quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

O RESPEITO À CURIOSIDADE INFANTIL




A  curiosidade  infantil  desperta  o  educador  para  a  necessidade  de  uma  aula  criativa  e esti-muladora  , na  qual  a  aquisição  de  conhecimento  é  processo  de  cooperação  e  crescimento      coletivo 

A criança  é naturalmente  curiosa , desejosa de saber , conhecer , experimentar . 

Sábia , ela ten  noção , ainda pequena , de que há muito  o  que  conhecer  no  mundo .

Para  perceber  isso , basta  deixá - la  falar, perguntar , questionar , sem  medo de  ouvir perguntas          escabosas ou  difíceis  de  responder " .

A  escola , espaço  de  promoção  do  saber , tem  a função de  proporcionar  momentos  de dúvidas        e descobertas . O educador , enquanto  mediador de  aprendizagem , tem como uma de suas funções,    instigar  a  dúvida , provocar o educando  para a indignação do que  anseia  aprender e mostrar - lhe  que  há várias  fontes  de  saber .

Quando o educador permite que a  curiosidade  de seus alunos invada  a sala de  aula e faça parte de  seu  trabalho , ele está  apostando em  uma  forma  agradável de  aprender  e  ensinar . 

Aprender deixa de ser uma  obrigação , um acontecimento distante da realidade do educando e passa    a  ser  uma  sucessão  de  descobertas .

Para  manter  esse  tipo  de prática , o educador precisa desprender - se das  grades curriculares . Não  ignorá - las , mas  considerar -se  livre e  capaz o  suficiente  para  ultrapassá - las . E ultrapassá - las juntamente com  seus  alunos , permitindo - lhes  participar  de maneira  ativa e presente em todos os     passos  de  sua  aprendizagem . 

Ao abrir  os ouvidos para  as curiosidades  de  seus  alunos , o educador terá que abrir sua mente para  aceitar  os  limites  e  verificar  que  não é o  dono  da  verdade , o  ditador  de  regras  e  o "  discurso  ambulante " , mas sim um  indivíduo pronto a  aprender com  seus  alunos , desde o momento em que lhes permite a interrogação até o momento em que procura  respondê -la  junto com eles . 

Desse modo , ocorre uma articulação com o real ,o saber não se resolve , em acúmulo de informações  mais ou menos eruditas , mas assume  um  caráter  consistente  e  marcante ,  que vai ao encontro das  necessidades interiores  das  crianças 

Foi justamente com o objetivo de ultrapassar os conteúdos pré - estabelecidos para a primeira série do primeiro grau que criei em  miinha sala de  aula um  espaço para o surgimento  de  assuntos  diversos  que  interessarem  aos  alunos . Essa experiência  ocorreu  na  Fundação Bradesco  ( Osasco )  no ano  de  1993 , co meus 40 alunos da primeira  série  G .

A leitura do livro  A curiosidade  premiada   foi  o  ponto de  partida . O livro pertencia à nossa  bibli-oteca de classe e tratava - se de um livro  bem  elaborado , interessante e , principalmente ,suscitador . 

Glorinha  é  a personagem  principal ,uma criança que é a curiosidade  em  pessoa : bombardeia seus  pais , com perguntas  de  todo o  tipo . Esses  se  vêem  desesperados , procuram a  ajuda  de  uma vi -  zinha  muito  sábia  e começãm  a  perguntar  junto  com  a  filha . Respondem  muitas  perguntas  e  descobrem  muitas coisas  também , inclusive que não sabem tudo ... Ao  final da  história , Glorinha  deixa  de  ser  a filha  chata  e  contagia  a  todos com  sua  dúvidas .  A  família  a  ouve  e  crescem  juntos . 

Fonte  - Revista  Comunicação  e  Educação  -  págs  112  e  113  -  Experiência   Data  - setembro / dezembro  - 1995 - Ano II   -  Número  4  -  USP   - Editora Moderna - Cristiane Fernandes  Tavares  Educadora ,  graduada  em  Comunicação  Social e  pós - graduada  em  Psicopedagogia 








 

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