terça-feira, 8 de maio de 2018

Aloysio Campos da Paz - Fundador da Rede Sarah



Médico foi responsável pela criação de hospitais que setornaram referência mundial.

Idealizador de um grupo de hospitais de reabilitação física que se tornou referência mundial - a Rede Sarah - o médico ortopedista Aloysio Campos da Paz Júnior nasceu no Rio, mas era apaixonado por Brasília. Campos da Paz iniciou seu legado no início de 1968, quando foi convidado para dirigir o Centro de Reabilitação Sarah Kubistchek, na capital federal. A partir de 1993, os hospitais se espalharam pelo Brasil, chegando às cidades de São Luís, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro, Macapá e Belém.

Desde o início da carreira Campos da Paz se firmou como pioneiro. No ano de sua graduação em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1960, passou a integrar a primeira equipe médica do Hospital Distrital de Brasília, onde implantou a Unidade de Traumato-Ortopedia.

Sob comando de Campos da Paz, a Rede Sarah conquistou fama internacional e, no Brasil, tratou celebridades como o músico Herbert Viana, que ficou paraplégico depois de um acidente de ultraleve. Políticos e ministros também se trataram na instituição. Entre eles, o ex-ministro do Supremo Tribunal Joaquim Barbosa, que sofre de um problema crônico na coluna.

A presidente Dilma Rousseff citou a perda do ortopedista em sua conta no Twitter: “Foi com muita tristeza que soube da morte do médico Aloysio Campos da Paz Júnior, fundador da Rede Sarah. Campos da Paz dizia que sua filosofia era trabalhar para que cada paciente fosse tratado com base no seu potencial, e não nas suas dificuldades“. 

Em nota oficial, Dilma voltou a enaltecer o trabalho do médico: “O Brasil e a medicina são devedores da sua dedicação e determinação. Meus sentimentos aos familiares, amigos, colegas de trabalho e pacientes“.

"A MEDICINA PERDE UM TALENTO"
 
O ex-presidente José Sarney, amigo do médico, lamentou a falta que fará aquele que considera “uma das maiores autoridades das doenças do aparelho locomotor “: - É uma perda que não se tem como preencher. Acompanhei sua obra desde o princípio, há 40 anos, como conselheiro representante da comunidade Sarah e testemunhando sua dedicação e valor. Estou profundamente ferido, pessoalmente, como seu amigo e como cidadão.

O chefe de emergência do Hospital São Lucas, em Copacabana, Thiago Ribeiro, citou o legado do médico:
- A medicina perde um talento, mas fica seu legado em prol da recuperação e saúde dos pacientes .

Roberto Kalil Filho, diretor do Hospital Sírio–Libanês e médico particular da presidente Dilma e do ex-presidente Lula da Silva, afirmou que Campos da Paz criou algo único :
- O feito que ele conseguiu, de atender a população do SUS, tem de ser seguido por toda instituição pública. Acabei de tomar posse como presidente do INCOR ( Instituto do Coração ) e disse, na primeira reunião do conselho que meu sonho é fazer do INCOR uma Rede Sarah para cardiologia.

Também amigo de Campos da Paz, o secretário de estado da Saúde de São Paulo, David Uip, elogiou o espírito empreendedor do médico: 
- Conheci o Dr. Aloysio por um paciente em comum. A partir daí, veio uma grande amizade e muita admiração. Ele foi o grande empreendedor em termos de novas ideias. 

Atriz Eva Wilma externou sua tristeza pela morte do médico, citando sua paixão pela música:
- Era uma pessoa maravilhosa, um sábio, um homem de enorme cultura, de um humor contagiante. E era um belo músico nas horas vagas. Tenho um CD dele tocando jazz no trompete, lindo. Frequentei a Rede Sarah há 13 anos, quando meu marido ( Carlos Zara ) foi fazer tratamento lá. Depois disso, fui convidada para integrar o Conselho das Pioneiras Sociais da rede, uma honra. 

Outro que lamentou a morte de Campos da Paz foi André Pedrinelli, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia:
- Ele criou um novo conceito de reabilitação. Foi um pioneiro.

Campos da Paz morreu em Brasília, aos 80 anos, de insuficiência respiratória, deixando esposa Elsita Campos, três filhos e quatro netos. 


Fonte _ Jornal - O GLOBO pág 12 - Rio
Segunda-feira , 26 .1.2015


Eu Ana Regina, tenho a agradecer a Rede Sarah, a esse pioneiro, Campos da Paz, todos profissionais e funcionários. Graças o profissionalismo dos médicos, fisioterapeutas, psicólogos  os pacientes conseguem uma reabilitação extraordinária. Tenho meu irmão como exemplo, Deoclides José, ator, compositor, que em 2012 iniciou o tratamento e acompanhamento na Rede Sarah. Foram meses, que valeram à pena. Hoje está muito bem que nem lembramos do (parkinson – que era um bicho de sete cabeças). Mas, vale lembrar que o paciente recebendo alta, deve continuar com acompanhamento médico, para se medicar corretamente, fazer as atividades físicas recomendadas e a alimentação correta.




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