terça-feira, 29 de setembro de 2026

Família ou farmiglia e o voto

 



Quem  acompanha o noticiário  policial  no  Rio  de  Janeiro conhece  a nomenclatura do  chefes          do jogo do  bicho  e  sabe  que  são  quase  todos  filhos  ou  sobrinhos  dos  contraventores ,  no            melhor estilo  da  máfia na  Itália , como nos  EUA .

Na  política  brasileira , até  aqui ,esta  transferência  familiar  sempre  se  deu em  função  da vo -          cação dos  herdeiros, nascidos  e  criados  em  meio à  política . Mas  semre em  eleições  propor -        cionais , raramente  em  majoritárias  e  para  executivas  em  qualquer  nível . Afinal , lideranças      políticas com voto  devem se voltar  para  atender  o  interesse  público  e  não  engordar  a renda    familiar  com  mandatos . É  preciso  conhecer  a  atuação  parlamentar  ou  ter  o  mínimo  da ex-      periência  e  preparo  para  o  cargo  executivo .




A  prática  do  voto  deveria  obedecer  a  critérios  de  responsabiidade , contemplando  o votado            em  função  de  suas  propostas  e  qualidades .Votar  em  filho , mulher , é arriscar  tornar  o voto        inútil  para  a  sociedade , assim , como  votar  em  ersonalidades  do  mundo  artístici  ou despor -          tivo . A  democracia não deve  ser  apequenada  com  este  tipo  de  motivação  ou  apelação  para            o  voto . O  candidato  deve  herdar  qualidades  do  pai  e  não  votos . 

A  vantagem  desta  desilusão  com  os  políticos  é  que  pode  permitir  uma  maior  responsabili-          dade  do  eleitor  ,  que ,  na  verdade , é   o  responsável  pela  eleição  de  cada  um  dos  eleitos .          Ninguém  chega  a  cargos  eletivos  sem  voto .

A  reforma  eleitoral e  política  se impõe  como  necessária  para  contruir uma  democracia mais        responsável , pois  a  volta  da  claúsula  de barreira  serve  para  diminuir  o  numero  de partidos          e  o  voto  distrital  misto  para  melhorar  a  qualidade  da  representação  . Talvez ,  ainda ,  apro -        veitar  a  proposta  do  saudoso   Francisco  Dornelles  de  "  deputados  nacionais  " , que  seriam  votados  em  todo  país  por  uma  lista  de notáveis , e os candidatos  seriam  apresentados pelos  partidos , mas  os  eleitos  seria  os  mais  votados  pelo eleitorado  nacional .



Falar  em  democracia  com  cenas  de  ocupação  da  mesa  da  Câmara  por  deputados que mais  pareciam  militantes  ou  milicianos  fica  difícl . E  a  culpa  é  tanto  do  eleitor  como  os  prota -    gonistas  da  palhaçada .

Formar  chapas  com  parentes  de  lideranças  vivas ,  mortas  ou  presas  e  apequenar  a  demo -            cracia .

Sucessão  pelo  nascimento   só  nas  monarquias  em  que  os  governantes  são  educados  para  governar  . Improvisar  beira  o  ridículo . 

Fonte  -  Jornal  Correio  da  Manhã   -  pág  2  -  OPINIÃO                                                                  Data  -  Sexta - feira , 28  a  domingo  de  Novembro  de  2025   - Aristóteles  Drumond    



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