequências do sucesso , que outra evidência poderia caracterizá - lo ? Duas outras linhas de raciocínio nos levam a novas reflexões. A primeira aaponta para o trabalho como fonte de sucesso . Quem já não ouviu alguém jus - tificando o seu sucesso no trabalho ? As " pessoas públicas " costumam usar argumento . Mas será que o trabalho conduz ao sucesso , da forma como o imaginamos ?
Quem de nós não conhece alguém , às vezes da própria família , que se dedicou por 30 anos ou mais a seu ofício , com dedicação , assiduidade , competência e honradez , e agora , na velhice, sujeita - se às migalhas de uma aposentadoria perversa que mal dá para o sustento ? Se trabalho conduzisse ao sucesso ( tal como muitos justificam ) haveria muito pouca gente nas filas do SUS e nos balcões da Previdência .
A segunda aponta para a competência . Será que competência basta para patrocinar o sucesso de um proifissional ? Quantos de nós não conhece profissionais competentíssimos vivendo bem próximo da inteligência ?
Corcel II - Paquetá - Mortadela - Bijouteria - Cerveja Lanchonete - Diadea - SUS - Ônibus - Piquenique
Todo este intróito dialético tem o propósito de mostrar como as nossas velhas crenças asso-ciam a imagem de sucesso à imagens que não são dependentes nem consequentes daquela . Esse erro de fundamento é que , muitas vezes , torna ineficazes os programas organizados com tal pretensão .
Vamos tomar como exemplo duas pessoas de sucesso indiscutível : Airton Sena e Ghandi . Ambos tivera proposta de vida definida , se tornaram competentes , perseguiram ideais e cons-eguiram reconhecimento universal . Nem um nem outro construíram imagens a partir do nada ou de projeto de marketing . Construíram suas imagens aos poucos , acumulando " vitórias pes-soais " . Senna não foi guindado à Fórmula 1 por acaso . Comeou correndo kart . E foram as conquistas e em categorias inferiores que alavancaram sua carreira . Quando chegou à F - 1 , já tinha uma história de vitórias . Já era " homem de sucesso " , apesar de desconhecido da maioria dos brasileiros .
Ghandi não libertou o seu país do jugo britânico de repente . Foi resultado de toda uma his-tória de lutas e vitóoorias anteriores . Avitória do dia 15 de agosto de 1947 foi apenas mais uma delas . A Índia conseguiu sua independência com o Ghandi sempre preconizara : sem a menor violência com os ingleses . E isso só foi possível graças à referência que esse povo tinha do seu líder ; ele , com sua enorme inteligência , havia conquistado a admiração até mesmo dos próprios ingleses .
Fonte - Jornal do Brasil - Artigo - ELSON A . TEIXEIRA * Consultor ( MI ) em Gestão Estratégica , autor de 11 livros
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Globalização da indiferença e globalização da impotência
OPINIÃO
Duas espressões aproximativas , mas com diferentes matizes . A globalização da indiferença vem do Papa Francisco ; a globalização da globalição da impotência vem do Papa Leão XIV . En - quanto a primeira fecha o olhar para o que ocorre na política global , a segunda reconhece a fragilidade das forças sociais que poderiam levar às mudanças necessárias . Uma vira as costas às assimetrias das relações internacionais ; a outra ,embora ciente desses males , sente- se de mãos atadas diante da magnitude das tarefas a serem realizadas . Aquela representa a avestruz , que enfia a cabeça na terra ; esta não dispoe de emcanismos para impelmentar as devidas transformações .
Uma e outra se veem paralisadas A indiferença paralisa quem não quer enxergar , ao passo que a impotência é filha da indiferença , na medida em que esta última , míope ou cega ao cenário atual , contribui para cruzar os braços . Ambas são sintomas de um conformismo que se acomoda ao status quo . Uma reforça e confirma a outra , o que vale dizer que ambas se debilitam frente às distorções do processo de globalização .Processo que , ao mesmo tempo ,provoca concentração de renda e exclusão social . Resulta que a pirâmide socioeconômica se torna cada vez mais acen-tuada : a distância entre os pobres , na base , e os ricos , no vértice , cresce de forma inversa e progressiva .
No terreno da indiferença ou da impotência , Francisco e Leão propõem , respectivamente , uma " cultura da solidariedade " e uma " cultura da reconciliação " . Também aqui não será difícil verificar uma visão aproximava , com nuances diferenciados . De um lado , a reconciliação leva a apaziguar os corações de outro , a solidariedade leva a estender a mão ao próximo .
A primeira procura superar tensões , ruídos e mal - entendidos . A segunda avança um passo adiante no sentido de propor uma açãao fraterna e solidária . Uma prepara o terreno para que a outra passa lançar a semente e colher os frutos da justiça e de paz .
Os dois Pontícies se completam recíprocamente . Na sua proposta , a indiferença e a impotência tendem a ser superadas pela via da solidariedade . A proposta levanta , porém , questões inquie- tantes .Exemplo : como reconciliar palestinos e israelitas , russos e ucranianos ? Como derreter o gelo que une e separa países e regiões limítofes ? Como enfrentar a violência étnica ou político ideológica em tantos lugares do planeta ? Como reconhecer a violência que fere aqueles que são mais próximos , que moram debaixo do mesmo teto e que , em geral , tem como vitímas mulheres e crianças ?
A tarefa não é fácil . Ganha com a violência e com a guerra quem fabrica e vende armas . Nas entrelinhas dos discursos políticos e dos acordos de paz , escondem - se os interesses inconfessados e inconfensáveis . Em nome do desenvolvimento e do bem - estar , avança sub- reptícimente a corrida armamentista . Com o pretexto de legítma defesa , os países buscam cegamente se armas . E , claro , violência chama violência ! ...
Fonte - Jornal O SÃO PAULO - pág 4 - Ponto de Vista - Opinião Data - 12 a 18 de novembro 2025 - Padre Alfredo José Gonçalves - Sacerdote da Pia Sociedade dos Missionários de São Carlos e Vice - presidente do SPM ( Serviço Pastoral dos Migrantes ) da CNBB
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Integração dos ricos e desintegração dos pobres
A RIQUEZA em suas várias formas ,da imobiliária ,é verdadeiramente o único fenômeno global que ampliou e homogeneizou os padrões de comportamento das elites cosmopolitas mundiais . Pode - se dizer esse tipo de " globalização " produziu finalmente uma burguesia internacional que extrapalou o reduzido grupo da " aristocracia dos negócios " do mundo anglo - saxônico do final do século 20 . Hoje , a chamada " sociedade civil " intercionalizada inclui desde o milio -nários sauditas , asiáticos e latino - americanos até os capo das máfias internacionais dos ne - gócios das drogas e das armas , numa promiscuidade celerada . A " sociedade " globalitária or- ganiza - se em várias redes cruzadas transnacionais de comunicação de burocracias privadas e públicas que servem de intermediárias no mundo dos negócios , além de agentes ostensivos ou secretos do poder político da " pax americano " .
Na geoeconomia do comércio e das finanças internacionais ,o movimento de expansão e concen- tração do capital foi realizado sob o comando das redes de corporações e de bancos transna- cionais . Apesar do aumento das relações extrafronteiras , o peso do grande capital de países de origem anglo - saxônica continua dominante .O paraiso dos ricos ,porém , começou a expandir -se sobretudo a partir da especulação nos mercados de euromoedas e da proliferação de paraísos fiscais em todas as regiões fronteiriças do mundo , apoiados nas políticas de liberalização das contas de capitais com o exterior que se acelerou nas últimas duas décadas ( nos dados de origem do investimento direto estrangeiro do Banco Central , a importância de Cayman foi de 22 % do IDE em 1997 ) . Em termos de volume de negócios , as praças finaceiras de Wall Street e de Londres converteram - se em megacentros interligados , a partir dos quais as grandes empresas e bancos puderam operar o gigantesco endividamento externo dos EUA e ,ao mesmo tempo , alterar o perfil da riqueza privada , acentuando a sua forma mobiliária e seu caráter ren- tista e especulativo .
A pobreza proliferou com o aumento do desemprego , com a precarização das condições de trabalho e com a destruição da pequena produção independente em vastas regiões do mundo subdesenvolvido . Tornou - se , porém , cada vez mais heterogênea tanto pela diferenciação cres-cente dos valores monetários do " custo de reprodução " da subsistência urbana e rural em dis- tintos países como pelas estratégias de sobrevivência física e social , que são estremamente variáveis em termos regionais e culturais .
No plano multinacional encontram -se organizações não-governamentais em rede , que tentam combaterr a fome e lutar pela vida em várias partes do mundo , nos centro metropolitanos e nos países periféricos mais atingidos pela violência da desintegração social e políticas .A mai - oria delas acabou se unificando em movimentos " antiglobalização neoliberal " . No plano na- cional , os partidos que mantém a tradição de esquerda e os Estados nacionias desenvolvidos que não abriram mão de manter um número das conquistas do Estado de bem - estar ( o que incluía os EUA até recentemente ) têm segurado o desmonte completo das políticas universais de seguridade social .
No Brasil de hoje , é urgente enfrentar os problemas da " globalização perversa " , sobretudo o da pobreza , o do emprego e o da extensão da rede de proteção social dentro do espaço na-cional . Tendo em vista que anda liberalizante vai continuar em 2002 , com a segunda geração de reformas e com as negociações da Alca , comandadas por um novo e mais duro Consenso de Whashington e pelas nossas burocracias cosmopolitas , é preciso oferecer uma resistência social e cívica crescente , como a que se verificou recentemente , com o apoio do Poder Judi- ciário e de parte substancial do Congresso Por outro lado , defender -se o melhor possível da violência do capital financeiro rentista e especulativo significa não permitir , a pretexto de" fi -nanciar o balanço de pagamentos " , a entrada de capitais exteros privados sem limites e sem controle nem aceitar regras rígidas do FMI para o fiinaciamento interno das empresas estatais dos gastos sociais .
Anne Krueger ,a nova gerente do FMI , acabou de publicar uma proposta para " concordata " da dívida soberana de " países emergentes " . Apesar de aparentemente " progressista " porque fala em controle do câmbio e em reestrutaração da dívida externa , a proposta é uma racionalização brilhante da posição dos secretários do Tesouro norte - americano e a canadense . Está ímplicita a suposição de que a dívida privada externa ( no nosso caso , US$ 130 bilhões ,dos quais dois terços são devidos pelas empresas que participaram das privatizações ) seja negociada como " dívida soberana " do Estado brasileiro através de um " mecanismo formal " em que última instância , as negociações .
O Brasil não precisa ser uma potência tecnológica e militar para exercer a sua soberania ,até mesmo no controle do câmbio e nas negociações com os credores .Precisa de um Estado demo-cratizado e verdadeiramente republicano que seja capaz de defender os interesses da nação . Para isso , terá de mudar as suas bases de sustentação social e política que lhe permitam afastar do governo do país as oligarquias e as plutocracias " globolitárias " que destroem o próprio Estado e a sua capacidade de ação defensiva e de proteção social .
Jornal FOLHA DE SÃO PAULO - Ano 2002 - LIÇÕES CONTEMPORÂNEAS Maria da Conceição Tavares , 70 , economista , é professora emérita da Universidade Federal Rio do Janeiro ( UFRJ ) , professora associada da Universidade de Campinas ( Unicamp ) e ex - deputada federal ( PT - RJ ) .
terça-feira, 26 de maio de 2026
VIDA GANHA - EMPREGA
Para aprender a lidar com seu chefe e , quem sabe dobrá - lo
Especialistas ensinam como melhor o relacionamento com o superior no trabalho
O chefe pede ,você desempenha a tarefa pensando estar no caminho certo ,mas o resultado não é bem o esperado . Pode até ser um erro totalmente seu , mas o mais provável é que exista um problema de comunicação com o superior .Saber compreender e fazer aquilo que lhe é pedido é o maior desafio nas relações de trabalho , e conhecer o perfil seu líder ajuda a evitar conflitos .Por isso , EXTRA apresenta algumas dicas a seguir . Afinal , tudo passa pelo chefe : promoção , demissão , reconhecimento e até motivação diária .
O executivo de Recursos Humanos Gonzague Dufour autor do livro " Como mandar no seu chefe " , da Editora Saraiva , mapeou os seis perfis mais comuns para que os funcionários saibam como melhorar as relações .Ele alerta que tudo depende também de como é o próprio comandado .
- Aprendi muito com os perfis de chefe cientista e , bonzinho ,mas o umbigo vai muito contra os meus valores , e acho difícl lidar com ele - afirma o executivo americano , que trabalha na Bacardi desde 2009 .
Lídar com o superior depende também de seus próprios valores e expectativas
Para Dafour , a saída para melhorar o relacionamento é pensar que o chefe está no cargo por-que é bom , e não é um idiota . Se decidir ficar na empresa , mesmo com conflitos , é importante aprender a lidar com ele , ser um bom ouvinte e ter bom senso de humor .
Saber ouvir e dialogar é fundamentsl
- Tudo como bonzinho , o empresário Pedro Salomão , de 34 anos , sócio da Rádio Ibiza ,uma espécie de agência de publicidade musical , garante ,uma rotina diferente para reforçar seu ca-risma . Ele beija todos os 50 funcionários ( do motoboy aos sócios ) ao chegar ao escritório , em Copacabana , permite horários flexíveis , com direito a saídas para um mergulho na praia ; e até deixa que façam brigadieros no trabalho , para que lidem com os dias da TPM .
- O bom líder é muito mais um cuidador do que um chefe . Gasto metade do meu tempo re -cebendo as pessoas para saber como anda a vida delas .
Bater papo é mesmo regra do coach ( espécie de orientador de excutivos ) Homero Reis :
- É importante criar espaços como um café ou um intervalo para conversas - ensina .
O consultor Eduardo Ferraz reforça que , se o superior não for aberto ao diálogo , o RH da empresa deve ser acionado para resolver conflitos .
- Ponha - se no lugar do chefe e entenda que sempre existirão diferenças .
- INTIMIDADOR
É um tipo agressivo , que dá ordens e controla tudo . Pode produzir ótimos resultados , mas também se tornar uma pessoa difícil no ambiente de trabalho .
- BONZINHO
- Personalidade concentrada em acumular e consolidar o poder. Extremamente brilhante e sagaz, tem facilidade de deixar ressentidas as personalidades controladoras .
- CALEIDOSCÓPIO
Cheio de energia , é dramático e voltado à ação .Não tolera burocracia ou qualquer outra coisa que exija paciência . Sua impuosividade pode causar problemas ao grupo .
- ESTRELA
Altamente lógico e aberto ao feedback . Também pode agarrar - se teimosamente a uma teoria nada racional , podendo ficar distrído e com difícil comunicação nesse estaddo .
- CIENTISTA
Tem um grande ego a ser alimentado .Pode levar o grupo a decidir e executar com capacidade, mas também pode perturbar as pessoas , pois tudo gira ao seu redor .
- UMBIGO
Tem um grande ego a ser alimentado .Pode levar o grupo a decidir e executar com capacidade, mas também pode perturbar as pessoas , pois tudo gira ao seu redor .
Jornal - Extra - Globo - Capa - Rio de Janeiro Data - 25 de Março de 2014 - Diana Figueiredo
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Como a Inveja Atrapalha o Sucesso Profissional
Susan Berkley ,uma das maiores autoridades do campo das comunicações nos EUA ,,tem usado nos seus programas de treinamento e nos cursos que dá , as descobertas de Norbert Keppe junto a centenas de pessoas que querem se beneficiar através da conscientização do problema da inveja . E como os americanos vêm se beneficiando dessa sabedoria ?
É mais do que sabido que o americano é amante do sucesso , é um realizador . e sofre tremen-damente se não consegue poder , dinheiro e prestígio social . Ser " number one " ( número um ) naquilo que faz , é uma ordem , uma pulsão gravada na sua psicogenética .
Mas nem todos podem ser " number um " . E dentro desses " perdedores " estão aqueles que sucumbem ao fracasso e que se deixam dominar por crises psíquicas e sociais podendo até levar a doenças mentais mais graves .
à primeira vista , a pessoa que não consegue sucesso no que faz sempre se justifica argumen -tando que não tem capacidade , ou que não tem sorte , ou não teve as mesmas chances na vida que os outros bem sucedidos .
Raros são os que desconfiam que ,atrás desse desejo consciente de serem vencedores , pode haver um problema de autosabotagem , que os impede de chegar lá . A isso nós chamamos de inveja .
Por que eu não tive sorte na vida ? É a pergunta que o fracassado faz aos outros e diante do espelho .
Ele não se pergunta : Por que eu não quis fazer o que precisaria para vencer na vida ? Por que eu não estudei o que havia na épocs que devia ? Por que abandonei um trabalho justa-mente na hroa que poderia subir de cargo e ganhar mais experiência ? Por que não me con-trolei emocionalmente e não procurei me entender melhor com meu chefe ou com meus co-legas de trabalho ? Por que eu adio tudo o que preciso fazer e o que é mais importante pa - ra mim é o que eu deixo por último ? Por que eu não aguento trabalhar num ambiente on- de meus colegas desempenham - se melhor do que eu e através de quem eu poderia aprender muito ?
Afinal o ser humano pensa que quer o bem para si , mas na realidade , rejeita tudo aquilo que poderá lhe benficiar .
La Rochefoucauld disse : " É preciso ser mais virtuoso para suportar a prosperidade do que a sorte adversa " . Norberto Keepe diz : " O bem sempre é difícil de ser aceito ; acostumamo - nos a pensar que desjamos o bem , porque seria uma conduta racional - portanto , agimos basica -mente pelas emoções ,que se fundamentam no sentimento de inveja ,que é invertido ; " e acres- centa : " a inveja é dirigida justamente às pessoas e coisas que são mais indispensáveis ( ... ) impedindo - se de usufruir aquilo que mais precisa .Neste caso o invejoso destrói sua fonte de felicidade e bem - estar " .
A Autossabottagem
Sendo assim , o invejoso ( e como invejoso podemos dizer que todos nós somos , num maior ou menor grau ,dependendo do nível de consciência que tenhamos do fenômeno ) , sempre lutar´ contra aqueles que lhe despertam inveja - os indivíduos mais capazes e bem sucedidos . Ao invés de tentar admirar , aprender e se identificar com a pessoa que lhe é superior ,o invejoso se afasta dela , quando não a ataca , e perderá a chance de se beneficiar e ser ajudado .
Fonte - Jornal Científico Trilógico pág 2 - n º 74 - Ano VI - STOP São Paulo - Distribuição Gratuita - 300 mil exemplares - Leitura Terapeutica " Claudia Berndart de Souza Pacheco , vice - presidente da SITA - Sociedade Internacional de Trilogia Analítica , psicanalista e escritora
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Os bajuladores estão em todo lugar . Até em livro
Jornalista norte - americano conta a história da bajulação , com muito humor
A maioria não assume que é . Muitos , não admitem que têm . Apesar disso , eles estão por toda a parte . Nas empresas , escolas ou por circulos de amigos. Os puxa - sacos já fazem parte da cultura popular . Todos conhecem pelos menos um . São quase obrigatórios nos programas humo-rísticos , na literatura e em piadas .
O personagem Athaíde ,interpretado pelo ator Luiz Carlos Tourinho no programa Sai de Baixo, da Rede Globo , é o típico puxa - saco " profissional " .
A bajulação ,porém , não é exclusividade do brasileiro .Séculos antes de Cristo , na Grécia, esse procedimento era considerado uma ameaça à democracia .No Egito antigo , o puxasaquismo con- tinuava após a morte dos governantes . Nas tumbas eram registradas cenas de batalha das quais os monarcas jamais tinham participado .Durante a renascença ,nobres europeus eram frequentemente retratados mais belos do que eram pelos pintores .
O jornalista norte - americano Richard Stengel mostra no livro bem - humorado " Você é o máximo " - A História do Puxa Saquismo , lançado no mês passado pela Editora Câmpus .
Nos dias de hoje , também há pessoas que dão " a cara para bater " no lugar dos patrões . " Já me meti em briga feia , dentro da empresa , para defender minha chefe " , conta a super-visora de marketing Ticiana Gomes , de 24 anos . " Dizem que sou puxa - saco ,mas não me importo . Tenho admiração e carinho por minha chefinha ' .
A empresária Élida Blumenthal , de 32 anos , " a chefa " , considera Tânia seu braço direito . " ela é uma puxa - saco do bem " , brinca .
Assumir esse papel , entretanto , tem seu preço . Há poucas semanas , Ticiana foi escalada para participar de um rali no litoral norte , no lugar da Élida , que trabalha com esporte radicais . " Foi uma aventura terrível , o trajeto era muito difícl , cheguei a pensar em desistir , mas aguentei até o fim " , orgulha - se Ticiana .
Doces - Ainda que pareça interessante receber constantes elogios e atenções especiais , a si -tuação pode provocar alguns desconfortos . Foi o que aconteceu com o ex - gerente do banco Luiz Antônio Cardoso de 66 anos , quando ocupava um cargo de chefia em uma agência ban- cária , no interior do Estado.
Um funcionário da empresa insistia em levar , quase todos os dias, bolos e doces caseiros para Cardoso . Ele chegou , até , a comprar algumas peças de roupa parecidas com as de Cardoso.
" Terminou virando piada ", recorda - se .Os colegas de trabalho chamavam de " Fernandinho ", uma referência ao personagem de um comercial de camisas , em que os funcionários elogiavam as roupas e procurando imitá - lo .
" A situação era constrangedoura " , diz o ex- gerente . Em sua opinião , o procedimento po - deria surtir efeito contrário ao que era , provavelmente , esperado pelo rapaz . " Se tivesse de promovê - lo, as pessoas achariam que eu havia caído na sedução dele " .
Para o empresário Ricardo Bernd , os puxa - sacos têm época certa para aparecer em geral , entre os meses de setembro e outubro . Ele e os sócios organizam há cinco anos o City Bank Credicard Champion ,um torneio de tênis fechado , num resort em Itaparica , na Bahia, apenas para convidados , sempre em novembro .
" Semanas antes , recebemos telefonemas , muitos elogios e alguns presentes , em geral be - bidas importadas " , conta Bernd . Ninguém diretamente para ser convidado . Mas sobra baju -lação . No ano passado , ele recebeu um deses telefonemas elogiosos , de um conhecido em-presário paulista , a um mês do torneio , agradecendo o convite do ano anterior . " O jeito é encarar esse assédio com bom humor " , afirma o empresário .
Estudo com macacos mostra que atitude pode ter causas biológicas
Comportamentos submissos fazem aumentar a sensação no " bajulado "
O puxa -saquismo pode ter causas biológicas . O escritor Richard Stengel cita no livro " Você " é o Máximo " - A História do Puxa - Saquismo uma pesquisa para sustentar a hipótese . Um estudo realizado recentemente com macacos mostrou que o nível de serotonina no cérebro des- ses animais aumenta quando vêem comportamentos submissos em relação a eles , por parte de outros de sua espécie . O estudo foi realizado pelo professor Michael McGuirre , da Universidade da Califórnia ,em Los Angeles ( UCLA ) .
A seratonina é um neurotransmissor responsável pela sensação de satisfação . Quando a subs-tância aumenta , o mesmo ocorre com a impressão de bem - estar . se o processo funcionar da mesma maneira com seres humanos , o poder - ou a proxinidade dele - é capaz de agir como um processo afrodisíaco . Aceitar e incentivar o puxa-saquismo seria , nesse caso , apenas uma maneira de atingir a sensação de bem - estar .
Propósito - Para Stengel , a tentativa de ascender socialmete mantendo -se por perto de pessoas que detém o poder é inerente à raça humana . O puxa -saquismo , entretanto, é exclusividade das pessoas .
Entre os chimpanzés , por exemplo , pesquisadores observaram atitudes da reverência ao chefe do grupo . O líder aceita ser coçado como uma homenagem que lhe é devida . Antes , porém , os macacos trocam saudações , com guinchos e mesuras . Muitas vezes , quem faz a reverência oferece objetos como folhas ou gravetos ao líder .
Entre esses animais ,a bajulação tem fortes motivações genéticas .Como é o lider quem autoriza o acasalamento de outros machos com as fêmeas , estar nas boas graças dele significa maiores possiblidades de reproduzir - se e deixar descendentes .
Tanto entre os primatas quanto entre os seres humanos , a bajulação é uma forma disfarçada de competição , que evita o confronto direto . E , p ortanto , preserva o indivíduo . Bajular , porém , não significa , necessariamente , mentir . Segundo Stengel , a bajulação é um elogio dotado de propósito . Em alguns casos , é excessivo . Em outros , pode ser legítimo .
De qualquer forma , tem objetivos práticos - conseguir maior simpatia de alguém , um convite para uma festa ou a garantia de uma promoção , por exemplo . É um tipo de manipulação da realidade que tira proveito da valorização do outro para benefício próprio . ( GI )
Fonte - O ESTADO DE SÃO PAULO - pág C 8 - COMPORTAMENTO Data - Domingo , 4 de Março de 2001 - CIDADES - GLAÚCIA LEAL
terça-feira, 19 de maio de 2026
Os santos são uma mensagem para o povo
" O desígnio do Pai é Cristo e nós nele .E última anãlise é Cristo que ama em nós ,porque a santidade ' mais não é do que a caridade plenamente vivida ' .Por conseguinte , ' a medida da santidade é dada pela estatura que Cristo alcança em nós , desde quando , com a força do Espírito Santo ,modelamos toda a nossa vida sobr à Sua ' . Assim ,cada santo é uma mensagem que o Espírito Santo extrai da riqueza de Jesus Cristo e dá ao seu povo " ( Gaudette et exul- tate , 22 )
Tem mensagens que são para sempre , outras passam , e outras vamos redescobrindo por motivos particulares, como eu . Por eu . Por causa do nome " Partido " me interessei por descobrir quem foi São Patrício e encontrei uma oração famosa dele , que foi composta para dar uma resposta ao povo da Irlanda , que vivia nas superstições e na idolatria .
Hoje também idolatrias e feitiçarias estão surgindo no meio do povo .Ofereço - te para rezar ,esta belíssima oração de São Patrício , cuja centralidade é Jesus Cristo .São Patrício viveu uma aven - tura no século IV : foi raptado se converteu , foi monge e bispo , e realizou a evangelização da Irlanda . Ele explicava para o povo o mistério da Santíssima Trindade com a folha do trevo : uma única folha com três folhas unidas e separadas . Ainda hoje na festa de Sao Patrício os irlandeses e americanos de origem irlandesa andam com um trevo na lapela .
Esta belíssima oração nos ajuda a sentir Jesus como único centro da vida e onde nós vivemos circundados pela força de Deus em todas dificuldades .Os santos são um dom do Espírito Santo, que nos impulsionam a seguir o exemplo de Jesus , modelo de toda a nossa vida .
ORAÇÃO DE SÃO PATRÍCIO
Levanto - me , neste dia que amanhece , por uma grande forç , a invocação a Trindade , pela fé na Tríade , pela afirmação da unidade do Criador da criação .
Levanto - me , neste dia do que amanhece , pela força do amor dos Querubins ,em obediência aos anjos ,a serviço dos arcanjos ,pela esperança da ressurreição e do prêmio ,pelas orações dos patriarcas , pelas previsões dos profetas , pela pregação dos apóstolos pela fé dos confessores , pela inocência das virgens santas , pelos atos dos bem - aventurados . ( ... )
Cristo guarde-me hoje contra veneno , contr fogo , contr afogamento ,contra ferimento , para que eu possa receber e desfrutar a recompensa .
Cristo comigo , Cristo à minha frente , Cristo atrás de mim , Cristo embaixo de mim , Cristo acima de mim , Cristo à minha direita ,Cristo à minha esquerda , Cristo ao me deitar , Cristo a me sentar , Cristo a me levantar , cristo no coração de todos a quem eu falar , Cristo na boca de todos os que me falarem , Cristo em todos os olhos que me virem , Cristo em todos os ouvidos que me ouvirem . Amém
Fonte - Revista O MÍLITE - pág 19 - O CAMINHO É JESUS Data - Maio de 2024 - FREI PATRÍCIO SCIADINI - Carmelita descalço
segunda-feira, 18 de maio de 2026
As aparições de Nossa Senhora
NOS PASSOS DE MARIA - ACADEMIA MARIAL
O assunto das Aparições exige muita reflexão .Para começar nossa conversa ,vamos responder a algumas perguntas que surgem na pastoral ou ao estudar este tema .
1 . Para que existem as aparições , se Deus deixou sua Revelação na Bíblia ?
As aparições não são consideradas pela Igreja comouma nova Revelação de Deus para com - pletar o que Jesus Cristo nos deixou . Elas são uma experiência mística dos videntes na pre - sença de Maria glorificada para recordar a única revelação de Deus em Jesus Cristo . Os vi - dentes acentuam alguns aspectos da vida de fé , como a conversão , a oração a penitência , a renovação da existência . Embora sejam uma forma de comunicação extraordinária , as men- sagens das aparições não substituem nem a Bíblia nem o Espírito Santo , que fala no coração de cada cristão ,na comunidade e no magistério da Igreja .Tanto a palavra de um vidente quanto a de uma pessoa comum que vive sua fé autenticamente podem edificar e animar a comu - nidade cristã .
2 . Como a Igreja católica denomina as aparições de Nossa Senhora ?
Elas são classificadas como " revelações privadas " para se diferenciarem de única Revelação de Deus em Jesus Cristo , que foi fixada na Bíblia e é interpretada pela Tradição Eclesial . Mesmo que aconteçam com uma enorme multidão , não são obrigatórias para todos os fiéis . Veja o que diz o catecismo da Igreja Católica a esse respeito . No decurso dos séculos tem havido revelações ditas " privadas " , algumas das quais foram reconhecidas pela autoridade da Igreja . Todavia , não pertencem ao depósito da fé . O seu papel não é " aperfeiçoar " ou " completar " a Revelação definitiva de Cristo , mas ajudar a vivê - la mais plenamente , numa determinada da história Guiado pelo Magistério da Igreja , a sentir dos fiéis sabe dis - cernir e guardar o que nessas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou dos seus santos à Igreja ( CIC , 67 ) .
3 . Para que servem as aparições ?
Elas visam atualizar , recordar , vivificar , explicar ou aclarar a Revelação . Apresentam caráter prático , comunicando regras de conduta . As mensagens dos videntes acentuam determinadas práticas religiosas , comportamentos e formas de viver o seguimento de Jesus . Ou seja , ajudam a vida cristã .Vamos continuar a conversar sobre as aparições de Maria nas próximas edições .
Fonte - REVISTA DE APARECIDA - Data JUNHO DE 2018 - IR . AFONSO MURAD , MARISTA TEÓLOGO E PROFESSOR
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Nos caminhos da fé
De maio a outubro, o Santuário de Fátima se transforma no Altar do Mundo
Diariamente , eles chegam aos montes , de todas as partes do mundo. Em maio - mês que marca as aparições da Virgem a três pequenos pastores - são ainda mais numerosos . Al - guns estão em busca de um milagre ; outros querem apenas testemunhar o que já viram . Entre os que pedem e os que agradecem , existem ainda os turistas , movidos somente pela curiosidade de conhecer o santuário e a segunda cidade mais visita de Portugal : Fátima .
No ano passado , cidade recebeu mais de quatro milhões de visitantes
Em maio , a cidade perde o sotaque português . Na multidão que se espreme em frente à basílica , há representantes de todas as línguas . O dia 13 é a data mais importante , pois marca o início das aparições de Nossa Senhora na Cova de Íria , 1m 1917 . A Virgem tornaria a ser visto s pelos pastores Lúcia , Jacinta e Francisco também em junho , julho , setembro e outubro , sempre na mesma data .
A cada ano o número de pregrinos aumenta . No ano passado , a cidade , de oito mil habi - tantes, recebeu mais de quatro milhões de visitantes. Durante dias e dias , os devotos ca - minham pelas estradas até chegar ao santuário , onde se reúnem na noite do dia 12 ,quando a Procissão das Velas ganha as ruas e ilumina a cidade , numa das mais fortes demons - trações de beleza e fé . Muitos chegam ao santuário de joelhos , percorrendo os 500 metros que separam a cruz , logo na entrada, da imagem da santa , na Capela das Aparições . Não é à toa que a cidade acabou recebendo o título de Altar do Mundo . No dia 12 de maio , além de missas em português , são celebradas orações em outras línguas .
Há duas coisas que nos impressionam quem visita pela primeira vez o Santuário de Fátima : a multidão e a simplicidade no interior da basílica . Alguns fiéis gostam de dizer que ela é tão singela quanto o gesto de unir as mãos e rezar .Erguida no lugar exato onde aconte - ceram as aparições , a basílica foi totalmente construída com pedras retiradas de Moimento, a pouco mais de um quilômetro do santuário , seguindo o projeto concebido pelo arquiteto holândes Gerard Van Kriechen .
Os números são grandiosos . O edifício da basílica mede 70,5 metros de comprimento e 37 metros de largura . A torre sineira tem 65 metros de altura e é rematada por uma coro de bronze que pesa sete toneladas e por uma cruz . Mas o espaço já é pequeno para taos fiéis .
Despida de luxo, mas não de estilo , a basílica possui 14 andares laterais - cada um deles re- presentando um mistério do Rosário - , uma grande nave com capela - mor e duas sacristias . Na capela - mor , está Nossa Senhora de Fátima , cópia fiel da imagem peregrina que percorre o mundo desde 1947 . Nas laterias , ficam os túmulos dos videntes , Jacinta e Francisco.
Capelinha das Aparições , o coração do santuário
A Capelinha das Aparições , no entanto , é o coração do santuário. É lá que está a imagem de Nossa Senhora ,obra do escultor e santeiro José Ferreira Thedim . Feita com cedro do Brasil , ela mede pouco mais de um metro e ostenta , nos dias de grandes perigrinações , uma coroa oferecida pelas mulheres de Portugal . Trata -se de uma verdadeira jóia , com 313 pérolas e 2.679 pedras preciosas , executada na Joalheria Leitão & Irmão , na qual trabalharam gratuitmente , durante três meses , 12 artistas .
A capelinha também possui um órgão composto por dois teclados , dois corpos distintos e cerca de 700 tubos . Absolutamente simples , principalmente se comparado ao da basílica ,com 1.200 tubos de chumbo , estanho e madeira .
Na Capela da Adoração ´costuma - se dizer que o silêncio é tão grande que faz barulho. Nela, religiosas se revezam 24 horas por dia fazendo orações .
O roteiro religioso em Fátima não se resume ao santuário , um complexo composto ainda pela Praça Pio XII , a Casa dos Retiros , o Albergue dos Doentes e o Centro Pastotal de Paulo VI. Há pouco mais de um quilômetro fica Aljustrel , o lugar one nasceram os três pastores , outro ponto de peregrinação , assim como as casas dos pais de Francisco E Jacinta Marto e Lúcia . Em Valinhos , também próximo à vila ,um pequeno nicho marca o local onde Nossa Senhora fez uma de suas aparições .
Embora qualquer tipo de comércio seja proibido no santuário , o turista em busca de lembranças não terá dificuldade . Há centenas de lojas ,pequenas e grandes , especializadas em artigos reli- giosos nas ruas próximas . Uma delas de propriedade da família Marto.
Na hora de repor as energias , também não faltam opções da mlhor qualidade . Escondido no porão de uma casa simples ,,, na Rua do Adro , em Cova de Íria , o Tia Alice é considerado um dos melhores restaurantes da região ,com delícias que já conquistaram famosos como o ex - presidente Mário Soares e os brasileiríssimos Milton Nascimento e Fafá de Belém . Bolo conventual e de noz com ovos moles são algumas das tentações .
Para os que vão ao santuário com o único objetivo de pagar promessas e teme resistir ao pecado da gula , fica o ensinamento de um dos cartazes do santuário : " Nunca prometerás coisa melhor que o seu próprio coração "
Jornal - O GLOBO pág 8 - BOA - VIAGEM Data - Quinta - feira , 6 de abril de 2001 - MARIA CRISTINA VALENTE





















