quinta-feira, 23 de julho de 2026

DE UMA CHANCE PARA A PAZ

 



Em tantas ocasiões  o  mundo  ( o  parte  dele ) teve  a  chance , a oportunidade  da  paz . Mandela          teve  a  sua chance  e a aproveitou . Hoje  a  África  do  Sul  se  distancia  do  " apartaid " . Ghandi  promoveu uma revolução não violenta, que  libertou  a  Índia do  domínio  britânico . Infelizmente      nem  todos seguem um caminho de paz  ou  da  não - violência . Sholon ,  antes mesmo de assumir          o cargo de primeiro  Ministro de Israel , interrompeu  um  processo  de  paz  ao  invadir  com  suas        tropas a maior mesquita de  Jeruslém - o  Templo  Dourado , daí resultando  também  a  " intifada ".      Bush  e  sua  gangue  ( os  falcões ) , que  já tinham  decidir  invadir  o  Iraque anos antes dos aten -    tados  de  11  de  setembro , não  perderam  a  chance  de  enganar  a  opinião  pública  americana , fazendo - a crer que Sadan estava por trás dos atentados ,e que teve  armas de destruição em massa,      que  poderiam  ser  usadas  contra  os  EUA .



Arafat  teve  uma  boa  oportunidade  de  paz  na época  de  Clinton .O acordo de  Camp David era    bem  razoável . Mais  de  90 %   dos territórios , uma boa parte de Jerusalém e uma indenização pe -        las áreas ainda ocupadas . Mas Arafat ,  provavelmente vítima  do  próprio  radcalismo  com o qual  expunha suas posições , disse  : não .

Não  podemos  deixar  de pensar quanto sofrimento , mortes e destruição  poderia  ser evitada ,caso      o  " destino "  tivesse  seguido  um  outro  caminho  - um  caminho de paz  e  não  de  guerra . 

O mundo ( a  Natureza  e  as  pessoas ) não comporta mais fragmentação .Toda vez que em uma so-    ciedade  se  fazem  distinções  raciais ,  religiosas , ideológicas ,  ou  de  qualquer  outra espécie , o  resultado  é  a  opressão , a  dominação , e  a  guerra . Da divisão surge lados  opostos e antagônicos .  Se um é  verdadeiro , o  outro  é  falso . Se um  é  certo  o  outro  é  errado . Se um  é  judeu , o outro    é  palestino . O  conflito  é  inevitável , uma vez  que  uma  das  partes  ( ou  ambas )  se julga separa    da outra .É necessário  transcendermos  essas ilusões  forjadas  pela mente .A unidade humana trans-cende  " raças "   , " cultura " ,   " religiões " ,   ou  " ideologias " . O  homem  é  que  é  o  mais  im  -    portante .Sua raça ,cultura , religião  e  ideologia  são apenas " roupas " que o revestem .Enquanto a  dignidade humana não for um parâmetro  essencial nos relacionamentos  pessoais , sociais  e  inter-nacionais , e  a  Natureza  um  altar , onde  o  Um se  expressa  em  ininterrupta  manifestação , este mundo  não  será  um  lugar  bom para  morar



Nesse  contexto ,  onde  Deus  e  Natureza  são  inseparáveis ,  energia  e  matéria  são aspectos  de  uma  mesma  coisa , e  o  homem  e a mulher  se  complementam ;  o  Um  se  expressa  através da  multiplicidade  de  espécies , de  raças  e  de  culturas ,  que  envolvem  com  o  passar  do  tempo .  Negar  a  fraternidade  é  na verdade  negar  ao  Criador  no  direito  de  se  auto - expressar  de  di-  ferentes  maneiras , de  interagir  , de  evoluir . 

Infelizmente  nem  todos  tem  essa  percepção  da  vida .  Preferem  acreditar  que  uma  parte da    humanidade  está  separada  da  outra  e  que  pode  explorá  -  la para  benefício  próprio .  Ainda      não  perceberam  que  tudo  que  não  estiver  em  harmonia  com   o  Grande  Todo  não  pode  ge-      rar  senão  desequilíbrio  social  e  ecológico .  Não  perceberam  que  toda  a  ação  gera  uma  re -    ação , que  mais  cedo  ou  mais  tarde  acaba  por   retornar  a  origem .  E  é  assim  que   muitas    pessoas  em  posições  de  poder  ,  seja   por  arrogância ,  ganância  ou  ignorância ,  perdem   a            chance  de  promoverem  a  paz ,  pois  suas  visões  de  mundo  não  estão  sintonizadas  com  a    verdade , mas com  suas  ilusões  e  a  respeito  de  si  próprias  e  de como  as  coisas devem  ser .

Jornal  -  OXIGÊNIO  RICARDO  MASSENA                                                                                           Data  -  Janeiro  de  2005  -  pág   5  

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