A Pátria - OLAVO BILAC
Ama , com fé e orgulho , a terra que nasceste
Criança ! não verás um país como este !
Olha que céus ! que mar ! que rios ! que floresta !
A Natureza aqui ! perpetuamente em festa ,
É um seio de mãe a transbordar carinhos ,
Vê que há vida no chão ! vê que vida há nos ninhos ,
Que se balançam no ar , entre os raos inquietos !
Vê que luz ! que calor !que multidão de insetos !
Vê que grande extensão de matas , onde impera
Fecunda e luminosa , a eterna primavera !
Boa terra ! jamais que negou a quem trabalha
O pão que mata fome , o teto que agasalha ...
Quem com seu suor fecunda e umedece
Vê pago o seu esforço , e é feliz e enriquece !
Criança ! não verás um país como este !
Imita na grandeza a terra que nasceste !
Fonte - IN , Olavo Bilac , Poesias infantis . 18 ed Rio de Janeiro . F. Alves , 195
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O ALICERCE CÍVICO DA PÁTRIA
Sentimos a fraqueza do alicerce cívico da pátria . E para que a pátria se ja sólidamente nas bases de uma civilização autêntica , para que preserve seu regime político , sua democracia de que tanto precisamos , e para manter a sua boa tradição que se perde , devemos , em unissono , os educadores , de todos os recantos do País e de todas as cátedras , os pais nos recessos dos lares ; os empregadores onde quer que estejam ; as mais altissonates e pode - rosas vozes hertzianas ; todos devemos bradar e lutar por uma filosofia de educação , apoi- ada , por certo , nos valores universais da cultura . Estes tem o apanágio nas letras , nas artes, nas ciências e nos legítimos ideais de nossa civilização brasileira e cristã , sobretudo .
Fonte - Revista do SESI - pág 15 - Ano 1968



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