domingo, 25 de janeiro de 2026

República da Garoa

 



No fim do Império , um movimento tentou separar  São Paulo do resto do país , buscando " purificar  "  a  população com o  sangue  dos  imigrantes 

SERIA  VIÁVEL  UMA  NAÇÃO  com um povo mestiço e localizada em um país de clima insalubre ?  Várias alternativas foram apresentadas no contexto da  crise do final do Império brasileiro ,entre elas a  proposta separatista de um grupo de intelectuais paulistas . Para eles , a solução  seria  emancipar  São    Paulo  do  Brasil .

Representantes  dos interesses de parte dos  cafeicultores do oeste paulista , os principais idealizadores  do  movimento separatista foram  Alberto Salles ( 1857 - 1904 ) ,Martim  Francisco Ribeiro de Andrada  (1853 - 1927 ) , Francisco Eugênio Pacheco e Silva ( 1837 - ? )   e Joaquim Fernando de Barros ( 1841 -    1901 )  . Membros de famílias ligads à economia  cafeeira , todos eles estudaram na  faculdade de Direito de São Paulo , escreveram artigos em jornias da época e , com exceção de  pacheco e Silva , exerceram funções  políticas , como as de deputado provincial e presidente da província .

Usando os jornais como principal veículo para divulgar suas ideias , esses  intelectuais lançaram  mão  ve vários  argumentos . Alberto  Salles , no livro  A  Pátria Paulista  ( 1887 ) , tentou explicar o projeto cientificamente ,numa clara influência de  Ausguste  Comte ( 1798 - 1857 ) .Para  o filósofo francês , a ciência era um poderoso meio de mudança da sociedade e permita uma análise imparcial ,responsável pela manutenção da ordem e garantia do progresso . 

As ideias do  filósofo  inglês Herbert  Spenser ( 1820 - 1903 ) , muito  utilizadas  no  Brasil  da época , também podem ser percebidas no livro de  Salles .Segundo o autor , a  evolução social  seria resultado    de  três fatos : a  destruição  da  monarquia , o  fim  da  escravatura e  a  modernização  da  economia .   No entanto , diferentemente do que  pregava  o  Positivismo , elel não propunha  a  liderança  de  um   déspota  iluminado - um soberano  absoluto ,ainda que inspirado  por  ideias  de  progresso e reforma.  A  influência de  Spencer ajudava a limitar a  atuação do estado , exigindo  funções determinadas para cada órgão , tal como se daria  nas  sociedades  evoluídas . Ao Estado , caberia  proteger as  liberdades  individuais . 

Ao analisar a  situação política brasileira , salles se esforçou para explicar a emancipação  paulista va -  lendo -se da transição da monarquia para a república . O separatismo ao evolucionismo , ele procurou  destituir o  movimente  de  um  aspecto  " revolucinário " que poderia amendontrar  possíveis  adeptos .

O caráter " científico " da proposta solucionava outro problema  : a questão  racial . A noção de nacio-nalidade , construída ao longo do século  XIX , valorizava a  história , a  cultura e  a  etnia em  contra -  posição  a  fatores  externos , normalmente  representados  pelo  estrangeiro . Para  os separatistas , a    integridade  nacional  era  ameaçada  por  elementos  internos  : índios  e  negros . Ignorando  a  pre-sença  desses  grupos , a  melhor  alternativa  para  a  construção da  " pátria  paulista " era  a  adoção  do  " imigrantismo " . Preocupados com  a  preparação  de  um  futuro  de  " ordem "  e  " progresso ",  os separatistas  paulistas , adeptos  das  teorias  racistas  do  século  XIX ,  que  buscavam  explicar cientificamente  a  superioridade  racial branca , acreditavam que  a  entrada  de  europeus permitia        " melhorar "  a  nação que pretendiam  construir .

O  federalismo foi  tema  - chave  no momento em que se discutiam  alternativas  à  unidade  monár-quica . Para  Alberto  Salles  e  matim  Frncisco , ele só pderia ser atingido por meio do  separatismo , mas os  dois  trabalhavam  com  a  ideia de  uma  federação  excludente .  A   " pátria  paulista "  não  reincorporaria todas as províncias  do  Império , como definiu  Sales : " Para nós , a  federação que se  formar , depois da  separação de  São  Paulo , não popderá  ser  senão  sulista . O vale  do  Paraná será  seu  corpo  geográfico . É  esta a nossa  convicção  e  este  o  nosso  vaticínio . Os  relevos orográficos  do  solo , orr um lado ,  e  a constituição  étnjuca  da  população  , por  outro ,nos impõem aquela con - vicção. Eis o que  representa para nós  a  "  Pátria  Paulista  " .

A  opção separatista exigia que se constituísse uma  nação  capaz  de  se  contrapor à  brasileira .Com  exceção  de  Martim  francisco , todos os  outros  membros  do grupo  defenderam  a existência de tra-  dição  históorica , caráter , origem , etnia , limites geográficos  e  identidade  de  interesses  epecíficos na  província . respondendo  a  acusações de  que  a  províincia  estaria  manifestando  "  sentimentos  egoístas " ao  desejar  a  separação , Joaquim  Fernando  de  Barros expôs  sua  concepção  de  nação  :    "  Nunca  a  filantropia  ou a  caridade  foram  bases  da  solidariedade  nacional . Muito diversos  são  os  elos que  devem  ligar  os  povos entre  ( ...)  .No caso desta nosa província relativamente às outras   ( falo  das  que  vivem  à  nossa custa e das  nossas  irmãs  produtoras ) , não se dá essa reciprocidade    - para  elas  tudo ,  para  nós  as  honras  do  bom  pagador  " .  Os  paulistas  argumentavam  que  ar-cavam  com os  custos econômicos  do  restante  do  país . Havia  o  sentimento  de  uma  exploração  por parte  das  províncias que , em  decadência  econômica , eram  vistas como  um  entrave  ao  progresso . 

Para a construção  dessa  nova  nacionalidade , a  figura  do  bandeirante  foi  fundamental . As carac-  terísticas  atribídas  a  ele  foram  associadas  aos  paulistas  em geral  :  iniciativa  ,  audácia , vigor      e  capacidade  de  conquistar , espalhando  a  civilização . Essa  figura  permitia  aliar  uma  heróica  tradição  histórica  ao  território  almejado . 

Fonte  Revista   NOSSA   HISTÓRIA  -  Biblioteca Nacional   - págs  42 , 43 e 44                            Data  ,  Fevereiro  de  2011   -  CÁSSIA  CHRISPINIANO  ADDUCI 

sábado, 24 de janeiro de 2026

A São Paulo multirracial e a época da ditadura

   




Ano da Copa do Mundo . Ano também de  " milagre  econômico " , ditadura militar ,perseguições  políticas , risco de  vida  para  quem   se  opõe  ao  regime . Claro :  estamos falando  do  Brasil de          1970 . de um lado , um  país  em  frangalhos ; de outro , uma  maravilhosa  seleção , que represen -        tava talvez  um  país  ideal , bem melhor que o real , na  Copa do Mundo do México .O Ano Que          Meus Pais Saíram de Férias , de Cao Hamburger , procura  colar uma coisa na outra -  o  país que            vai  mal com o futebol que  vai  mutíssimo bem . E visto através de um garoto que , obviamente ,          só tem olhos para Pelé , Gérson , Rivelino , Tostão & Cia .E também para Félix , já que deseja ser          goleiro . 

A história  é simples . Os pais são militantes  e precisam escapar . Ou talvez juntar-se a um grupo            armado . Moram em Belo Horizonte e vão  deixar  o menino  na casa do avô , em  São Paulo , no          então bairro  judeu do  Bom Retiro . mas  por  algum  motivo que não cabe dizer aqui , não será              o avô Paulo Autran ) quem tomará conta do futuro goleiro , mas um desconhecido .

Essa a história . Mas há a ambientação . E que revela aquilo que São Paulo , tantas vezes achinca-        lhada como  cidade  impossível de  se  viver , tem de melhor - o  cosmopolitismo  a capacidade de      povos  oriundos  de  vários  lugares  do  mundo viverem  juntos . Porque no  Bom  Retiro não  há          apenas  judeus .Existem os italianos , os  nordestinos que vieram chegando , os negros , os árabes -    todos  enfim , que  formam a  cara de  um  país  multirracial como  o  nosso . O filme  é , em  boa          medida , essa  celebração do  País  como mistura  e  convivência , algo que  não  entra na  cabeça raspada  de  idiotas  como  esses  que  distribuem  cartazes  racistas  na  Vila  Mariana . 

Fonte  - Jornal  O ESTADO  DE  SÃO  PAULO  -  pág  D 9  - Destaques  - Luiz  Zanin  Oricchio      Data  -  Quarta - feira ,  25  de  outubro  de  2006  -  Caderno  2  -   30 ª   Mostra  de  Cinema   


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O FARAÓ PRAGMÁTICO

 


História

Morto há 50 anos , Stálin  desprezou  o  dogma  comunista  pela  eficiência  à  todo  custo

Em março de 1953 , eu morava em  Sófia ( capital da Bulgária ) , acabava de completar 14  anos e          de entrar no liceu . No meu diário íntimo da época , escrevia ( em búlgaro ) : " Quatro de março de          1953 . Hoje foi anunciado pelo rádio . Stálin morreu ! Hemorragia  cerebral . Morte certa . Eu ima -        gino o que se seguirá .Certamente  uma nova guerra ." , [ a morte seria anunciada ofocialmente em        5/3 . 

Stálin era para nós - e esse  " nós " incluía  muitos adultos - um ser  quase sobrenatural , um faraó ,        que  não poderá morrer como um simples mortal e que , além do mais , assegurava nossa proteção        contra ameaças externas , identicadas nessa época aos imperialistas  anglo americanos .

Uma vez Stálin morto e nosso campo privado de seu defensor , eles iriam certamente nos atacar e      nos submeter ...

As  crianças e os homens do povo não eram os únicos a crer  em  Stálin . Pensemos em uma pessoa        tão brilhante  e  honesta como o  grande poeta  Bóris  Pasternak . Até  o  começo  dos  processos de Moscou , em 1936 ,admite ele ,uma ligação misteriosa o prende a  este ser que  é  mais  do que um  homem , que é  como  " ato  do tamanho do globo terrestre " . É que , para Pasternak , a Revolução Russa cumpre um desígnio sagrado , o da marcha do universo . Stálin é por sua vez uma encarnação    da história ,do desenrolar  inevitável  do tempo .

E mesmo 20 anos mais  tarde , no momento do  " degelo "  promovido  por  Kruschov , embora não    ignorasse mais nada dos crimes de  Stálin , Pasternak , hesita em seu julgamneto , o antigo chefe era por  certo um assassino , mas , ao mesmo tempo , ele como que participava de elementos libertados , era  animado ,  de  élans  sublimes . Já o novo chefe era um porco que subtituiu o  culto da persona-lidade pelo  ulto  do filistinismo . E o  poeta só descobre pronto a preferir , ao reinado da  mediocri -dade que se esboçava ao seu redor ,o assassino grandioso que viveu no diapasão do destino universal.

Solução  - Nos nossos dias , a condenação de Stálin é , ao contrário , tão unânime que ela se arrisca a    tornar ininteligível  a sedução e o sucesso do personagem como homem político . Quando  tentamos compreender , a satanização , é um recurso medíocre . Ora ,nos dispomos , desde 1997 , de um docu-mento  excepcional , que pode nos ajudar  nessa tarefa .

Trata -se de  " Diário " redigido entre  1933  e 1949 por Gueorgui  Dimitrov estará comunista búlgaro,  mas também  " herói " do processo de Leipzig em  1933  ( ele havia refutado  a acusação de  estar por trás do incêndio de  Reichstag , a sede do Parlamento alemão ) .

Refugiado em Moscou , Dimitrov estará  , de 1934 a 1943 , à frente do Kominterm [ a  Terceira  Internacional  Comunista ] e , a esse título , frequentará regularmente o mestre de Kremlin . Seu  "    Diário permite um olhar  único sobre Stálin , tal como ele se moastra dia a dia , diante de seus    colaboradores mais próximos . 

O que parece o retrato desenhado por esse  confidente ? Para dizer  a verdade , as características        mais salientes do ditador soviético não lhe pertencem propriamente nós encontramos já em Lênin            e podemos supor sem risco de engano que , se  Trótski tivesse  prevalecido sobre Stálin , ele  não        teria agido diferentemente . É  a função  que  forja  o homem , é a lógica mesma do totalitarismo          que  dita a conduta de seu chefe .

O traço  mais espetacular , é o mais conhecido , ams que , infelizmente , não  lhe  é  próprio , é  a desenvoltura com  a qual Stálin pratica o terror . Ele não hesita jamais em dizer diante de Dimitrov        ( e este não hesita em transcrevê - lo no seu  " Diário " , embora não ignore nada da " curiosidade "    das tchekas " [ comissões extraordinárias que faziam parte da polícia política do regime soviético ] )  que era preciso ser impiedoso , com os  " inimigos " , qualquer que  seja o número deles e ,de outro  lado , seu mérito anterior .   

" Nós anularemos todos esses inimigos , mesmo  que  sejam velhos bolcheviques , nós  anularemos  todos os seus parentes , toda  a sua família . Nós anularemos todos os que , por  suas  ações e  pen-samentos  ( sim , pensamentos ) ... resitam a nós " , declara ele em  7 de novembro de 1937 .

Alguns dias ,ele acrescenta que é preciso computar entre os inimigos todos os que " não suportam a  coletivização , uma vez que seria preciso descascar o corpo do " kulak "  [ rótulo aplicado , na  ex -  URSS , ao " camponês rico " ,visto com resquício da mentalidade burguesa e ameaça a revolução ] ". 

Em janeiro de 1940 , no momento da conquista da Finlândia ,disseram-lhe que os adversários eram    em número de 150 mil ; ele reage tranquilamente . " Nós matamos 60 mil ,é preciso matar os outros também , e o caso estará encerrado .Não podemos poupar senão as crianças e os velhos " . Uma vez   que o terror é extremo , o objetivo perseguido é atingido sem obstáculos .

Mas o que choca mais nas transições de  Dimitrov não é a violência , consubtancial ao projeto revo-  lucionário . O que é surpreendente é a ausência de qualquer referência ao dogma comunista . As  de-  cisões de Stálin são tomadas em razão não de  princípios  ideológicos ,   mas  de  objetivos a atingir . Para escolher um um curso  de ação , é preciso antes de tudo se informar e , em  seguida  se libertar      dos  sonhos do passado : "  Não  se  apegue ao que  foi ontem . Tenha  em  mente rigorosamente as    novas  condições .

Não era preciso  introduzir sovietes  na  China , contrariamente ao que  se  fez na Rússia  em  1917 .    Nem desempenhar um  papel de protagonista na Espanha ,enquanto durasse a guerra civil .Deve -se encorajar , via de regra , a substituição de quadros por novos , sem referências ao passado  . A  im-provisação ,a adaptação às circunstâncias devem desgarrá - lo de toda conformidade para o dogma : Stálin leva ao estremo a escolha dos modernos de se emancipar , das tradições ,ele é um aluno paro-xístico  de  Maquiável , que não deixa restar mais nenhuma ligação entre estatégia e ideologia .

A assinatura do pacto germano soviético , em agosto de 1919 , não obedeceu a outra lógica . Stálin      não se pergunta em nenhum momento se essa aliança era conforme ao  dogma comunista , importa    apenas saber se ela lhe é útil - e ele crê que sim . " Nós  podemos manipular , sustentando  um país  contra um outro , para que eles se estraçalhem um ao outro  . " O defeito que ele vê em Hitler não é       o de ser racista , mas  o de obedecer  a sua ideologia , em vez  de se ocupar unicamente de seu in -    teresse ,comparado a Hitler , Stálin é um puro pragmático . O vício do racismo , por sua vez , é o de  que nem todos podem reclamá - lo : ele condena  as  "  raças inferiores " à  resistência .

O poder pelo poder  - Essa ideologia é má não porque é inumana ,mas porque ela não pode assegurar  uma  vitória  durável . O poder , segundo Stálin , não deve ser posto a serviço de  uma ideia ;  são as  idéias são as que servirão ao poder - e as melhores idéias são as que lhe são as mais úteis .Ainda mais  os se fundem o comunismo se confunde doravante com a busca do poder pelo poder .

Essa indiferença ao conteúdo da doutrina comunista  levanta porém um ponto do qual Stálin é cons-ciente as mais necessitam de paixões coletivas ,elas podem vibrar à vista da mera eficaz ,por isso que, muito rapidamente convoca esta outra paixão conhecida : o  amor  à  pátria . Promotor  do  nacional - comunismo , Stálin explica que os boicheviques não são os  verdadeiros continuadores dos  czares da  Rússia ,fundadores desse imenso Estado ; os ataques contra Rússia são piores que os ataques contra o comunismo . 

A  Dimitrov , perplexo , Stálin explica que , na nova conjuntura , o Komintern  iria  se  auto - liminar . No dia da invasão hitlerista  ( 22/ 6/ 1941 ) , Stálin - que , diga -se , não perde nunca seu  sangue - frio - exige do militante intercionalista que deixen de lada  a  retórica comunista  : " Não ponha mais a ques-tão da revolução socialista . O povo soviético  faz uma guerra patriótica contra a Alemanha fascista " .

Ao longo dos anos ,a estratégia de Stálin provará  sua eficácia duvidosa .Digno herdeiro de Lênin , ele não terá , porém , sucessor  da mesma cepa e , um mês após sua morte , apareceriam  as  primeiras fis-suras do império totalitário .

Fonte  -  FOLHA  DE  SÃO  PAULO  - pág  10  -  História  - Caderno  MAIS                                            Data - Domingo , 16  de março  de  2003  -  Por  Tzvetan  Todorov 


  

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

São Sebastião , o soldado martirizado

 


Origens 

São  Sebastião , nasceu em Narbonne ; os pais eram oriundos de  Milão , na  Itália ,do século ter-      ceiro . São Sebastião  desde cedo , foi  muito  generosos  e  dado ao  serviço .Recebeu a  graça do      santo  batismo  e zelou  por ele  em  relação  à  sua vida  e  dos  seus  irmãos .

Soldado 

Ao  entrar para o serviço do  Império , como soldado , tinha  muita  saúde no fíisico , na mente e ,    principalmente , na  alma . Não demorou muito , tornou - se o primeiro capitão da  guarda do  Im -      pério . Esse grande homem de  Deus  ficou c onhecido  por  muitos  cristãos , pois , sem  que  as        autoridades  soubessem  - nesse tempo , no Império  de  Diocleciano , a Igreja e os  cristãos eram      duramente  perseguidos  -  , poruqe o  imperador  adorav  os  deuses . Enquanto  os  cristãos  não adoravam as coisas , mas  Três  Pessoas  da  Santíssima  Trindade .

O  Consolo 

Esse  mistério o  levava a consolar  que  eram presos de maneira  secreta , mas muito  sábia ; uma      evangelização  eficaz  pelo  testemunho  que  não podia  ser  explícito .

São  Sebastião : Soldado  de  Igreja  

O  coração  de  São Sebastião  tinha  esse  desejo : tornar -se mártir .E um apóstata  denunciou - o        para  o  Império  e lá estava  ele , diante  do Imperador , que estava  muito  decepcionado com  ele    percebeu que ele ainda estava vivo por graça .Ela cuidou das feridas dele .

Páscoa 

Ao recobrar sua saúde depois de um  tempo  , apresentou -se novamente ao imperador , pois  queria     seu bem  e o bem de  todo o  Império . Evangelizou  ,testemunhou , mas dessa vez , no  ano de 288 , foi    duramente  martirizado .

Minha  oração 

" São  Sebastião  que  foste  flechado  pelo  povo , mas também  pelo  amor  divino , colocai em  nós  essa  ferida  de  amor  que  não  sara e  não  se cansa  de  procurar  o amado  de  nossas  vidas  até as   últimas  consequências . Amém . "

Fonte  - Portal  CANÇÃO  NOVA  - "  Livro  Santos  de  cada  dia  "  - José Leite , SJ   [ Editorial  A.    O. Braga , 2003   -  Santo  do  dia  ,  20 de  Janeiro


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Fofoca






Por trás da fofoca existem  necessidades  incosncientes de diferentes tipos .Com isso não estamos      falando necessariamente de algo saudável ,de algo bom .O termo apenas aponta para um funciona-    mento de  nossa  mente  que não é submetido  ao controle da  consciência .

Não é raro encontrarmos alguém  que gosta  de se meter  na vida dos outros ou de  viver a vida dos  outros . O curioso  é que  frequentemente , o fofoqueiro  se  dá  conta  de  ter  feito uma  fofoca so -mente depois, quando já não há mais o que fazer . Às vezes , nem sequer se dá  conta de  estar fofo-cando . Para as vítimas de suas fofocas , no entanto , sobram  os  estragos que  esse funcionamento  psíiquico provoca .

O primeiro aspecto,geralmente inconsciente ,presente na fofoca pode ser a necessidade de agredir o outro .Esse tipo de agressividade ,pode ter a sua intensidade , maior será o ataque contido na  fofoca .   A inveja é um sentimento que surge ao perceber que o outro desfruta de algo que é considerado fora    do alcance de  quem inveja . O ataque invejoso ,porém ,não tem como objetivo se  apoderar daquilo   que é invejado , mas apenas  visa  destruí - lo ou , na  melhora das  hipóteses estragá-lo .

Por trás do  ataque contido  na  fofoca pode  haver  também ciúme . Esse sentimento diz respeito ao amor que o indivíduo  sente  que  lhe  é  devido  ou  que lhe  foi  tirado por  um  rival  ou  que está a  ponto de  sê - lo . Tanto  a  inveja  quanto  o  ciúme favorecem  o  despertar da agressividade que se  manifesta através da  fofoca , resultando em  um  ataque verbal  que  fere a  honra do outro , sua  in- tegridade  moral , sua  competência  profissional  ou  manipula  a  realidade ,  criando  uma versão distorcida dos  fatos .

Quando não é  movida  pelo  prazer  de  ferir o  outro , a fofoca  pode ser  movida  pelo prazer de se  viver de forma projetiva , algo  que também quem  faz  a fofoca  gostaria  de  viver . As revistas e os  programas  elevisivos que têm na  fofoca seu  principal atrativo se alimentam dessa  necessidade  in  - consciente . Desta forma , o público  que  assiste  o programa  ou lê a revista o u passa  a viver proje-tivamente o que ous outros , os famosos ,vivem desfrutando assim de situações que difícilmente  po - deriam ser  vividas em sua  vida pessoal  e em  seu  contexto social .Por trás da  fofoca  pode  haver também uma  necessidade de  comentar algo a  respeito  do  outro , que , na realidade ,representa um problema para quem  faz  a  fofoca . É como  se f osse  uma forma de  falar de  si ,falando  do  outro . Evidentemente , é  mais  fácil  falar  do  outro  do  que  de si  mesmo , e admitir  que algo  assim ou  assado para o outro , do que  para  si  mesmo .

Fonte  -  Revista  de  Aparecida  -  pág  26  -  Atualidades                                                                    Data  -  Janeiro  de  2015  - Roberto  Giroto, psicanalista  e  terapeuta  familiar 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Para a Paz





Papa  Francisco  sublinhava , desde o  iníco de  seu  ministério , a importância de superar o que            ele  chamado  de  " cultura  do  descarte "  e  promover  a  " cultura  do  encontro  "  para  cami -  nharmos em direção  a uma  sociedade  mais  justa  e  pacífica . O número sempre crescente  de  comunicações  torna mais  viva  a  consciência  da  unidade  entre as pessoas . Assim , na valo -  rização  da  diversidade  das etnias, das  sociedades e das culturas , vemos semeada  a  vocação a  formar uma  comunidade feita    de  irmãos , que se  se acolhem mutuamente e cuidam  uns  dos    outros . Hoje , essa vocação é muitas vezes negadas  nos  fatos . As inúmeras situações  de  desi - gualdade , pobreza  e  injustiça indicam que   não só  há  uma profunda  carência  de fraternidade,     mas também a ausência de  uma  cultura de  solidariedade .

Na  mensagem  para  47 ª  Jornada , em 2014 ,  o  Papa  definiu  a fraternidade  como  " dom que      cada homem e mulher trazem consigo como ser humano , filho do  mesmo Pai " . Daí , diante de    tantas situações  de  injustiça , violência , fome , temos na  fraternidade a base  e o  caminho  para         a  paz .

O  Papa  Francisco conclamou os  cristãos  a  escutar  o  clamor  por  justiça  no  mundo  atual , o      que  é  uma uma  exigência para  todos , independentemente se têm alguma  fé religiosa  ou  não .       Isso implica  entrar num autêntico  diálogo que procure sanar  efetivamente  as  raízes profundas ,         e não apenas  a  aparência dos  males  do  nosso  mundo . 

A  fraternidade  deve  marcar  todos  os  aspectos da  nossa  vida  :  a  economia , a  sociedade  , a    política , a cultura , o  desenvolvimento . Ter  a  fraternidade  como  fundamento  para  a  paz  é  ,  também  um  grande  questionamento  e  uma  denúncia  a  visão  e   ao  modelo  de  insegurança      pública baseada  no controle  das sociedades  por meio de armas  e  repressão  ( como as  propostas     de redução da  maioridade penal ,  por exemplo ) . Justificam-se  , assim , até  mesmo  a  violência  policial e  a  tortura. 

Nesse  caminho , em  vez da garantia de  direitos  duramente  conquistados , defendem -se apenas  "     a  segurança  individual  " ,  a  "  defesa  da  propriedade "  e   a  "  segurança  nacional  " .  Como  consequência , viveria   em  paz apenas  uma  minoria , através  da  força  violenta  da  polícia  e de  segurança  privada , justificando  intervenções  violentas  nas  periferias  de  nossas  cidades .

O profeta  Isaías  diz  que  não  e  essa  a  paz  que  queremos  ,mas  que  " a  paz  é  fruto da justiça "    (Is  32, 17 ) . Ou , como  disse  Jesus  , "  a  paz  que  eu dou  para vocês  não é  a  paz que  o mundo    dá "  ( Jo  14 ,27  ) . 

A  paz  é  nosso  desejo , nosso  sonho e nosso  propósito . E esse  sonho só está  distante de  nós se  não  dermos  os  primeiros  passos ,  pois ,  como  disse  o  poeta  Jorge  Rebelo  , "  não  basta  que    seja  pura   e  justa  a  nossa  causa .  É  necessário  que  a  pureza  e  a  justiça   existam  dentro  de        nós "  !  O  passo  seguinte  é  deixá - la  por  transbordar  ou  mesmo  semeá - la por  todos os  ca - minhos  e  jornadas  deste  novo  ano . 

Fonte  -  Revista  de  Aparecida  -  pág 25  -   Semear  para  a  Paz                                                        Data  -  Janeiro  de  2015  -   Papa  Francisco 


quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

 






À  todos que  acessam  este  Blog , agradeço muito pois  a busca pelo melhor para que acessem é imensa . São jornais , revistas  , documentos , livros , artigos , etc… Assim  sendo compartilhem com outras pessoas . 

Meus  votos  de  Feliz  Natal  e  Feliz  Ano  Novo  


Profa de  Matemática , Gestora de  Comunicação , Psicopedagoga , Escritora

Ana  Regina  Gouvêa 



ESPALHE  FÉ  ,  ESPERANÇA  E  AMOR  …


“  De  tudo , ao  meu  amor  serei  atento  

Antes , e com tal zelo , e sempre , e tanto 

que mesmo em face do maior encanto . ( …)


Eu possa me dizer do amor ( que tive ) : 

Que não seja imortal , posto que é chama 

Mas que seja infinito enquanto dure  ! 


Vinícius  de  Moraes      -  N / A   -  21.12.24


É Natal ! Maria dá a Luz








É  importante celebrar  o  Natal começando com o  grande  Cântico  de  Nossa  Senhora  O MAGNIFICAT . Por  quê ?  Porque neste  Cântico Maria celebra sua  gravidez do Filho  de Deus , nosso Salvador . Nesse  cântico ela  torna público o  segredo  do  Pai  desde sempre e  que o Pai deixou que o seu segredo fosse  revelado por uma mulher  -  MARIA  DE  NAZARÉ  . Celebrar  o  Natal é  celebrar  o  primeiro sinal  de  vida  humana  como  a nossa ,e divina  como a de Deus Pai , que se dá sua pessoa de  Jesus ,no seio de Maria , onde  ela  o  acolheu  com  tanto  amor .


Em seu cântico  do  Magnificat , Maria  de  Nazaré proclama em  alta voz , com a vinda de  Jesus  a  este  mundo , ela  traz  novo nascimento , porque  todas  as  pessoas  humildes , famintas e excluídas de tudo , são saciadas e  acolhidas . Quem  pode  saciar  e acolher essas  pessoas ?  É  o  Salvador que  Maria  traz  para  toda  a  humanidade  - Jesus  - o filho de Maria e o  Filho de  Deus , que traz o  novo nascimento , atuando através de todas  as  pessoas de boa vontade ,que  se doam para  os  mais  pobres . Trazendo  Jesus como  Salvador  de  toda  a  humanidade , Maria  dá  a  luz  um  novo  nas- cimento , uma  nova  vida  e  um  novo  modo  de  viver .


A  nova vida trazida com o nascimento  dado  por  Maria  de  Nazaré , ultrapassa  o sentido que temos de  vida  terrena , sadia e  feliz . Maria  de  Nazaré  traz  aquele  que via  nos falar  da  fonte  de  vida que é  Deus . A  vida  que  vem  de  Deus  não acaba com a morte , mas continua e se prolonga para além desta  vida  e nos introduz  no  mistério  divino , que  é  a  eternidade . A  nova  vida trazida pelo  filho  de  Maria  -  Jesus  - o  Filho  de  Deus , é uma  vida  que não tem fim , ela é  eterna  e  feliz , Jesus  nos  dá  o  testemunho  desta  vida ao  instituir  ( = criar )  o  Grande  Sacramento  da  Eucaristia  -  a  Missa  -  dando -se  em  comida  e  bebida  para todos nós . esta  é  a  nova  vida  trazida  pelo filho  de  Maria  e  o  Filho  de  Deus . Por isso , o  momento  alto  do  natal  é  a  Missa  celebrada  à  noite , conhe- cida na liturgia ,como  “  Missa  da  Meia  -  Noite  “ ou popularmente  ,também , como  “  Missa  do  Galo ", hoje  celebrada  em  outros  horários . 


O  novo  modo  de  viver  trazido pelo  nascimento  dado  por  Maria  de  Nazaré  aparece  claro  nos  Atos  dos  Apóstolos  ,  quando  Lucas  nos  conta  que  os Onze  estavam  reunidos  com  Maria e  as  outras  mulheres , rezando  e preparando - se para receber o Espírito Santo , no cenáculo . Vemos  aqui a  Igreja  que nasce  com  homens  e  mulheres vivendo  na  comunhão . Este é  um  novo  modo  de  viver , de se relacionar e de trabalhar  juntos , com um  mesmo  objetivo  : o de  anunciar  a  Boa  Nova  do  Reino  e  construí- lo  de maneira que todos possamos  viver  bem  e  felizes  nesta  terra , para que  este  Reino  trazido  por Jesus se realize  como vida plena , começando  na terra  e  terminando no céu .


As  “  Marias  “ de hoje , que são  todas  as  mulheres  que  trabalham  na  evangelização , na catequese de  crianças  e  adultos , aquelas que trabalham em  casa e  fora  de  casa , acreditam que a  nova  igreja  fundada  por  Jesus  Cristo  , o  filho  de  Deus , será assim: nova  em seu  nascimento , nova  em  sua vida  e  nova em  seu  modo  de  viver  e  se organizar  como  comunidade  de  fé . É  a  Nova  Jerusalém  terrena  que  aponta  para  Jerusalém  celeste .



Por  tudo  isso , somos  pessoas  agradecidas  a  Maria  que nos trouxe  tão grande Salvador  e  queremos  nos  inspirar  nela  para  seguir  os  ensinamentos  deixados por Jesus , que  se  fez  criança , no  Natal , para  nos  salvar  para  uma  nova  vida .


Fonte  -  revista  de  Aparecida  -  pág  11  -  NOS  PASSOS  DE  MARIA  

Data  -  Dezembro  de  2009  -  LINA  BOFF  -  Teóloga  da  PUC  -  RJ


segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

O Presépio de Francisco








“  Irmãos , esta é  a Festa  das  festas . Deus  se  faz  criança , nascendo  de  uma  mulher “


A  cidade  era  Greccio ,na Itália . A data , 24 de  dezembro de 1223 .Um jovem considerado  meio louco por alguns ,santo para  outros ,queria muito fazer uma  representação das cenas

do Natal , um dos maiores  acontecimentos  da  história  da  humanidade .E ,através dessas

cenas ,explicar para o povo simples  da redondeza o significado desse acontecimento .Esse

jovem  era  Francisco .


Um  rico proprietário de terras admirava muito Francisco , por sua coragem de  abraçar a  pobreza , amar  a  natureza , os  animais e  pregar  para  o  povo simples . Ofereceu - lhe  o

seu estábulo  e  seus animais p ara que  Francisco encenasse as cenas  do Nascimento do

Nascimento  de  Jesus , na gruta de Belém .


Tendo a gruta , o estábulo ,a vaca ,o burro e as ovelhas ,Francisco chamou o povo. Escolheu

uma  mulher para representar Maria , um homem para ser  São José  e  uma criança para ser o Menino  Deus .Montou o  primeiro  Presépio e ,diante dele , falou sobre o Mistério do  Natal . Dessa data em diante , todo ano , a  cena  se repetia .


O  costume de encenar as  cenas  do  Natal , como  presépio  vivo , acontece  em  muitas  co - munidades . É a arte cênica a  serviço da  Palavra . Mas  a arte plástica também tem  o  

presépio como tema  para  suas  imagens . Os  artesãos se utilizam de diferentes materiais 

para suas obras .E muitos presépios são montados em  residências ,e de  adultos ,que celebram, diante deles , suas novenas de Natal .


Entre  os  muitos  ex - votos  da  Sala  das Promessas  do  Santuário , alguns  presépios chamam a  atenção dos romeiros  pela sua beleza ,originalidade e material  utilizado .Presépio de palha, milho   de  argila , papel  e de outros  materiais . Todos nos  fazem lembrar  da  intenção  de  Francisco de   Assis  :  celebrar  a  Festa  das  festas  -   o Nascimento de  nosso  Salvador . 


Fonte  -  Revista  Aparecida  -  pág  13  

Data  - Dezembro  de  2009


domingo, 21 de dezembro de 2025

Os sinais da esperança na liturgia do Natal

 






A liturgia do ciclo do Natal , que compreende o Tempo do Advento e o Tempo do

Natal , nos convida a algumas importantes atitudes . No Advento somos motivados

a orar , vigiar e esperar o Senhor que está para chegar , mais uma vez em meio à

humanidade . Já no Natal somos exortados a contemplar , anunciar e celebrar a

manifestação de um Deus que se fez carne e vem habitar entre nós . A espiritualidade

litúrgica destes dois tempos é um convite para nos deixarmos envolver pela esperança,

que nos vem através do  mistério  da  encarnação . Todavia , é preciso aqui recordar que 

muitos são os sinais de esperança neste tempo , a saber : personagens  bíblicos , a coroa 

do advento , o presépio , as  cantatas  natinas e as  celebrações  litúrgicas  deste tempo .

Neste ciclo  litúrgico a Palavra  de Deus nos  convida a acolher o testemunho de alguns personagens bíblicos ,que aludem à esperança da chegada do  Messias ,que vem gestar novos  tempos . Isaías , João Batista , Maria e  José  nos  ajudam  ver  o  coração de um povo que sabe confiar e  esperar no  seu  Senhor , que  não  desampara , por  isso envia  o  seu amado Filho.

A  coroa  do  advento , que vai  se  tornado  mais  luminosa  à  medida  que o  Natal  está  chegando , é  recordação de que a  verdadeira  luz  está  para  chegar . Ele é  o  sol que  brilha  entre  as  trevas . A luz que devemos  seguir para atingirmos  a  Deus , fim último de  todo o  nosso  existir .O brilho desta luz  não  ofusca  a visão , mas nos faz ver que  é Ele  mesmo o  caminho , através  do qual chegamos  ao  Senhor .

O  presépio  que  armamos  em nossas  igrejas  , casa  e outros  espaços  nos ajuda a con - templar a esperança que não nos  confunde ,que é Cristo .Nos diversos personagens que ali se encontram , somos  chamados  a nos identificarmos com  um  povo , que sabe  esperar , no testemunho e na  alegria do Evangelho , a chegada de um libertador .

Nas  cantatas  natalinas  a comunidade  cristã com  versos e melodias  anuncia a esperança  da  vinda  e  da chegada de Emanuel , o Deus  conosco . Ele  é o Verbo  que sefez  carne e  vem  habitar  entre  nós .Por  isso , nele  depositamos  toda a nossa confiança ,sobretudo da  chegada  de novos  dias de  justiça e paz . 

As  celebrações  litúrgicas deste ciclo nos exortam  a  celebrar  a partir  da  memória de Maria  e dos santos a  realização do  mistério  da encarnação  ,que foi capaz de cativar muitos para o  serviço do  anúncio do  Evangelho .Palavra que nos convoca a  vigiar e orar , esperar e buscar  uma  vida  segundo  a vida  ,do frágil  Menino de  Belém , no qual  contemplamos  a alegria de  um Deus que veio nos visitar . 

Natal  é  tempo de luz , de encontro ,de celebração  e de reconciliação .Momento oportuno de  recomeçar  e de buscar a  realização de projetos  geradores de vida , os quais se concretizam  em esperança .

Fonte  -  REVISTA  DE  APARECIDA  -  pág  22  -  LITURGIA  Data  -  Dezembro  de  2025  - Pe . Rodrigo  Arnoso , C.Ss.R.


O BEIJO DA BORBOLETA

 





SEMPRE  TEMOS  O  QUE  APRENDER  A  VIDA  E  A  NATUREZA  SÃO  UMA  GRANDE  ESCOLA  E  ELA  É  INDISPENSÁVEL  PARA  O  SER  HUMANO

Um dia  desses  observei  uma  borboleta , que no  meio do  emaranhado de  galhos e outros elementos do gênero descobriu uma pequena flor e ,pousando sobre e ,beijou-a delicada e  amavelmente . 

Sim ,as borboletas sabem beijar as flores ! A natureza tem  vida e não pode ser agredida, e quem vive na harmonia tão  desejada  pelo  Criador tem a atitude  da  borboleta ,que descobre  a  pequena  flor  escondida no  emaranhado  dos  galhos .

Mesmo  que  seja  inegável  importância  da natureza , quero dizer - lhe  sobre a  fé ,que muito   se assemelha  à  atitude da  borboleta . A fé nasce da Palavra de  Deus ,da escuta do Evangelho. Jesus  compadeceu - se  de  tantos  sofredores  e  abandonados . É preciso encontrá - los  no emaranhado de  nossas  relações sociais ,no emaranhado da convivência humana ,nos arranha - céus , nas  avenidas , nas  ruelas  e  becos  quase  sem  saídas .

A  BEIRA  DO  CAMINHO 

Imaginemos  a alegria daquele  cego  de nascença , Bartimeu , quando pôde ver  de novo . O que  ele fez ? Jogou  seu  manto  e  seguiu  Jesus . Mas , o evangelho traz um detalhe que não  pode ficar  esquecido . Ele estava à  beira  do  caminho , abandonado , recusado , como a  flor  no  emaranhado  dos  galhos , mas  encontrada  pela  borboleta .

A  fé  do  cristão  ou  é  transformadora  ou  é  acomodada , inerte  e  de puro  tom  pessoal .Se  assim  é  , que  pena , é  cega  e  não  vê  além  de  si  mesmo .

A  fé transformadora  enxerga mais ao longe , à  beira  do caminho , como Jesus enxergou o cego  Bartimeu .  Jesus  nos  abre  a  visão  , nos  faz  enxergar  além  das  paredes  de nossa  casa ou  da  igreja . A  fé  autêntica  nele  nos  faz  enxergar  o  irmão ou  irmã escondidos ema-ranhado  da  vida , mas  tão  necessitados . Quando você capaz  de escutar o grito  da  criança : Manhê , tô  com  fome  “ e  a  angústia  da  mãe em  não  ter  com  o que  socorrer , certamente  mudará  seu  modo de  compreender  as  coisas  e  a  própria fé . Jesus continua  a  ser  o  mo - delo  que  nos  ensina  e nos  inspira . Perdemos  tempo na  busca  de  nós mesmos ,na  busca  do  poder e  da distinção  , e deixamos  de  lado o  essencial  , como  fez  Jesus .

Ainda  temos  de  aprender  com  a  simplicidade  silenciosa  da  borboleta . Ainda  temos  de  aprender a  viver  a  fé  do  jeito  de  Jesus . Ainda  temos  de  aprender  a  amar .

Fonte  -  REVISTA  DE  APARECIDA   -  pág  5  - REFLEXÃO   Data  -  Abril  de  2019  -  PE . FERDINANDO  MANCILIO , C.Ss.R .

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

' O afeto é o único jeito de combater a intolerância '

 






Lenine  faz  música  sobre  a  questão que  abala  a  sociedade ; e  conta  como será  seu novo  show , que vai  levar a várias  cidades 


Conhecido  por  sucessos como “ paciência “ e “ Tudo por Acaso “ , Lenine  , 59 , mostra em São  Paulo , nesta sexta  ( 25 ) , no  Tom  Brasil , um projeto  diferente do que já realizou em  sua  carreira . “ Em  Trânsito “ , que ele leva para a estrada até agosto e passa por várias cidades do Sul , Sudeste e Nordeste do país, tem um  repertório de  músicas  que foram recriadas pelo pernambucano e sua banda , que o acompanha  há mias de 30 anos . 


“ No  final do ano passado , após o  encerramento da  turnê  de  ‘ Carbono ' ( 2015 ) , meu 

trabalho  mais recente até então , fiquei  pensando no que queria fazer . E a ideia de passar seis meses num estúdio não me interessava . Então , decidi primeiro  o show , para depois os outros formatos serem lançados “ , conta  Lenine , em entrevista  por telefone ao Destak .


As músicas estarão disponíveis nas plataformas digitais ,em DVD e também CD ,nas versões gravadas em estúdio .Entre as canções apresentadas , há as novas  “ Leve e Suave “ , “ Ogan  Erê “  e “  Intolerância “ .


Em relação a esta última , Lenine  apresenta  sua opinião sobre uma  das  questões que mais  afetam  a  sociedade  , atualmente .






“  Acho  que  a  intolerância  está  bastante presente  nas  redes  sociais .É um problema muito  sério dentro  de  nossa  sociedade , que  precisa  ser combatido , é a única  forma  que eu vejo  para  isso  é  com a tecnologia  do  afeto . O afeto  é  a maior invenção da humanidade  “ , diz  o músico .


Outra característica  presente no projeto  “ Em  Trânsito “  está  associada  ao  conceito do devir , proposto pelo  filósofo  presocrático  Heráclito  de  Éfeso , e que pode  ser  resumido por pensa -mentos que evidenciam  a  mudança  como  a  única  coisa  permanente na vida .


“ É  aquela  história de que  nós  nunca entramos  no  mesmo  rio , pois nem as  águas nem nós  mesmos . Atualmente   vivemos em  meio  a  tantas  mudanças que nem  sempre conseguimos  percebê - las . Por  isso toda urgência  que  esse  processo tem .O que importa não é a novidade, mas  seim  o  caminho , o  percurso  para  se  chegar  até  ela “ , explica  .


Como  uma  família  


Junto  a  Lenine se apresenta  também  a  banda que  acompanha  o cantor há mais de 30 anos , formada  por Jr. Tostoi , G Pantico Rocha e Bruno Giorgi ,o filho do pernambucano , que assina a  direção  musical .


“ Quando propôs essa  ideia  do  ‘ Trânsito ‘  ,quis poe em  foco na  banda ,dando uma assinatura  coletiva . E ele adoraram . Tem gente da banda que está comigo há mais de 30 anos . Isso é muito  tempo . Somos  uma  família “ ,  compara  oa  artista .


Nos próximos  meses , Lenine  pretende dedicar  - se  à  gravação  e ao  lançamento de todas as  outras  músicas que fazem  parte  de  “ Em Trânsito “ .


“ Esse é um trabalho que , além de mostrar o universo familiar ,via documentar toda a  autoridade do  som  da  banda . Está repleto  de  intimidade e  afeto  . Porque eu não sei  trabalhar sem ser com afeto .Além disso ,vai ser uma apresentação bastante autobiográfica que vai mostrar também  a  minha visão do mundo . Então  o que  o público pode esperar é  uma  entrega  total .


Fonte  -  Jornal  Destak  -  pág  8  - DIVERSÃO  &  ARTE 

Data  -  Sexta - feira -  25 . 05 . 2018  -   NATÁLIA  BARÃO