sexta-feira, 12 de junho de 2026

O Coração de Jesus

 






Para  todos  nós , católicos , é  muito  fácil  associar  o  mês  de  junho  como  sendo  o  mês                    dedicado  ao  Sagrado  Coração  de  Jesus . Poderíamos  dizer  que  isso  está no  coração  de            todo  bom  católico ! Portanto , essa  é  uma  singular  oportunidade  para  celebrar  e refletir            sobre essa devoção que  é  tão  cristológica  e  portadora  de uma  rica espiritualidade ,porque              no  fundo  todo  cristão  deve  aspirar  ter  um  coração  semelhante  ao  de  Jesus  Cristo , ou                  seja , ter os mesmos sentimentos  do  Deus  que  "  tanto  amou o  mundo  "  ( cf . Jo 3, 16 )  !                  A  vida de todo cristão deveria  fazer  pulsar  o amor  no  meio  do  mundo marcado por tanto              rancor !

Na esteira disso , desponta  a figura  de  Santo  Afonso  de  Ligório , que  sempre cultivou a de -        voção ao Coração de Jesus  como meio  para  se praticar  o  amor  a  Cristo  e  aos irmãos .Espe-cialmente  dentro  de  um  contexto  religiosos  marcado  pelo  rigorismo  do  jansenismo ,  des  -            tacar  o  amor  do  coração  de  Jesus ,  repete  explicitamente  à  misericórdia  do  nosso  Deus ,            isto  é , revela  - nos  um  Deus  que  se  compadece  da  miséria  humana  e  restaura  a  vida  de              cada  pessoa  se  dispõe  a  retomar  o caminho  do  amor ! Por  esse  motivo , em  1875,  a  Con -          gregação Redentorista  foi também consagrada  Sagrado Coração de  Jesus . Era tanto um ato de            amor  como  um  compromisso  dos  missionários  redentoristas  de serem sinais do coração que              ama  por  meio  do  trabalho  evangelizador  ao  Povo  de  Deus .

De  modo  que  em  vários  dos  escritos  deste  santo  napolitano  é  afetuoso , em suas meditações , novenas e orações , encontramos  referências  ao Coração  de  Jesus como  expressão de um  amor divino encarnado na realidade  humana  e  desejoso  de  acender no coração humano o  amor  para    com  Deus  e com  os semelhantes . É um  aceno claro  para  a  necessidade  de cultivarmos uma fé  marcada  também  pelos  sentimentos  e não exclusivamente  racionalista . O coração  é  símbolo  e  representação  dessa  capacidade  humana  de amar ,  pois fomos formados  pela  definição  de  que      o  ser  humano  é  um  animal  racional , quando  na  verdade  o  que  nos  define  é  a  faculdade  de    amar . É no ato de amar  autenticamente  que nos realizamos e atingimos nossa  principal  e original  vocação .

Portanto ,  com  o  coração  sedento  do  desejo  de  amar  mais  e  melhor  a  Deus  e  aos   irmãos , especialmente  os  mais  pobres  e  sofridos  , suplifiquemos  como  Santo  Afonso  :  "  Oh , coração  terno e  fiel  de  Jesus , inflamai  meu  pobre  coração , para  que  abrase  de  amor  para  convosco , como  Vós  para  comigo . Parece que  de presente  Vos  amo , ó  meu  Jesus , mas  amo - Vos muito    pouco  ;  dai - me  que  Vos  ame  muito  e  Vos  seja  fiel  até  a  morte  " . 

Fonte  -  Revista  de  Aparecida   -  MENSAGEM  REDENTORISTA                                                        Data  -  Ano  2026   -  Pe .  Marios  Aurélio  da  Silva , C,Ss. R.

Que confusão é essa ?





Queridos  leitores , desculpem  o  desabafo , mas  estã  sendo largamente  distribuídos: criação            afetiva, criação  neurocompatível , disciplina  positiva , comunicação  não  violenta ,  desmame              gentil  - isso  para  falar de educação dos filhos - contar  as  inúmeras teorias  de  liderança senti- mentalista , que pregam  um  excesso  de  cuidado  e  motivação, a  necessidade  de  ser  querido            pela equipe , de  ser  um  verdadeiro " manobrista " de  emoções  e  comportamentos  imaturos .            Tudo  o  que  se  fala precisa ser muito  calculado  para  não  gerar  estresse .

Se ampliarmos ainda mais  o  olhar , encontraremos  as  caixinhas  determinadoras  - os tatuados            ( são  de  classe  média  baixa  com nível  cultural  duvidosos ) , os  que  fazem  lutas  marciais                ( fortes , disciplinados  e  virtuosos ) , os  gordos  ( não  confiáveis , escravos  da  gula ) , os  tra-    dicionalistas  ( farisaicos , ditadores  de  regras  morais ) , os  que  se  separaram  e  voltaram  a                morar com os pais ( imaturos , dependentes , fracos ) , enfim , onde  estão  as  pessoas  únicas  e  irrepetíveis  que  têm  de  ser  verdadeiramente  conhecidas  omo  são  e  compreendidas  nas cir-  cunstâncias  em  que  vivem ?

Olhando para a educação dos filhos , será  que  podemos  dizer  que  somente respeitam a criança    aqueles pais que seguem  esta  ou  aquela proposta  engessada  e  recém - criada  de parentalidade ? 

Eu me assusto quando vejo tamanha  limitação - percebo  e  recebo  em  meus atendimentos pais        inseguros , sem  ação , porque  seguem  " maniais " que  ditam  se  devem  agir  desse  ou daquele  modo , que  devem  falar  desse ou daquele  modo , que  devem  falr  isso  e  jamais  falar daquilo ,        que  determinadas atitudes  poderão  prejudicar  muito  os  filhos , trarão  marcas  negativas ...  e ,        com  isso , algumas  gerações  de  pais  estão  completamente  inseguros  e  sem  ação  educativa  eficiente  . Por  medo  de  errar , traumatizar , ou  por preguiça  de  pensar , abandonam os  filhos        aos seus próprios  impulsos  e  assistem  ao  crescimento  deles  como  se  fossem  plantas .

Ninguém  mais sabe  fazer  o  básico  bem-feito  : orientar ,corrigir  com  amor  e  firmeza , formar    filhos  para  que sejam  homens de bem - fortes , resilientes , que sobrevivam  às inteméries da vida      e  aprendam  com elas .

O  que  muitas  gerações de pais  fizeram  por  séculso  - deeidiram o  que  a  criança  comeria,   que      roupa  vestiria , em  que  escola  estudaria  ... hoje  de  tornou  quase  crime  :  como  a  criança  não      escolhe  sua  própria  roupa , como  não  decide  o  que  comer , não  posso  obrigá - lo  a  ficar  sem    celular  se  todos  têm ... O  que aconteceu  com  a  capacidade  de  pensar , de  entender  a missão  e  papel  de  cada um  na relação , de se posicionar  com  clareza  e  sem  medo  de perder  o  amor dos  filhos ?  Que medo  é  esse de traumatizar ?

Importante que saibam  não há  vida sem  traumas , não existe  existência  sem  dificuldades e adver-sidades . Ser  empre  amado  e  nunca  odiado  é  humanamente  impossível ...

Na  viada  real , não  seremos  pais  perfeitos , mas  podemos  ser suficientemente  bons , como diria  Winnicott . Vamos  errar ,mas  podemos  aprender  com  nossos  erros , corrigi-los  e iluminar  a vida  dos nossos filhos  com  a  humiçdade  que  isso  reflete , pois essas alminhas em formação dependem  de  nossa  luta  por  conduzi-las  na  aprendizagem  sobre  a  vida .

Não  há  receita  pronta , e  muito  menos  perfeita , do  tipo  " As  três  coisas  que  você  deve  fazer  para  seu  filho  ser  honesto " ou  "  As  três  coisas  que  não  deve  fazer  para  que  não  se  envolva  com  pornografia " . As  pessoas  são  complexas  e  as  circunstâncias  são  diferentes  -  o  que  fun -    ciona  para  um  nem  sempre  funciona  para  o  outro . 

Portanto , não  há  caminho  fácil ;  o  que  há  -  é  a  boa  notícia  ´é  caminho  mais  seguro , aquele  conduz  a  Deus ,  o  caminho  do  compromisso  árduo com  a  formação  própria  e  dos  filhos ,   o    caminho  da  certeza  de  que  o  melhor  é   quase  sempre  o  mais  trabalhoso .  O  caminho  de  co-  nhecer  a  cada  filho e  de  saber   - se  guia  de  cada  um ,preparando - se  para a  aventura  de viver,  para  tornarem - se  o  melhor  que  podem  ser . Não  se  contentm  com  receitas  fáceis  e  com  caixinhas , somos  mais  do  que  isso .

Fonte  Jornal  O  SÃO  PAULO  -  pág  5  -   Comportamento  -   Viver  Bem  /   Fé  e  Vida                    Data  -  1º  a  7  de  abril  de  2026   - Simone  Ribeiro  Cabral  Fuzaro  -  é  fonoaudióloga  e  educa-   dora  . Mantém  o  site  www.simonefuzaro.com.br 




quarta-feira, 10 de junho de 2026

Adolescentes e crianças sem direitos







O  juiz  Siro  Darlan  diz  que  falso  manto  de  proteção  impede  o  ingresso  no  merdado de              trabalho  formal  no  país , 23 %  das  crianças  e  dos  adolescentes  têm  seus  direitos  funda -          mentais  negadas pelas dificuldades  sociais  e  econômicas  e pela ausência  do  poder  público

"  Não investimos na formação  da  cidadania , investimos  na  exclusão  social  e  o extermínio                dos  jovens . " A  frase ,  gerou  polêmica , foi  a  introdução  da  palestra  do  juiz  da  1ª  Vara                da  Infância  e  da  Juventude . Siro  Darlan , Darlan , para  quem  as  políticas  governamentais               em  nada  contribuem  para  o  desenvolvimento  das  novas  gerações .

- Quase  15  anos  depois  de  o  Brasil  ter  assinado  a  Convenção  Internacional  Sobre  os Di-              reitos da  Criança  e  Adolescente  , os  índices  de  desnutrição , as  deficiências  na  educação e              o  estado  de  abandono  em  que  se  encontram  o  descaso  do  poder  público  e  da  sociedade              e  revelam  a  falta  de  reconhecimento  da  cidadania  e  dos  direitos  do s jovens  na  prática .

Siro Darlan  disse  que , país , 23 %  das  crianças  e  dos  adolescentes  têm  seus  direitos funda-     mentais  negados  pelas  dificuldades  sociais  e  econômicas  e  pela  ausência  do poder público.          De acordo  disse  que , com  o  juiz , um  milhão  de  crianças  entre  7  a  14  anos  de  idade está            da escola  e  2,9  milhões  entre  5  a  14  anos  trabalham , a  maioria  como  empregadas  domés -          ticas  ou  em  lixões . Um  contingente  se  esperanças  e  sem  perspectivas  de  se  desenvolver               como  futuros  cidadãos , segundao  Darlan . 
- Pelas  ruas  das  grandes  cidades , perambulam  crianças  e  adolescentes  vítimas  da  violência  doméstica  e  comunitária .Muitas  delas usam  entorpecentes  para  enganr  a  falta  de  comida ou  cometem  delitos  para  sobreviver . Milhares  são  aquelas  que  se  entregam a  saga  do  narco  -      tráfico  por  ausência  de  escolas  adequadas  ou  oportunidades  de  profissionalização  por causa          de  uma  legislação  equivocada , que, sob  o  pretexto  de  proteger  os  jovens , impede  que  eles          sejam  educados  para  o  trabalho , lançando - os  em  atividades  informai  e  criminosas  -  disse . 

Mas  apesar  dos  problemas , Darlan  fez  questão  de  ressaltar  que  existem  muitas  esperanças . Uma  experiência  que  considera  positiva  é  a  desenvolvida  pelo  Laboratório  Social  da  1 ª        Vara  da  Infância  e  da  Juventude , que  realiza  programs  de  desenvolvimento  social  e  de  va-    lorização  do  ser  humano , entre  eles  a  Escola  de  País . A  iniciativa  se  propõe  a  dar  apoio        social , financeiro  e  afetivo  às   famílias  a  fim  de  mudar  o  quadro  de  violência  contra   as          crianças .
- Mantemos  um  Banco  de  Emprego , que , ao  contrário  das  tradicionais  agências  de  emprego, cadastra  jovens  analfabetos  e  que  já  conheceram  infrações , estimulando - os  a  uma mudança        por  meio  da  valorização  pessoal , aumentando  a  auto-estima . Esse  trabalhi  visa  a assegurar o        direito  à  profissionalização  e  ao  ingresso  no  mercado  do  trabalho  -  completou .

Fonte  -  Jornal  O  GLOBO  -  pág  6   -  SUPLEMENTO ESPECIAL                                                        Data  -  Sábado , 10  de  julho  de  2004  -   Juiz  Siro  Darlan  

terça-feira, 9 de junho de 2026

FORUM EDUCANDO O CIDADÃO DO FUTURO

 




O  perigo  da discriminação 

"  Para Unesco , a  solução  número  um  para  o  problema  da  violência  e  da  exclusão  social  da  juventude  está  na  educação " 

Julio  Jacob  Waiselfisz , coordenador  da  Unesco  em  Pernambuco ,faz  uma  alerta  contra cenário      de  desigualdades no país 

O Relatório  de  Desenvolvimento  Juvenil  2003 ,elaborado  pelo  escritóorio  da  Unesco  no Brasil ,    foi  o ponto  de partida , para  a criação  do  Índice  de  desenvolvimento  Juvenil  ( IDJ ) apresentado      na  palestra  de  Julio  Jacob  Waiselfisz ,coordenador  do  escritório  da  Unesco  em  Pernambuco .        Com a finalidade  de  traçar  um  quadro  analítico  das  condições  de  vida  dos  jovens  de  15  a  24  anos  no  país ,o  IDJ  engloba  dados  sobre  educação , saúde  e  renda .O  resultado  apresenta  desi-gualdades  gritantes  entre  estados , apontados  pelo  sociólogo  como  preocupantes , pois , em   - al      guns  casos , compõem  um  cenário  de  discriminação .



-  No  Rio  existe  o  dobro  da  analfabetos  negros  do  que  brancos  . Santa  Catarina  tem  1 %   de      jovens  analfabetos  e  em  Alagoas  esse  índice  é  15, 4 %  -  exemplificou .

Walselfisz ressaltou  ainda  as  disparidades  constatadas  a  partir  dos resultados do Sistema  de  Ava-liação  do  Ensino  Básico ( Saeb ) , do  Ministério  da  Educação ,  segundo   os  quais , por  exemplo , alunos  da  8ª série  do  Ensino  Fundamental  do  Rio  Grande  do  Sul  sabem  mais  Matemática  do      que estudantes  do  que  estudantes  do  3 ª série  do  ensino médio   de estados  do  Rio Grande Norte    e  Amazonas . 

-  Esses  alunos  foram  prejudicados  porque  vivem  em  estados  que  não  são  prioridades  nos pro -  jetos  educacionais  do  governo  -  disse .

Segundo  o  sociólogo , a exclusão  social  transformou  o  jovem  no  principal  ator  da  violência no  Brasil ,  o  que  é  comprovado  pelos  altos  índices  de  jovens  vítimas  e  geradores  de  violência  e  da  exclusão  social  da  juventude está  na  educação . O  Brasil  precisa  crescer  com  distruição edu-cional  mais  equitativa .É o único  meio  que  economistas  vêem  para  distribuir  melhor  a renda do    país  e  ter  uma  sociedade  mais  justa .

Fonte  -  Jornal  O  GLOBO  -  pág  3  -  SUPLEMENTO  ESPECIAL                                                    Data  -  Sábado , 10   de   julho   de   2004  

segunda-feira, 8 de junho de 2026

ANTES DE FALAR DE EUCARISTIA , JESUS PROVIDENCIOU O PÃO COMUM ..

 



SOLENIDADE  DO  SANTÍSSIMO  CORPO  E  SANGUE  DE  CRISTO  

Na  primeira  leitura  Moisés  alerta  o  povo  prestes  a  entrar  na  Terra  Prometida  sobre o risco do  esquecimento. Deus  dará  o  maná , mas  apenas  o necessário  para  dia ; quem acumulava perdia. A  forma  no mundo não  nasce  da falta  de  produção , mas  do  excesso  de  acumulação . Quando  con-quistamos  estabilidade ,não podemos  esquecer  o  " deserto " que  atravessamos . A caridade começa  pela  memória : lembrar  que o  outro  ainda  sofre .Viver  com  o  necessário  para  que  o outro ainda sofre . Viver  com  o  necessário  para  que  o  outro  tenha  o  básico  é  exigência  do  Evangelho . 

Deus  fez  jorrar  água  da rocha .A caridade  também  acredita na dignidade  de quem  parece " duro "  ou  perdido . "  Nem  só  de  pão  vive  o  homem  "  :  não  basta  assistência  material ; é  preciso pro-mover  justiça , educação , fé  e  cidadania . Ajudar  o  irmão  a  sair  do  deserto , não  apenas  sobre  -viver  nele .

Na segunda  leitura , São  Paulo  fala  da  comunhão  ( koinonio )  :  " O  pão  que partirmos  não é co-munhão  com  o  Corpo  de  Cristo ?  "  Ao  comungar , não  apenas  recebemos  algo , tornamo - nos     parte  de  Alguém . " Há um  só  pão , e  nós , embora  muitos , somos  um  só  corpo . "  A  Eucaristia é  o  cimento da unidade .Não  podemos  comungar  no altar  é  ignorar  o  cristo  que  sofre  no irmão . O  pão  recebido  deve  tornar - se mãos  estendidas . 



No  Evangelho , Jesus se  apresenta  como  o  Pão  Vivo  que  se  entrega  pela  vida  do  mundo . Ele  não  nos  deu  apenas  uma  ideia , mas  sua  própria  vida . Quem  comunga  torna - se  o  que recebe :  se  acolhe  Cristo  no  altar  e  se  despreza  o  irmão  necessitado . A  caridade  é  extensão da liturgia .    "   Quem  come  a  minha  carne  permanece  em  mim . "  Essa  permanência  é compromisso  ético  :  nossas  mãos ,  pés  e  recursos  devem  continuar  a  missão  de  Cristo . 

Promover a  vida , combater  a  fome  e lutar  por  justiça  são formas  de  viver  à  Eucaristia fora do Templo . Que  sejamos  uma  igreja  que  não  apenas  celebra  o  mistério , mas  se  torna pão partido    para  a  vida  do  mundo . Que  o  único  Pão  nos  una  e  nos  faça ,  em  Cristo , alimento  de  espe -rança  para  todos .                                                                                                                                        

Que  nossa  vida , em  comunhão  com  Cristo , seja  de  fato , " pão  para  a  vida   do  mundo . " 

Maria , Mãe  dos  Pobres ,  rogai  por  nós  ! "  

Fote  -   SEMANÁRIO   LITÚRGICO  -  Publicação  da  Mitra  Arquidiocesana  -  São Paulo                Data  -  4  de Junho  de  2026  - Cônego  Marcelo  Monge  - Vigário  Episcopal  da  Caridade  Social 






Promover  a  vida , , combater  a  fom  e  lutar  por  justiça  são  formas  de  vier  a  Eucaristia  

quarta-feira, 3 de junho de 2026

A fórmula do sucesso vai além dos clichês

 





Sejamos  objetivos : por  que  algumas  pessoas  fazem  tanto  sucesso  e  outras  não ? A  constatação      das evidentes  diferenças  nos  " resultados  de  vida "  das pessoas  evidenciam  mais  sucesso do que    outras , que ,apesar  de  reconhecida  competência  e  esforços  continuados , jamais  alacançam resul-tados  expressivos  em seus  ofícios . Repare  que  uso "  evidenciam " em  vez  de  " fazem " pois que  o  sucesso  é  fundalmente questão  de  óiptica . E  é  por  isso  que ,quando se  trata de  pensar em su-cesso , recorremos  mais as evidências  que  aos  fundamentos .

Desde  pequenos  somos  condiconados  a  associar  a ideia  de  sucesso  à  exuberância  de ricos e  fa-mosos .Assim, quando  perguntamos  " por que algumas  pessoas  fazem  tanto  sucesso  e outras  não", no  fundo , estamos  questionando  " por que algumas  pessoas  conseguem  tanto  dinheiro  e  outras      não  ? " Mas  precisamos  pôr  em  ordem  alguns  pensamentos .  

Observe as duas ilustrações  neste  página  e  responda  a  imagem  que  temos gravada está associada    a  riqueza , ao luxo, a  qualidade  de  vida etc . Não há  como dar  sequência  a  qualquer reflexão sem  pôr  essa  imagem  em  julgamento . E  se a  imagem  de  sucesso  deve  estar  associada  à imagem de  riqueza , todas  as  pessoas  ricas  devem  ter  sucesso . Ora , tal  afirmação  nos  conduz   a  outra con-sequente  Se  a  imagem  de  sucesso  estiver  associada  à  riqueza  ,  nenhum  indivíduo  pobre  deve  ser  visto  como  de  sucesso .

Late  -  Las  Vegas  -  Champagne   -  Bahamas  -  Ouro                                                                          Ópera  -  Dólar  -  Galeria  de  Arte  -  Paris 



Ao  admitirmos  uma  destas  afirmações ,  admitimos  a  outra .  O  sucesso seria  mero  sinônimo      para  a  riqueza  e  teríamos  concluído  nosso  pensamento . Ocorre que  uma  outra  linha  de  raci-ocínio  também se  apresenta  para  a  reflexão  :  Se   considerarmos  sucesso  como  sinônimo  de  riqueza , somos obrigados  a afirmar  que  Ghandi , Madre  Teresa , Pasteur  ou  Eisnten não foram    pessoas  de  sucesso . 

Porém , se  entendermos  que  sucesso  é  mais  que  mero  sinônimo  de  riqueza , podemos  fazer    novas  associaçoes . Poderíamos  associar  o  sucesso  à  fama  ou  notoriedade . Mas será que isso  traduz  sucesso  ?  Al  Capone  foi  famoso .  O  " Bandido  da  Luz  Vermelha  " também  . Noto  - riedade  é  própria  do  sucesso  ?  Se  dissermos  sim , afirmamos  que  ambos  foram  homens  de  sucesso .

Se a fama fosse  consequência  cultural  do  sucesso estaríamos  admitindo  que  : Quem  não  é  fa-moso  não  faz  sucesso . E  que  só  as  pessoas  de  sucesso  são  famosos . Porém ,  em  ambos  os  casos  relegamos  a  condição  subalterna  os milhares  de  cientistas que fazem pesquisas da maior  importância  para  o  futuro  da  humanidade  e  não  são  famosos .

Ora , se  nem riqueza  nem  notoriedade são necessariamente  consequências  do sucesso , que outra  evidência poderia caracterizá - lo ?  Duas outras  linhas  de raciocínio  nos levam  a novas  reflexões.    A  primeira  aaponta  para  o  trabalho  como  fonte  de  sucesso . Quem  já  não  ouviu  alguém  jus -  tificando  o  seu  sucesso  no  trabalho ? As  "  pessoas  públicas " costumam  usar  argumento . Mas      será  que  o  trabalho  conduz  ao  sucesso , da  forma  como  o  imaginamos ? 

Quem  de  nós  não  conhece  alguém , às  vezes  da  própria  família , que se  dedicou  por  30 anos        ou  mais a  seu ofício , com dedicação , assiduidade , competência  e  honradez , e agora , na velhice, sujeita - se  às migalhas  de uma aposentadoria  perversa  que  mal  dá  para o  sustento ? Se  trabalho  conduzisse  ao  sucesso   (  tal  como  muitos  justificam ) haveria  muito  pouca  gente  nas  filas  do  SUS e  nos  balcões  da  Previdência .

A  segunda  aponta  para  a  competência . Será  que  competência  basta  para  patrocinar  o  sucesso    de um  proifissional  ? Quantos  de  nós  não conhece  profissionais  competentíssimos  vivendo bem    próximo  da  inteligência  ? 

Corcel  II  -  Paquetá  - Mortadela  -  Bijouteria  -  Cerveja                                                           Lanchonete  -  Diadea  -  SUS  -  Ônibus  -  Piquenique 

Todo  este  intróito  dialético  tem  o  propósito  de  mostrar  como  as  nossas  velhas  crenças  asso-ciam  a  imagem  de   sucesso  à  imagens  que  não  são  dependentes  nem  consequentes   daquela . Esse  erro  de fundamento  é  que , muitas  vezes , torna  ineficazes  os programas  organizados  com  tal  pretensão .  



Vamos  tomar  como  exemplo  duas   pessoas  de  sucesso  indiscutível  :   Airton  Sena  e   Ghandi  . Ambos  tivera  proposta  de  vida  definida , se  tornaram  competentes , perseguiram  ideais  e  cons-eguiram  reconhecimento  universal . Nem  um  nem  outro  construíram  imagens  a  partir  do  nada  ou  de  projeto de  marketing . Construíram  suas  imagens  aos  poucos , acumulando  " vitórias pes-soais " . Senna  não  foi   guindado  à  Fórmula  1  por  acaso . Comeou  correndo  kart . E  foram as  conquistas  e  em categorias  inferiores  que   alavancaram  sua  carreira . Quando  chegou  à  F  - 1 ,    já  tinha  uma  história  de  vitórias . Já  era  " homem  de  sucesso " ,  apesar  de  desconhecido  da  maioria  dos  brasileiros . 



Ghandi  não  libertou  o  seu  país  do  jugo  britânico  de  repente . Foi  resultado de  toda  uma  his-tória  de  lutas  e  vitóoorias  anteriores . Avitória  do  dia  15  de  agosto  de  1947  foi  apenas mais  uma  delas  . A  Índia  conseguiu  sua  independência  com  o  Ghandi  sempre  preconizara  : sem a    menor  violência  com  os  ingleses  . E  isso  só  foi  possível  graças  à  referência  que  esse  povo  tinha  do  seu  líder  ;  ele ,  com  sua  enorme  inteligência  ,  havia  conquistado  a   admiração  até    mesmo  dos  próprios  ingleses . 

Fonte  -  Jornal   do  Brasil   -  Artigo  - ELSON  A .  TEIXEIRA  *  Consultor   ( MI )  em            Gestão  Estratégica  , autor  de  11  livros  

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Globalização da indiferença e globalização da impotência

 




OPINIÃO 

Duas  espressões  aproximativas , mas  com diferentes  matizes . A globalização  da indiferença vem    do  Papa  Francisco ; a  globalização  da  globalição  da  impotência   vem  do  Papa  Leão  XIV . En -    quanto  a  primeira  fecha  o  olhar  para  o  que  ocorre  na  política  global ,  a  segunda  reconhece a    fragilidade  das  forças  sociais  que  poderiam  levar  às  mudanças  necessárias . Uma vira  as  costas    às assimetrias  das relações  internacionais ; a  outra ,embora  ciente desses  males , sente- se de mãos    atadas  diante  da  magnitude  das  tarefas  a  serem  realizadas .  Aquela  representa  a  avestruz , que  enfia  a  cabeça  na  terra ; esta  não  dispoe  de  emcanismos  para  impelmentar  as  devidas  transformações .

Uma e outra  se  veem  paralisadas  A  indiferença  paralisa  quem  não  quer  enxergar ,  ao passo que  a  impotência  é  filha  da  indiferença , na  medida  em  que  esta  última , míope  ou  cega  ao  cenário  atual , contribui  para  cruzar  os  braços . Ambas  são  sintomas de  um conformismo  que se acomoda  ao  status  quo . Uma  reforça  e  confirma  a  outra , o que  vale  dizer  que  ambas se  debilitam frente  às  distorções  do  processo  de  globalização .Processo  que , ao mesmo  tempo ,provoca concentração  de renda  e  exclusão  social . Resulta  que  a pirâmide  socioeconômica  se  torna cada  vez  mais acen-tuada :  a  distância  entre  os  pobres , na  base ,  e  os  ricos ,  no  vértice , cresce  de  forma inversa  e  progressiva .



No  terreno  da  indiferença  ou  da impotência , Francisco  e  Leão  propõem , respectivamente ,  uma    "  cultura  da  solidariedade  "  e  uma  "  cultura  da  reconciliação  " . Também  aqui  não  será  difícil  verificar  uma  visão  aproximava , com  nuances  diferenciados . De  um  lado , a  reconciliação leva   a  apaziguar  os  corações  de  outro , a  solidariedade  leva  a  estender  a  mão  ao  próximo . 

A  primeira  procura  superar  tensões , ruídos  e  mal  -  entendidos  . A  segunda  avança  um  passo  adiante  no  sentido  de  propor  uma  açãao  fraterna  e  solidária . Uma  prepara  o  terreno  para que      a  outra  passa  lançar  a  semente  e  colher  os  frutos  da  justiça  e  de  paz . 



Os  dois  Pontícies  se  completam  recíprocamente . Na  sua proposta , a indiferença  e  a  impotência  tendem  a  ser  superadas  pela  via  da  solidariedade  . A  proposta  levanta , porém , questões inquie-  tantes .Exemplo : como  reconciliar  palestinos  e  israelitas , russos  e  ucranianos  ?  Como  derreter    o   gelo  que  une  e  separa  países  e  regiões  limítofes  ?   Como  enfrentar  a  violência  étnica   ou    político   ideológica  em   tantos   lugares  do  planeta  ?   Como   reconhecer  a   violência  que   fere  aqueles  que  são  mais  próximos ,   que  moram  debaixo  do  mesmo  teto  e  que ,  em  geral  , tem  como  vitímas  mulheres  e  crianças  ? 

A  tarefa  não  é  fácil  . Ganha  com  a  violência  e  com  a  guerra  quem  fabrica  e  vende  armas .  Nas  entrelinhas  dos  discursos  políticos  e   dos  acordos  de  paz ,  escondem - se  os  interesses  inconfessados  e  inconfensáveis . Em  nome  do  desenvolvimento  e  do  bem - estar , avança   sub-  reptícimente  a  corrida  armamentista .  Com  o  pretexto  de  legítma  defesa ,  os  países   buscam  cegamente  se  armas  . E , claro , violência  chama  violência  ! ...

Fonte  -  Jornal  O  SÃO  PAULO   -  pág  4   -   Ponto  de Vista   -   Opinião                                               Data  -  12  a  18  de  novembro  2025   -  Padre  Alfredo  José  Gonçalves -  Sacerdote  da  Pia  Sociedade  dos  Missionários  de  São  Carlos  e  Vice  -  presidente  do  SPM  ( Serviço  Pastoral          dos  Migrantes  )   da  CNBB


quinta-feira, 28 de maio de 2026

Integração dos ricos e desintegração dos pobres

  




A  RIQUEZA  em suas várias  formas ,da imobiliária ,é  verdadeiramente  o único fenômeno global      que  ampliou  e  homogeneizou  os  padrões  de  comportamento das  elites  cosmopolitas  mundiais .    Pode  - se  dizer  esse  tipo  de  "  globalização  "  produziu  finalmente  uma  burguesia internacional      que extrapalou  o  reduzido grupo  da  " aristocracia  dos negócios  " do  mundo  anglo - saxônico do  final  do  século  20 . Hoje , a  chamada  " sociedade  civil "  intercionalizada  inclui  desde  o  milio  -nários sauditas ,  asiáticos e  latino  - americanos  até  os  capo  das  máfias  internacionais  dos  ne  -  gócios  das  drogas  e  das  armas , numa  promiscuidade  celerada . A  " sociedade "  globalitária   or- ganiza - se  em  várias  redes  cruzadas transnacionais  de  comunicação  de  burocracias  privadas  e  públicas que  servem  de  intermediárias  no  mundo  dos  negócios , além de  agentes  ostensivos ou    secretos  do  poder  político  da  "  pax  americano  " .

Na geoeconomia  do  comércio  e das  finanças  internacionais ,o movimento de expansão  e concen-    tração  do  capital  foi  realizado  sob  o  comando  das  redes  de  corporações  e  de  bancos  transna- cionais . Apesar do  aumento  das  relações  extrafronteiras  , o  peso do  grande  capital de países  de  origem anglo - saxônica  continua  dominante .O  paraiso dos  ricos ,porém , começou a  expandir -se  sobretudo  a  partir  da  especulação  nos  mercados  de  euromoedas  e  da  proliferação  de  paraísos    fiscais  em  todas  as  regiões  fronteiriças  do  mundo , apoiados  nas  políticas  de  liberalização  das    contas  de  capitais  com  o  exterior  que  se  acelerou  nas  últimas  duas  décadas  ( nos  dados   de    origem  do  investimento  direto  estrangeiro  do Banco  Central ,  a  importância  de  Cayman foi  de      22 %  do  IDE  em  1997 )  .  Em  termos  de  volume  de  negócios , as  praças  finaceiras  de  Wall  Street  e  de  Londres  converteram - se  em megacentros interligados , a  partir  dos quais as grandes  empresas  e  bancos puderam  operar  o  gigantesco  endividamento  externo  dos  EUA  e ,ao mesmo  tempo , alterar  o  perfil  da  riqueza  privada , acentuando  a  sua  forma mobiliária  e seu caráter ren-  tista  e  especulativo .

A  pobreza  proliferou  com  o  aumento  do  desemprego ,   com  a  precarização  das  condições  de    trabalho  e  com  a  destruição  da  pequena  produção  independente  em  vastas  regiões  do  mundo  subdesenvolvido . Tornou - se , porém , cada  vez  mais  heterogênea  tanto  pela  diferenciação  cres-cente  dos valores  monetários  do  " custo  de  reprodução "  da  subsistência  urbana  e  rural em dis-    tintos  países  como  pelas  estratégias  de  sobrevivência  física  e  social  , que  são  estremamente  variáveis  em  termos  regionais  e  culturais .

No  plano  multinacional  encontram -se  organizações  não-governamentais  em  rede , que  tentam  combaterr  a  fome  e  lutar  pela  vida  em  várias  partes  do  mundo , nos  centro metropolitanos  e  nos  países  periféricos  mais  atingidos  pela  violência  da  desintegração  social  e  políticas .A mai -  oria  delas  acabou se  unificando  em  movimentos  " antiglobalização  neoliberal " . No  plano  na-  cional , os  partidos  que  mantém  a  tradição  de  esquerda  e  os  Estados  nacionias  desenvolvidos  que  não  abriram  mão  de  manter  um  número  das  conquistas  do  Estado  de  bem - estar ( o  que  incluía  os  EUA  até  recentemente )  têm  segurado  o desmonte  completo  das  políticas  universais    de  seguridade  social .

No  Brasil de  hoje , é  urgente  enfrentar  os  problemas  da  " globalização   perversa " , sobretudo o  da  pobreza , o  do  emprego  e  o  da  extensão  da  rede  de  proteção  social  dentro  do  espaço  na-cional . Tendo em vista  que  anda  liberalizante  vai  continuar  em  2002 ,  com  a  segunda  geração  de  reformas  e  com  as  negociações  da  Alca , comandadas  por  um  novo  e  mais  duro  Consenso      de  Whashington  e  pelas  nossas  burocracias  cosmopolitas , é  preciso  oferecer  uma  resistência      social  e  cívica  crescente , como  a  que  se  verificou  recentemente , com  o  apoio  do  Poder  Judi-  ciário  e  de  parte  substancial  do  Congresso Por  outro  lado  , defender -se  o  melhor  possível da  violência do capital  financeiro  rentista  e  especulativo  significa  não  permitir , a  pretexto  de" fi -nanciar  o  balanço  de  pagamentos " , a  entrada  de  capitais  exteros  privados  sem  limites  e  sem    controle  nem  aceitar  regras  rígidas  do  FMI  para  o  fiinaciamento  interno  das  empresas estatais    dos  gastos  sociais  .

Anne  Krueger ,a nova  gerente  do  FMI , acabou  de publicar uma  proposta  para  " concordata " da  dívida  soberana  de  " países  emergentes " . Apesar  de  aparentemente  " progressista " porque  fala  em  controle  do  câmbio  e  em reestrutaração  da  dívida  externa , a proposta  é  uma racionalização  brilhante  da  posição  dos secretários  do  Tesouro  norte - americano  e  a  canadense . Está ímplicita    a  suposição  de  que  a  dívida  privada   externa  ( no  nosso  caso , US$  130  bilhões ,dos quais dois  terços  são  devidos  pelas  empresas  que  participaram  das  privatizações  )   seja  negociada  como      " dívida  soberana "  do  Estado  brasileiro  através  de  um  " mecanismo  formal "  em  que  última   instância , as  negociações .



O  Brasil  não  precisa  ser  uma  potência  tecnológica  e  militar  para  exercer  a  sua  soberania ,até  mesmo  no  controle  do  câmbio  e  nas  negociações com  os credores .Precisa  de  um Estado demo-cratizado  e  verdadeiramente   republicano  que  seja  capaz  de  defender   os  interesses  da  nação .  Para isso , terá  de  mudar  as suas  bases  de  sustentação  social e  política  que  lhe permitam afastar    do  governo  do  país  as  oligarquias  e  as  plutocracias   "  globolitárias   " que  destroem  o  próprio  Estado  e  a  sua  capacidade  de  ação  defensiva  e  de  proteção  social .

Jornal  FOLHA  DE  SÃO  PAULO  -  Ano  2002   -   LIÇÕES  CONTEMPORÂNEAS                      Maria  da  Conceição  Tavares  , 70 , economista , é  professora  emérita  da  Universidade  Federal     Rio  do  Janeiro  ( UFRJ )  , professora  associada  da  Universidade  de   Campinas   (  Unicamp )  e   ex - deputada  federal  ( PT - RJ ) .



terça-feira, 26 de maio de 2026

VIDA GANHA - EMPREGA

 




Para  aprender  a  lidar  com  seu  chefe  e , quem  sabe  dobrá  -  lo

Especialistas  ensinam  como  melhor  o  relacionamento  com  o  superior  no  trabalho 

O  chefe  pede ,você  desempenha  a  tarefa  pensando  estar  no  caminho  certo ,mas  o resultado            não  é  bem  o  esperado .  Pode  até  ser  um  erro  totalmente  seu , mas  o  mais  provável  é  que      exista  um  problema  de  comunicação  com  o  superior .Saber  compreender  e  fazer  aquilo que        lhe  é pedido  é  o  maior  desafio  nas  relações  de  trabalho , e conhecer  o perfil  seu líder  ajuda          a evitar  conflitos .Por isso , EXTRA  apresenta  algumas  dicas a  seguir . Afinal , tudo passa pelo        chefe : promoção , demissão , reconhecimento  e  até  motivação  diária .

O  executivo  de  Recursos  Humanos  Gonzague  Dufour  autor  do  livro  "  Como mandar no seu        chefe  "  ,  da  Editora  Saraiva ,  mapeou  os  seis  perfis  mais  comuns  para  que  os  funcionários      saibam  como  melhorar  as relações .Ele  alerta  que  tudo  depende  também de como  é o próprio  comandado . 

-  Aprendi  muito  com  os  perfis de chefe  cientista  e , bonzinho ,mas  o  umbigo  vai muito contra    os  meus  valores ,  e  acho  difícl  lidar  com  ele  -   afirma  o  executivo  americano ,  que trabalha    na  Bacardi  desde  2009 . 

Lídar  com  o  superior  depende  também  de  seus  próprios  valores  e  expectativas 

Para  Dafour , a saída  para  melhorar  o  relacionamento  é  pensar  que  o  chefe  está  no  cargo por-que  é  bom , e  não  é  um  idiota . Se  decidir  ficar  na  empresa , mesmo  com  conflitos , é  importante  aprender  a  lidar  com  ele , ser  um  bom  ouvinte  e  ter  bom  senso  de humor .

Saber  ouvir  e  dialogar  é  fundamentsl 

-  Tudo   como  bonzinho , o  empresário  Pedro  Salomão , de 34  anos , sócio da Rádio  Ibiza ,uma  espécie  de  agência  de  publicidade  musical , garante ,uma  rotina  diferente  para  reforçar seu  ca-risma . Ele  beija  todos  os  50  funcionários   ( do  motoboy  aos  sócios )  ao  chegar  ao  escritório ,    em  Copacabana , permite  horários  flexíveis , com  direito  a  saídas  para  um  mergulho  na praia ;    e  até  deixa  que  façam  brigadieros  no  trabalho , para  que  lidem  com os dias  da  TPM .

-  O  bom  líder  é  muito  mais  um  cuidador  do  que  um  chefe . Gasto  metade  do meu tempo re -cebendo  as  pessoas  para  saber  como  anda  a  vida  delas . 

Bater  papo  é  mesmo  regra  do  coach  ( espécie  de  orientador  de  excutivos )   Homero  Reis  :  

-  É  importante  criar  espaços  como  um  café  ou  um  intervalo  para  conversas  -  ensina . 

O  consultor  Eduardo  Ferraz  reforça  que  , se  o  superior  não  for  aberto  ao  diálogo  , o RH da  empresa  deve  ser acionado  para  resolver  conflitos . 

-  Ponha  -  se  no  lugar  do  chefe  e  entenda  que  sempre  existirão  diferenças . 

-  INTIMIDADOR  

É  um  tipo  agressivo , que  dá  ordens  e  controla  tudo . Pode  produzir  ótimos  resultados , mas  também  se  tornar  uma  pessoa  difícil  no  ambiente  de  trabalho  .

-   BONZINHO 

-  Personalidade concentrada em acumular  e  consolidar  o poder. Extremamente brilhante  e sagaz,     tem  facilidade  de deixar  ressentidas  as  personalidades  controladoras .

-  CALEIDOSCÓPIO  

Cheio  de energia , é dramático  e  voltado  à  ação .Não tolera  burocracia  ou  qualquer  outra coisa      que  exija  paciência . Sua  impuosividade  pode  causar  problemas  ao  grupo .

-  ESTRELA  

Altamente  lógico  e  aberto  ao  feedback . Também  pode  agarrar - se  teimosamente  a uma  teoria  nada  racional , podendo  ficar  distrído  e  com  difícil  comunicação  nesse  estaddo .

-  CIENTISTA 

Tem  um  grande  ego  a  ser alimentado .Pode  levar  o grupo  a  decidir  e  executar com capacidade,  mas  também   pode  perturbar  as  pessoas  , pois  tudo  gira  ao  seu  redor .

-  UMBIGO  

Tem um  grande  ego  a  ser  alimentado .Pode levar  o  grupo  a decidir  e  executar  com  capacidade,    mas  também  pode  perturbar  as pessoas  , pois  tudo  gira  ao  seu  redor .

Jornal  -  Extra  - Globo   -  Capa  -  Rio  de  Janeiro                                                                                    Data  -  25  de  Março  de  2014   -  Diana  Figueiredo  





quinta-feira, 21 de maio de 2026

Como a Inveja Atrapalha o Sucesso Profissional

 



Susan  Berkley ,uma das maiores autoridades  do campo das comunicações nos EUA ,,tem usado nos  seus  programas de  treinamento  e  nos  cursos  que  dá , as  descobertas  de  Norbert  Keppe junto  a  centenas de pessoas  que  querem  se  beneficiar  através  da  conscientização  do problema  da inveja .    E  como  os  americanos  vêm  se  beneficiando dessa sabedoria ?  

É mais  do  que  sabido  que  o  americano  é  amante  do  sucesso , é  um  realizador . e sofre tremen-damente se  não  consegue  poder , dinheiro  e  prestígio  social . Ser " number  one "  ( número  um )      naquilo  que  faz , é  uma  ordem , uma  pulsão  gravada  na  sua  psicogenética .

Mas  nem  todos  podem  ser  " number um " .  E  dentro  desses  " perdedores "   estão  aqueles  que    sucumbem  ao  fracasso  e  que  se  deixam  dominar  por  crises  psíquicas  e  sociais  podendo  até        levar  a  doenças  mentais  mais  graves .

à  primeira  vista , a  pessoa  que  não  consegue  sucesso  no  que  faz  sempre se  justifica argumen -tando  que  não  tem  capacidade , ou que  não  tem  sorte , ou  não  teve  as mesmas chances na vida  que  os  outros  bem  sucedidos .

Raros  são os que desconfiam  que ,atrás desse desejo  consciente de serem  vencedores , pode  haver      um  problema  de  autosabotagem , que  os  impede  de  chegar  lá . A  isso  nós chamamos de inveja .

Por  que  eu  não  tive  sorte  na  vida ? É  a  pergunta  que  o  fracassado  faz  aos  outros  e diante do  espelho .

Ele  não  se  pergunta  : Por  que  eu  não  quis  fazer  o  que  precisaria  para  vencer  na  vida ?  Por  que  eu  não  estudei  o  que  havia  na  épocs  que  devia ?  Por  que  abandonei  um  trabalho  justa-mente  na  hroa  que  poderia  subir  de  cargo  e  ganhar  mais  experiência ?   Por  que  não me  con-trolei  emocionalmente  e  não  procurei  me  entender  melhor  com  meu  chefe ou  com  meus  co-legas  de trabalho  ?  Por  que  eu  adio  tudo  o  que preciso  fazer  e  o  que  é  mais importante  pa -    ra  mim  é  o  que  eu  deixo por  último  ?  Por  que  eu  não  aguento  trabalhar  num  ambiente  on-        de  meus colegas  desempenham  -  se  melhor  do  que eu  e  através  de  quem eu poderia aprender  muito ? 

Afinal  o  ser  humano  pensa  que  quer  o  bem  para  si , mas  na  realidade , rejeita tudo aquilo que    poderá  lhe  benficiar .

La  Rochefoucauld  disse :  "  É  preciso  ser  mais  virtuoso  para  suportar a  prosperidade do que  a  sorte adversa  " . Norberto  Keepe  diz :  " O bem sempre  é  difícil  de ser  aceito ; acostumamo - nos    a  pensar  que  desjamos  o  bem , porque  seria  uma  conduta  racional   -  portanto , agimos  basica -mente  pelas  emoções ,que  se  fundamentam  no  sentimento  de  inveja ,que  é  invertido ; " e acres-  centa  :  " a  inveja  é  dirigida  justamente  às  pessoas  e  coisas  que são  mais  indispensáveis  ( ... ) impedindo - se de  usufruir  aquilo  que  mais  precisa .Neste  caso  o  invejoso  destrói  sua fonte  de  felicidade  e  bem - estar  " .

A  Autossabottagem  

Sendo  assim ,  o invejoso  ( e  como  invejoso  podemos  dizer  que  todos  nós  somos , num  maior    ou  menor  grau ,dependendo do nível  de  consciência  que  tenhamos  do  fenômeno ) , sempre lutar´ contra  aqueles  que  lhe  despertam  inveja  -  os  indivíduos  mais  capazes  e   bem  sucedidos .  Ao invés  de  tentar  admirar , aprender  e  se  identificar  com  a  pessoa  que  lhe  é  superior ,o invejoso  se  afasta  dela , quando  não  a  ataca , e  perderá  a  chance  de  se  beneficiar  e  ser  ajudado . 

Fonte  -  Jornal  Científico  Trilógico  pág  2  -  n º  74  -  Ano  VI  -  STOP                                          São Paulo  -  Distribuição  Gratuita  -  300  mil  exemplares  - Leitura  Terapeutica                                  " Claudia  Berndart  de  Souza  Pacheco , vice  -  presidente  da  SITA   -                                    Sociedade  Internacional  de     Trilogia  Analítica  , psicanalista  e  escritora 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Os bajuladores estão em todo lugar . Até em livro

 



Jornalista  norte  -  americano  conta  a  história  da  bajulação , com  muito  humor  

A  maioria  não  assume  que  é . Muitos , não admitem que têm . Apesar  disso , eles estão por toda      a  parte . Nas  empresas , escolas  ou  por circulos de  amigos. Os  puxa  -  sacos  já fazem parte  da      cultura popular . Todos  conhecem  pelos menos um . São  quase obrigatórios nos programas humo-rísticos , na  literatura  e em piadas .

O  personagem  Athaíde ,interpretado  pelo  ator  Luiz  Carlos  Tourinho no programa Sai de Baixo,    da  Rede Globo , é  o típico  puxa - saco  "  profissional  " .

A  bajulação ,porém , não é  exclusividade  do brasileiro  .Séculos antes  de  Cristo , na Grécia, esse    procedimento  era  considerado  uma ameaça  à democracia .No  Egito  antigo , o puxasaquismo con- tinuava  após  a morte dos governantes . Nas tumbas  eram  registradas cenas de batalha das quais os      monarcas  jamais  tinham  participado .Durante a renascença ,nobres europeus eram frequentemente    retratados mais belos do que eram pelos pintores .   

O jornalista norte - americano Richard  Stengel mostra no livro bem - humorado " Você é o máximo "    -  A  História  do  Puxa  Saquismo   , lançado  no mês  passado  pela  Editora  Câmpus .

Nos  dias  de  hoje , também há  pessoas  que  dão  "  a  cara  para  bater  "   no  lugar  dos  patrões . "  Já  me  meti  em  briga  feia , dentro  da  empresa , para  defender  minha  chefe  "  , conta  a  super-visora  de   marketing  Ticiana  Gomes  , de  24  anos . "  Dizem que sou  puxa  -  saco ,mas não me  importo . Tenho  admiração  e  carinho  por  minha  chefinha  ' .

A  empresária  Élida  Blumenthal , de  32  anos  , " a chefa " , considera  Tânia  seu  braço  direito . "  ela  é  uma  puxa  -  saco  do  bem  " , brinca .

Assumir  esse  papel , entretanto , tem  seu  preço . Há  poucas  semanas  , Ticiana foi escalada para    participar  de  um  rali  no  litoral  norte ,  no  lugar  da  Élida ,  que  trabalha  com  esporte  radicais .    "  Foi  uma  aventura  terrível ,  o  trajeto  era  muito  difícl  ,  cheguei  a  pensar  em  desistir  , mas  aguentei  até  o  fim  "  ,  orgulha  -  se  Ticiana . 

Doces  - Ainda  que  pareça interessante  receber  constantes  elogios  e  atenções  especiais , a  si  -tuação  pode  provocar  alguns desconfortos .  Foi  o  que  aconteceu  com o  ex - gerente do banco  Luiz  Antônio Cardoso de  66 anos , quando  ocupava  um  cargo  de  chefia  em  uma  agência ban- cária ,  no  interior  do  Estado.

Um  funcionário da  empresa insistia  em  levar , quase  todos  os dias, bolos  e doces caseiros para  Cardoso . Ele chegou , até , a  comprar  algumas  peças  de  roupa  parecidas  com  as  de  Cardoso.

"  Terminou  virando  piada  ", recorda - se .Os colegas  de  trabalho chamavam  de  " Fernandinho ", uma referência  ao  personagem  de  um  comercial de  camisas , em que os funcionários elogiavam    as  roupas  e  procurando  imitá - lo .

"  A   situação  era  constrangedoura  " , diz  o  ex- gerente . Em  sua  opinião , o  procedimento  po -  deria  surtir  efeito  contrário  ao  que  era , provavelmente , esperado  pelo  rapaz . "  Se  tivesse de  promovê - lo, as  pessoas  achariam  que  eu  havia  caído  na  sedução  dele " .

Para  o  empresário  Ricardo  Bernd ,  os  puxa - sacos  têm  época  certa  para  aparecer  em  geral ,  entre   os  meses  de  setembro  e  outubro .  Ele  e  os  sócios   organizam  há  cinco  anos  o   City  Bank   Credicard  Champion ,um torneio  de  tênis  fechado  , num  resort  em  Itaparica , na Bahia,    apenas  para  convidados , sempre  em  novembro .

" Semanas  antes , recebemos  telefonemas , muitos  elogios  e  alguns  presentes , em  geral    be  -  bidas  importadas " , conta  Bernd . Ninguém  diretamente  para  ser  convidado . Mas  sobra  baju  -lação . No ano  passado , ele  recebeu  um  deses  telefonemas  elogiosos , de um  conhecido  em-presário  paulista , a  um  mês do  torneio , agradecendo  o  convite  do  ano  anterior . " O jeito  é  encarar  esse  assédio  com  bom  humor " , afirma  o  empresário . 



Estudo  com  macacos  mostra  que  atitude  pode  ter  causas  biológicas 

Comportamentos  submissos  fazem  aumentar  a  sensação  no  " bajulado " 

O  puxa -saquismo  pode  ter  causas  biológicas . O escritor  Richard  Stengel  cita no  livro  " Você "    é  o  Máximo "  -  A  História  do  Puxa - Saquismo  uma  pesquisa  para  sustentar  a  hipótese . Um  estudo  realizado  recentemente  com  macacos  mostrou  que  o nível  de  serotonina no cérebro des-  ses  animais  aumenta  quando  vêem  comportamentos submissos  em  relação  a  eles , por  parte de  outros de sua  espécie . O estudo foi  realizado pelo  professor  Michael  McGuirre , da Universidade    da  Califórnia ,em  Los  Angeles  (  UCLA ) .

A  seratonina  é  um  neurotransmissor  responsável  pela  sensação  de  satisfação . Quando  a  subs-tância  aumenta , o  mesmo  ocorre  com a  impressão  de  bem - estar  . se  o  processo  funcionar  da  mesma  maneira  com  seres  humanos , o  poder  - ou  a  proxinidade  dele  - é  capaz  de  agir  como    um  processo  afrodisíaco .  Aceitar  e  incentivar  o  puxa-saquismo  seria , nesse  caso , apenas uma  maneira  de  atingir  a  sensação  de  bem -  estar . 

Propósito - Para  Stengel , a  tentativa  de  ascender  socialmete  mantendo -se por  perto de  pessoas    que detém o  poder  é  inerente  à  raça  humana . O puxa -saquismo , entretanto, é exclusividade das pessoas . 

Entre  os  chimpanzés , por  exemplo , pesquisadores  observaram  atitudes  da  reverência  ao  chefe  do  grupo . O  líder  aceita  ser  coçado  como  uma  homenagem  que  lhe  é  devida . Antes , porém ,  os  macacos  trocam  saudações , com  guinchos  e  mesuras . Muitas vezes , quem  faz  a reverência  oferece  objetos  como  folhas  ou  gravetos  ao  líder .

Entre esses  animais ,a bajulação  tem  fortes  motivações  genéticas .Como  é  o  lider  quem autoriza  o  acasalamento  de  outros  machos  com  as  fêmeas  , estar  nas  boas  graças  dele  significa maiores  possiblidades  de  reproduzir - se  e  deixar  descendentes .

Tanto  entre  os  primatas  quanto entre  os  seres  humanos , a  bajulação  é  uma  forma  disfarçada de  competição , que  evita  o  confronto  direto . E , p ortanto ,  preserva  o  indivíduo . Bajular ,  porém ,    não  significa , necessariamente , mentir . Segundo  Stengel , a  bajulação  é  um  elogio  dotado   de  propósito . Em  alguns  casos , é  excessivo . Em  outros , pode  ser  legítimo .

De  qualquer  forma , tem  objetivos  práticos  -  conseguir  maior  simpatia  de  alguém , um convite    para  uma  festa  ou  a  garantia  de  uma  promoção ,  por  exemplo .  É  um  tipo de manipulação da  realidade  que  tira  proveito  da  valorização  do  outro  para  benefício  próprio . ( GI ) 

Fonte  -  O  ESTADO  DE  SÃO  PAULO   -   pág   C 8   -   COMPORTAMENTO                              Data  -  Domingo ,  4 de  Março  de  2001  -   CIDADES  -  GLAÚCIA  LEAL 

terça-feira, 19 de maio de 2026

Os santos são uma mensagem para o povo





"  O  desígnio  do  Pai  é  Cristo  e  nós  nele .E última anãlise é  Cristo  que  ama  em  nós ,porque        a  santidade  '  mais  não  é  do  que  a  caridade  plenamente  vivida ' .Por  conseguinte  , ' a medida        da  santidade  é  dada  pela  estatura  que  Cristo alcança  em  nós , desde  quando , com  a  força do        Espírito Santo ,modelamos  toda  a  nossa vida  sobr  à  Sua ' . Assim ,cada santo é  uma mensagem        que  o Espírito  Santo extrai  da  riqueza  de  Jesus  Cristo  e  dá  ao seu  povo  "  ( Gaudette  et exul-    tate , 22 )  

Tem mensagens  que são  para sempre , outras  passam , e outras  vamos  redescobrindo por motivos    particulares, como  eu . Por eu . Por  causa do nome  " Partido  "  me  interessei por  descobrir  quem      foi  São  Patrício  e  encontrei  uma  oração  famosa dele , que foi composta  para  dar  uma resposta        ao povo da  Irlanda , que  vivia nas  superstições e na  idolatria . 

Hoje também  idolatrias e feitiçarias  estão surgindo no  meio do  povo .Ofereço - te para  rezar ,esta  belíssima oração de São  Patrício , cuja  centralidade  é  Jesus  Cristo .São  Patrício  viveu  uma aven - tura  no  século IV  : foi  raptado  se converteu , foi  monge  e  bispo , e  realizou  a  evangelização da    Irlanda . Ele  explicava  para  o  povo  o  mistério  da  Santíssima   Trindade  com  a  folha  do  trevo :    uma  única  folha  com  três  folhas  unidas  e  separadas .  Ainda  hoje  na  festa  de  Sao  Patrício os    irlandeses  e  americanos  de  origem  irlandesa  andam  com  um  trevo  na  lapela .

Esta belíssima oração nos  ajuda  a  sentir  Jesus  como  único  centro  da  vida  e  onde  nós vivemos    circundados  pela  força  de  Deus em  todas  dificuldades .Os santos são um  dom do  Espírito Santo,  que  nos  impulsionam  a  seguir  o  exemplo  de  Jesus , modelo  de  toda  a  nossa  vida .


ORAÇÃO   DE  SÃO  PATRÍCIO 

Levanto  - me , neste  dia  que  amanhece , por  uma  grande  forç , a  invocação a  Trindade , pela fé  na  Tríade  , pela  afirmação  da  unidade  do  Criador  da  criação .

Levanto  - me ,  neste  dia  do  que  amanhece , pela  força  do  amor  dos  Querubins ,em obediência  aos  anjos ,a serviço  dos  arcanjos ,pela  esperança  da  ressurreição  e  do  prêmio ,pelas orações dos  patriarcas , pelas  previsões dos profetas , pela  pregação  dos  apóstolos  pela  fé  dos  confessores  ,    pela  inocência  das  virgens  santas , pelos  atos  dos  bem - aventurados . ( ...  )

Cristo  guarde-me  hoje  contra  veneno , contr  fogo , contr  afogamento ,contra ferimento , para que  eu  possa  receber  e  desfrutar  a  recompensa .

Cristo  comigo ,  Cristo  à  minha  frente  , Cristo  atrás  de  mim ,  Cristo  embaixo  de  mim , Cristo  acima  de  mim , Cristo  à  minha  direita ,Cristo  à  minha  esquerda , Cristo  ao  me  deitar , Cristo a    me  sentar , Cristo  a  me  levantar , cristo  no  coração  de  todos  a  quem  eu  falar , Cristo  na  boca  de  todos  os  que  me  falarem ,  Cristo  em  todos  os  olhos  que  me  virem  ,  Cristo  em  todos  os   ouvidos  que  me  ouvirem . Amém 

Fonte  -   Revista  O  MÍLITE  -   pág   19  -   O  CAMINHO  É  JESUS                                                    Data  -  Maio  de  2024  -  FREI  PATRÍCIO  SCIADINI   - Carmelita  descalço