sexta-feira, 12 de junho de 2026

Que confusão é essa ?





Queridos  leitores , desculpem  o  desabafo , mas  estã  sendo largamente  distribuídos: criação            afetiva, criação  neurocompatível , disciplina  positiva , comunicação  não  violenta ,  desmame              gentil  - isso  para  falar de educação dos filhos - contar  as  inúmeras teorias  de  liderança senti- mentalista , que pregam  um  excesso  de  cuidado  e  motivação, a  necessidade  de  ser  querido            pela equipe , de  ser  um  verdadeiro " manobrista " de  emoções  e  comportamentos  imaturos .            Tudo  o  que  se  fala precisa ser muito  calculado  para  não  gerar  estresse .

Se ampliarmos ainda mais  o  olhar , encontraremos  as  caixinhas  determinadoras  - os tatuados            ( são  de  classe  média  baixa  com nível  cultural  duvidosos ) , os  que  fazem  lutas  marciais                ( fortes , disciplinados  e  virtuosos ) , os  gordos  ( não  confiáveis , escravos  da  gula ) , os  tra-    dicionalistas  ( farisaicos , ditadores  de  regras  morais ) , os  que  se  separaram  e  voltaram  a                morar com os pais ( imaturos , dependentes , fracos ) , enfim , onde  estão  as  pessoas  únicas  e  irrepetíveis  que  têm  de  ser  verdadeiramente  conhecidas  omo  são  e  compreendidas  nas cir-  cunstâncias  em  que  vivem ?

Olhando para a educação dos filhos , será  que  podemos  dizer  que  somente respeitam a criança    aqueles pais que seguem  esta  ou  aquela proposta  engessada  e  recém - criada  de parentalidade ? 

Eu me assusto quando vejo tamanha  limitação - percebo  e  recebo  em  meus atendimentos pais        inseguros , sem  ação , porque  seguem  " maniais " que  ditam  se  devem  agir  desse  ou daquele  modo , que  devem  falar  desse ou daquele  modo , que  devem  falr  isso  e  jamais  falar daquilo ,        que  determinadas atitudes  poderão  prejudicar  muito  os  filhos , trarão  marcas  negativas ...  e ,        com  isso , algumas  gerações  de  pais  estão  completamente  inseguros  e  sem  ação  educativa  eficiente  . Por  medo  de  errar , traumatizar , ou  por preguiça  de  pensar , abandonam os  filhos        aos seus próprios  impulsos  e  assistem  ao  crescimento  deles  como  se  fossem  plantas .

Ninguém  mais sabe  fazer  o  básico  bem-feito  : orientar ,corrigir  com  amor  e  firmeza , formar    filhos  para  que sejam  homens de bem - fortes , resilientes , que sobrevivam  às inteméries da vida      e  aprendam  com elas .

O  que  muitas  gerações de pais  fizeram  por  séculso  - deeidiram o  que  a  criança  comeria,   que      roupa  vestiria , em  que  escola  estudaria  ... hoje  de  tornou  quase  crime  :  como  a  criança  não      escolhe  sua  própria  roupa , como  não  decide  o  que  comer , não  posso  obrigá - lo  a  ficar  sem    celular  se  todos  têm ... O  que aconteceu  com  a  capacidade  de  pensar , de  entender  a missão  e  papel  de  cada um  na relação , de se posicionar  com  clareza  e  sem  medo  de perder  o  amor dos  filhos ?  Que medo  é  esse de traumatizar ?

Importante que saibam  não há  vida sem  traumas , não existe  existência  sem  dificuldades e adver-sidades . Ser  empre  amado  e  nunca  odiado  é  humanamente  impossível ...

Na  viada  real , não  seremos  pais  perfeitos , mas  podemos  ser suficientemente  bons , como diria  Winnicott . Vamos  errar ,mas  podemos  aprender  com  nossos  erros , corrigi-los  e iluminar  a vida  dos nossos filhos  com  a  humiçdade  que  isso  reflete , pois essas alminhas em formação dependem  de  nossa  luta  por  conduzi-las  na  aprendizagem  sobre  a  vida .

Não  há  receita  pronta , e  muito  menos  perfeita , do  tipo  " As  três  coisas  que  você  deve  fazer  para  seu  filho  ser  honesto " ou  "  As  três  coisas  que  não  deve  fazer  para  que  não  se  envolva  com  pornografia " . As  pessoas  são  complexas  e  as  circunstâncias  são  diferentes  -  o  que  fun -    ciona  para  um  nem  sempre  funciona  para  o  outro . 

Portanto , não  há  caminho  fácil ;  o  que  há  -  é  a  boa  notícia  ´é  caminho  mais  seguro , aquele  conduz  a  Deus ,  o  caminho  do  compromisso  árduo com  a  formação  própria  e  dos  filhos ,   o    caminho  da  certeza  de  que  o  melhor  é   quase  sempre  o  mais  trabalhoso .  O  caminho  de  co-  nhecer  a  cada  filho e  de  saber   - se  guia  de  cada  um ,preparando - se  para a  aventura  de viver,  para  tornarem - se  o  melhor  que  podem  ser . Não  se  contentm  com  receitas  fáceis  e  com  caixinhas , somos  mais  do  que  isso .

Fonte  Jornal  O  SÃO  PAULO  -  pág  5  -   Comportamento  -   Viver  Bem  /   Fé  e  Vida                    Data  -  1º  a  7  de  abril  de  2026   - Simone  Ribeiro  Cabral  Fuzaro  -  é  fonoaudióloga  e  educa-   dora  . Mantém  o  site  www.simonefuzaro.com.br 




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário sobre a postagem.